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quarta-feira, novembro 07, 2018

PALAVRAS E TOUROS

Afirmar que se não gosta de touradas, e que elas não passam dum espectáculo bárbaro, não é bem aceite por muitos, que dizem que faz parte da sua cultura, , sem nunca reconhecer o sofrimento que é infligido aos touros.

Defender cães, gatos, e outros animais de companhia, é aceite, já defender os touros, ou as lebres, não parece ser aceitável, por alguns.

Não sei se foi por ter sido uma ministra a anunciar que os IVA das touradas não ia baixar para os 6%, ou por falar em civilização, que surgiram as notícias de contestação, mas até o poeta de serviço do PS, Manuel Alegre, decidiu escrever uma carta aberta a António Costa, como se estivesse em causa a liberdade de quem gosta de touradas e de caça.

Não vale a pena tão inflamadas palavras, porque a ministra apenas falou do IVA dos espectáculos taurinos, e não me consta que no Orçamento de Estado esteja inscrito alguma proibição desse tipo de espectáculos, que acabarão naturalmente num futuro próximo, como afirma o colega de Manuel Alegre, Ascenso Simões, num artigo no mesmo jornal e no mesmo dia. 


domingo, setembro 21, 2014

PALAVRAS DE PADRE ANTÓNIO VIEIRA

"Os homens costumam conhecer nos outros, não a pessoa, senão a fortuna." 
 
"A fortuna nunca iguala os desejos dos homens."


quarta-feira, agosto 27, 2014

A FRASE DO DIA



"A Europa está numa encruzilhada: ou se mantém na deflação e no baixo crescimento, ou então dá um golpe de rins e aposta em reformas estruturais e numa consolidação orçamental que sejam ‘amigas do crescimento’"

Pier Carlo Padoan, ministro das Finanças de Itália



sábado, junho 21, 2014

AS "EXTERNALIDADES NEGATIVAS" DE MOEDAS



Em economia pode definir-se "externalidades" como efeitos laterais de uma decisão sobre aqueles que não participaram dela. É tido como verdadeiro que existe uma externalidade quando há consequências para terceiros que não são tomadas em conta por quem toma a decisão.

Por estas definições genéricas pode inferir-se que os portugueses na generalidade foram vítimas de externalidades quando a troika e o governo tomaram medidas que não tiveram em conta as consequências de causar desemprego, perda de direitos, diminuição de rendimentos e aumento da pobreza à generalidade dos portugueses.

Ao Estado cabia criar ou estimular a instalação de actividades que constituíssem externalidades positivas, como a educação e a investigação, impedindo a geração de externalidades negativas, criando sanções legais para quem causou a crise, baixando os impostos e concedendo subsídios a quem deles necessitasse.

É evidente que tem sempre algum efeito debitar uns quantos conceitos em economês, e até lá faltou o Teorema de Coase para definir bem o pensamento de Carlos Moedas, mas a realidade é cruel, e demonstra que o caminho seguido foi errado, e o resultado é bem mais negro, especialmente para quem não assiste ou participa nestes eventos com discursos vazios.

sábado, outubro 13, 2012

QUESTÕES DE VOCABULÁRIO



Foi simplesmente patético ouvir o 1º ministro vociferar, irritadíssimo, por causa dos adjectivos usados pelo deputado do PCP, Jerónimo de Sousa, no Parlamento.

Passos Coelho não gostou que lhe dissessem que as medidas que o seu governo foi anunciando, configuram na realidade um roubo aos portugueses.

Não sei como quer classificar Passos Coelho o cortes dos subsídios de férias e de Natal, que são inalienáveis por lei, ou então que nome dar a quem corta no subsídio de desemprego, doença e até de funeral.

No café aqui da esquina o nome mais simpático que se ouve é o de gatunos, que aliás tem sido gritado nas ruas, sempre que se verifica uma manifestação. Toda a gente que conheço acha que está a ser roubada por um governo que prometeu não aumentar impostos, e o 1º ministro é classificado, com alguma bondade, de mentiroso.

Será que a utilização destes adjectivos é que é reprovável, ou será que condenável é a acção deste governo?




sábado, setembro 01, 2012

SÓ PARA A FOTOGRAFIA


Já estamos no fim do Verão e consequentemente da silly season, mas ainda assim ainda vamos ouvindo umas tiradas de políticos que não primam pela sensatez.

O eurodeputado Paulo Rangel sublinhou a importância “da justa repartição dos sacrifícios”, à chegada à Universidade de Verão do PSD. Sabemos que as Universidades partidárias servem para doutrinar uns quantos jovens que não pretendem ingressar no mundo do trabalho, preferindo antes fazer carreira política sem conhecer primeiro o mundo real do trabalho.

Não sei se Paulo Rangel foi ou não orador na tal Universidade, mas as suas palavras soam a falso e chegam muito tarde. Quem trabalha já contribuiu com parte do subsídio de Natal do ano passado, e os funcionários públicos e os pensionistas ainda levaram os cortes no subsídio de férias e de Natal deste ano, mas não se ouviu uma palavra do senhor deputado.

O chumbo, ainda que envergonhado, do Tribunal Constitucional obrigou o executivo a encontrar alternativas aos cortes pretendidos para o ano de 2013, aos funcionário públicos e pensionistas, e talvez seja essa a razão da sua frase.

Além dos proveitos do capital, dos bancos e das PPP, O eurodeputado também podia acrescentar os ordenados dos políticos e dos deputados, que afinal nem foram penalizados como se soube recentemente, ficando até a ganhar um pouquito mais do que antes, apesar dos tais cortes. E o que dizer dos tais assessores a quem não foram cortados os subsídios?
 
Para ser credível, o governo não pode excepcionar uns quantos, que até nem usufruem de salários baixos, porque afinal, cortar despesa “é sempre um bom caminho”, como diz Paulo Rangel.

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Humor - Discurso e eleitos
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quarta-feira, novembro 11, 2009

PALAVRAS

Sabe-se agora que as escutas entre Sócrates e Vara foram consideradas nulas pelo Supremo Tribunal de Justiça, pensa-se que devido ao facto de Sócrates ser 1º ministro.

É controverso este entendimento, ainda que do ponto de vista formal se possa argumentar com a falta de autorização daquele tribunal superior.

Seja qual for a decisão final, que parece ainda não ter sido ainda tomada, José Sócrates não sai bem da fotografia porque a “conversa com um amigo” poderá ser sempre encarada como um possível negócio ilícito, já que sendo anuladas e destruídas nunca farão prova da sua inocência, a que afinal teria direito de fazer prova usando estas provas agora postas em causa.

Será que alguém depois da anulação destas escutas vai acreditar que as conversas eram apenas inocentes conversas entre amigos?



NOTA: Por lapso meu não ficou claro no último post que nada tenho a opor à discussão das uniões entre pessoas do mesmo sexo, apesar de continuar a pensar que todas as uniões de facto são discriminadas especialmente quanto aos direitos do membro que sobreviva à morte da sua companhia efectiva, isto independentemente do sexo dos dois elementos das uniões de facto.