
quarta-feira, abril 22, 2009
terça-feira, abril 21, 2009
domingo, abril 19, 2009
CURTINHAS
Sócrates em Viseu – As coisas começam naturalmente a tomar o seu rumo, e por isso mesmo foi sem surpresa que Sócrates foi ontem recebido em Viseu por uma contestação de professores e enfermeiros, e ao som dos Xutos & Pontapés, com a música “Sem eira nem Beira”. Talvez alguns considerem que a música é demasiado boa para ser dedicada a tão mau governante, mas nesta coisas de gosto, não tomo partido.
O caso BPN – Li há pouco um título que dizia “BPN é a coisa mais escabrosa desde o 25 de Abril”, e fiquei a pensar se não será um exagero. Claro que as coisas parecem mesmo uma grande trapalhada onde nos querem fazer crer que só um é que tocou os instrumentos todos, fez a música, deitou os foguetes e apanhou as canas, enquanto os outros, qual virgens inocentes, assistiram sem perceber nada, e sem qualquer intervenção, completamente a Leste das falcatruas. Mas há por aí outras trapalhadas, tão ou mais cabeludas do que esta, com gente tão importante envolvida, que também veste a mesma pele virginal, afirmando que não sabem de nada, que são só coincidências, e campanhas para denegrir a sua imagem. Até agora tem sido a Justiça que tem sofrido, pode ser que algum dia as coisas mudem…

sexta-feira, abril 17, 2009
EU PASSEI A GOSTAR (AINDA) MAIS DOS XUTOS
Eu sabia que havia diferença entre ser um Zé-ninguém, ou engenheiro, mas sempre julguei que engenheiro, doutor ou arquitecto se equivaliam na escala social, mas verifiquei agora o meu engano.
Uma música dos Xutos & Pontapés do álbum “Mundo ao Contrário”, editado na passada segunda-feira fez-me ver que engenheiro pode ter uma conotação com uma única pessoa, embora eu não encontre qualquer explicação linguística para o caso.
Os portugueses guindaram o novo álbum ao 1º lugar do top nacional, e bem, porque os Xutos demonstram estar em muito boa forma, mas há por aí quem diga que é por outra razão (?).
Pois é meus caros, o melhor é mesmo ouvir com atenção a música que eu coloquei na vitrola, prestar atenção à música e à letra, e depois digam-me se não gostaram de ouvir esta banda, que em breve inicia a digressão intitulada “30 Anos à Nossa Maneira”.


quarta-feira, abril 15, 2009
DIA INTERNACIONAL DOS MONUMENTOS E SÍTIOS
Regra geral não sou admirador da existência de Dias Mundiais disto ou daquilo, pela simples razão de que para muitos eles existem apenas para apaziguar sentimentos de culpa pelo desinteresse que prevalece durante o resto do ano.
O Dia Internacional dos Monumentos e Sítios existe, comemora-se no dia 18 de Abril, por iniciativa do International Council of Monuments and Sites (ICOMOS) desde 1982, e este ano o tema proposto foi “Património e Ciência”, que embora seja bastante genérico vai obrigar as entidades envolvidas a usarem a sua imaginação para programarem as actividades especiais com que pretendam interessar os seus públicos.
Sei que em muitos monumentos o programa não vai ser muito diferente do que existiu noutros anos, ficando-se por algumas visitas guiadas e as tradicionais entradas livres, o que não é muito atractivo.
Deixo aqui um desafio a quem eventualmente me leia para consultarem bem os programas que algumas entidades vão colocando na rede, como ESTE LINK, para não enfiarem nenhum barrete.
Mais Link's -AQUI, AQUI, e AQUI.

segunda-feira, abril 13, 2009
MESMO COM PAGAMENTOS EM ATRASO
Talvez os meus amigos tenham aproveitado a quadra pascal para visitar um qualquer museu ou palácio, mas o que tenho a certeza é que nenhum terá a noção de que esses serviços estiveram abertos sem qualquer suporte legal para a obrigatoriedade da presença dos anfitriões, neste momento os assistentes técnicos que asseguraram a abertura dos museus e palácios.
