quinta-feira, setembro 13, 2018
O PATRIMÓNIO E OS POMBOS
quarta-feira, janeiro 18, 2012
O DESCONCERTO
Hoje termina a farsa do acordo de concertação social, com a assinatura dos representantes patronais e governamentais. Omito propositadamente representantes dos trabalhadores, porque não considero o senhor João Proença como tal.Um documento com as medidas que vão sendo conhecidas através da comunicação, em que se percebe perfeitamente que só os trabalhadores são levados a sacrifícios para a salvação da economia e para o aumento da produtividade, como se tivessem sido eles os únicos culpados da situação a que chegámos.
Algo que me deixa absolutamente indignado, para não dizer enojado, é ouvir o senhor João Proença dizer que tomou uma “opção difícil”, de assinar o acordo, realçando que “houve claras ameaças da parte do governo que iria provocar uma grande desregulação laboral”.
Quem faz declarações desta, das quais não duvido, e se diz representar alguns trabalhadores, na minha modesta opinião, devia bater com a porta e denunciar as ameaças e não assinar um documento que sabe ser altamente gravoso para os trabalhadores.
Quem quer que pense que a paz social foi alcançada com este acordo, desengane-se, porque a situação tornou-se ainda mais explosiva, e a faísca pode surgir quando menos se esperar, e o descontentamento poderá ser incontrolável.
quarta-feira, abril 01, 2009
segunda-feira, fevereiro 02, 2009
O MAIS PREOCUPANTE
A imprensa tem dado bastante destaque às trapalhadas relacionadas com o Freeport, como já tinha acontecido com o caso dos submarinos, com a Moderna, com a Casa Pia, com a Operação Furacão, e alguns outros, que todos tememos que acabem resultando num enorme fiasco, sem castigados por insuficiência de provas, por erros processuais, ou até por prescrição. Quanto maior é o caso e quanto maior o alarido, menores os resultados, esta tem sido a norma.
O que realmente começa a ser não só preocupante, mas já uma ameaça à estabilidade dos países é a praga do desemprego. A crise que todos apelidam de económica começa a fomentar factores de instabilidade que têm tendência a tornar-se incontroláveis. Em França, na Grécia e agora na Inglaterra começaram a surgir os primeiros sinais.
Não estamos perante reivindicações salariais, ou algo do género, estamos perante fenómenos que são motivados pelo desespero perante o desemprego, que acabam por tomar formas e proporções muito perigosas, veja-se o que aconteceu em Inglaterra e que bem pode espalhar-se um pouco por todo o lado. Não quero com isto legitimar tais protestos, longe disso, mas há o perigo de se replicarem situações idênticas um pouco por todo o lado, e isso seria explosivo.



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