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quarta-feira, novembro 07, 2018

PALAVRAS E TOUROS

Afirmar que se não gosta de touradas, e que elas não passam dum espectáculo bárbaro, não é bem aceite por muitos, que dizem que faz parte da sua cultura, , sem nunca reconhecer o sofrimento que é infligido aos touros.

Defender cães, gatos, e outros animais de companhia, é aceite, já defender os touros, ou as lebres, não parece ser aceitável, por alguns.

Não sei se foi por ter sido uma ministra a anunciar que os IVA das touradas não ia baixar para os 6%, ou por falar em civilização, que surgiram as notícias de contestação, mas até o poeta de serviço do PS, Manuel Alegre, decidiu escrever uma carta aberta a António Costa, como se estivesse em causa a liberdade de quem gosta de touradas e de caça.

Não vale a pena tão inflamadas palavras, porque a ministra apenas falou do IVA dos espectáculos taurinos, e não me consta que no Orçamento de Estado esteja inscrito alguma proibição desse tipo de espectáculos, que acabarão naturalmente num futuro próximo, como afirma o colega de Manuel Alegre, Ascenso Simões, num artigo no mesmo jornal e no mesmo dia. 


quinta-feira, novembro 01, 2018

TOURADAS E PESSOAS CIVILIZADAS

Eu não sou adepto de touradas, acho que é um espectáculo deprimente, mas gosto muito de cinema, e por isso mesmo acho que é injusto comparar o cinema à tourada, que é o que acontece com a revisão do IVA para os espectáculos culturais.

Não vou entrar em discussões como os adeptos das touradas, mas devo dizer (civilizadamente) que não gostei de ter o mesmo tratamento ao nível de taxa do IRS, senhora ministra da Cultura.


sexta-feira, abril 24, 2015

ESPERANÇA



Enquanto a natureza nos delicia com a sua diversidade, beleza e até com a sua rudeza, a vida em sociedade decepciona-nos com demasiada frequência, seja pela crueldade humana, pela hipocrisia, pela mentira e também pela falta de sentimentos, que deveriam caracterizar o ser humano.

É cada vez mais difícil confiar nas pessoas, tantas vezes reféns de interesses, invejas e ódios, que toldam o seu discernimento. O ser humano tem destruído a natureza sem sequer se preocupar com o futuro, e tem envenenado as relações humanas destruindo os laços que deviam unir os seres civilizados.

Conforme continuo a encontrar a beleza na natureza, também procuro acreditar que a humanidade não está condenada a viver um eterno conflito, que acabará por nos destruir. A esperança é a última a morrer!