Pode parecer-vos estranho mas com a modernização administrativa e a redução de categorias tão propagandeada pelo Governo, os antigos guardas de museu e depois secretários-recepcionistas, passaram a ser assistentes técnicos, como qualquer administrativo ou profissional de museografia, o que significa que estão inseridos numa categoria que se rege pelo regime geral de horários da função pública, o que os não obriga a trabalhar aos sábados à tarde, domingos e feriados, a menos que isso esteja previsto num horário específico, o que obriga também a uma alteração do regime em que a carreira esteja inserido, ou a negociações obrigatórias para compensar as obrigações adicionais relativamente a outros trabalhadores que delas estão dispensados nos mesmo serviços.
Está assim explicada uma greve tradicional na época da Páscoa, que mesmo não se realizando este ano, teria sempre uma explicação clara que só o Ministério da Cultura parece não ver, mesmo sabendo que os funcionários que estiveram ao serviço na quadra pascal, são os mesmos que ainda não receberam o abono para falhas a que têm direito, e que decidiram dar uma bofetada com luvas de pelica numa tutela que manifesta pouca abertura para dialogar com quem assegura mais verbas próprias a um ministério verdadeiramente indigente.
Fonte Tertúlia do Património - Óbidosdomingo, abril 12, 2009
CURIOSIDADES PASCAIS
O ridículo não mata senão teríamos por uns quantos cadáveres na liderança de alguns serviços públicos, os mesmos que repescaram a moral e os bons costumes que imperaram no passado, sendo substituídos em Democracia pelo bom senso dos funcionários.
Mesmo na Páscoa, e quando alguns por questões de fé procuram evitar a refeição à base de carne, o peixe só é opção nas variantes menos dispendiosas, ou mesmo com o recurso a enlatados.
quarta-feira, abril 08, 2009
A TODOS UMA PÁSCOA FELIZ
terça-feira, abril 07, 2009
UNS MAIS IGUAIS DO QUE OUTROS
Que me perdoem os que estudam as leis, os que as aplicam e até os que as redigem, mas eu sempre julguei que os cidadãos deste país deviam ser TODOS iguais perante a Lei. Não me acusem já de ingenuidade, porque eu não estou a falar do tratamento que a Justiça dá aos casos que julga, porque aí todos sabemos que uma boa defesa, e o dinheiro para usar todos os estratagemas dilatórios que a Lei concede, torna-nos diferentes, tanto quanto o tamanho da carteira.
O que pretendo denunciar e o valor diferenciado que é dado à palavra de um deputado, e à de um outro qualquer cidadão português. Sei que estou a falar de um regime de presenças e de faltas que se aplica APENAS a deputados, mas o espírito que presidiu à elaboração deste regime é, ainda assim, discriminatório.
Independentemente da sua legitimidade, representação ou idoneidade, um deputado continua a ser um cidadão, com responsabilidades acrescidas, pago pelo erário público e ao serviço do povo. Nada, absolutamente nada, faz com que a palavra de um deputado faça MAIS fé do que a palavra de outro qualquer cidadão, como acaba por transparecer do articulado do artigo sétimo do novo regime de presenças e faltas dos deputados.
Um deputado pode até que não ter que apresentar justificação para faltas até cinco dias, o que não pode é dizer-se que a sua palavra faz fé, ao justificar-se aludindo motivos de doença, o que não é permitido a nenhum outro cidadão por conta de outrem, em nenhum tipo de regime laboral.
É o princípio que está em causa, e dos nossos representantes podemos, e devemos exigir que respeitem o princípio constitucional de igualdade.

740
segunda-feira, abril 06, 2009
O PAPEL HIGIÉNICO
Não vos vou maçar com a teoria do papel higiénico, segundo a qual nunca rompe pelo picotado, mas trago aqui a preocupação legítima da Greenpeace quanto ao gasto de papel higiénico.
Ao final do dia de domingo pousei os olhos nesta notícia, em que o autor pergunta abertamente “alguma vez pensou que de cada vez que vai à casa de banho pode estar a contribuir para o corte de árvores…”. Depois atira-nos para a necessidade de usarmos o papel reciclado, apesar de não ser tão suave.
Fico muito sensibilizado com o senhor Bruno Abreu, é o nome que acompanha a notícia, e posso garantir que leio frequentemente jornais e revistas na privada, separo convenientemente o lixo e deito-o nos contentores recomendados, mas não abdico do papel higiénico cá em casa e escolho sempre embalagens grandes e em conta, esperando que os fabricantes saibam incentivar os consumidores a usar papel reciclado atraindo-os pelo preço.
Vejam bem se isto são modos de começar uma semana!...
sábado, abril 04, 2009
QUENTES E CABELUDAS...
“Pires de Lima, ex-bastonário da Ordem dos Advogados, diz que o ministro dos Assuntos Parlamentares Santos Silva fez «figura de palhaço» ao defender o primeiro-ministro José Sócrates no âmbito do caso Freeport.”
Lido AQUI
«Para mim, isto é uma figura de palhaço. Estão convencidos que enganam o público ou que somos todos estúpidos e não percebemos o que eles estão a fazer. Estou a referir-me ao Sr. ministro Santos Silva. Foi uma vergonha a reacção dele. Um verdadeiro escândalo. (...) Estamos a cair no ridículo»
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'Houve uma fase, por via do seu divórcio, que o senhor presidente me pediu se eu não me importava de emprestar as minhas contas para que não se soubesse da sua situação financeira', afirmou Paula Nunes, referindo que não se recorda dos valores
As verbas depositadas na conta, segundo adiantou Paula Neves, eram gastas em despesas correntes da Câmara, como ramos de flores para aniversariantes. A antiga chefe de gabinete de Isaltino Morais, confirmou ainda que as verbas em causa eram provenientes de donativos prestados por vários empresários, que se encontravam frequentemente com o autarca na Câmara de Oeiras.
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A empresa da mãe do primeiro-ministro, que está a ser investigada no âmbito do Freeport, surge envolvida num processo de corrupção na Câmara da Amadora, o qual abarca outras figuras relevantes do PS
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quinta-feira, abril 02, 2009
LIDO POR AÍ
Para quem já tem alguns anos e viveu intensamente o mundo noticioso, há notícias que se lêem hoje e nos levam às recordações do passado. Uma notícia que apanhei aqui pela rede foi sobre o projecto “Sopa da Noite” que já arrancou no Porto, e que foi promovido pela Santa Casa da Misericórdia da Invicta. Alguns, certamente já poucos, lembrar-se-ão da Sopa do Sidónio”, esta atribuída a Sidónio Pais embora tenha sido apenas um aproveitamento das “Cozinha Económicas” criadas já no tempo de D. Carlos.
Há alguns anos a TAP separou o handling da empresa, criando a Groundforce com todos os inconvenientes para os seus funcionários afectos a esse sector. Recordo-me bem que se afirmava que a separação do negócio era bom para a empresa e que iria trazer lucros à empresa. Como o mundo dá muitas voltas, a TAP vai seleccionar agora o banco que irá vender 50,1% da Groundforce, precisamente numa altura em que o mercado está pelas ruas da amargura.
O caso Freeport continua a fazer correr muita tinta, com denúncias de pressões, com desmentidos do senhor Smith que não correspondem ao que se conhece do tal DVD cujo conteúdo vai sendo disponibilizado por aí, e com a inexplicável lentidão da Justiça neste caso que até pode estar ligado a crimes que podem já ter prescrito.
Portugal continua a funcionar mal, em demasiados sectores, e não se deitem as culpas à crise internacional de todos os males, porque cá dentro também se faz muita asneira que vamos todos pagando.






































