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domingo, agosto 05, 2018

PATRIMÓNIO E SEGURANÇA


Nestes dias quase todos recebemos mensagens sobre o risco de incêndios, o que podia significar que as autoridades estão todas muito preocupadas com a segurança das pessoas, mas será que é mesmo assim?

Nas sociedades modernas enfrentamos todos os dias diversas ameaças, sendo que os incêndios apenas representam uma pequena parte, e que por via dos acontecimentos do último ano saltaram para a ordem do dia e para a primeira prioridade das autoridades.

Não podemos negligenciar outras situações de perigo, como o terrorismo, os terramotos ou outro tipo de eventos que causem o pânico ou ponham em risco as pessoas, nomeadamente em locais muito frequentados.

Os museus e monumentos são locais muito sensíveis, que nesta época do ano juntam duas situações, a aglomeração de público e um património que todos queremos preservar.

Podem falar de planos de segurança, que podemos discutir, de cautelas suplementares em ocasiões específicas, que diria raras, e de formação adequada com mecanismos de resposta, em que não acredito. As situações de emergência não tem merecido a atenção devida, esta é uma realidade, infelizmente.

Confiar na sorte tem sido a prática até ao presente, esperemos que um dia mude, de preferência antes de se registar alguma tragédia.



terça-feira, janeiro 16, 2018

CULTURA - VOLTAR A FALAR DE SEGURANÇA



Os acontecimentos recentes, começando pelo sismo de média intensidade, o incêndio numa associação no centro do país, e a ameaça de derrocada de uma bancada dum campo de futebol, vieram trazer para a actualidade o problema da segurança dos cidadãos em instalações que acolhem público, sejam elas de que tipos forem.


A situação que tenho vindo a denunciar, aqui, prende-se com os museus, palácios, e monumentos, onde a segurança não tem merecido a devida atenção por parte das autoridades.


Existem instalações que não reúnem as condições de segurança previstas na lei, e não falo de todas as exigidas, mas as mais básicas como a sinalização das saídas de emergência, as luzes de emergência e os planos de evacuação, que são um mínimo exigível.


Ainda existem outros aspectos igualmente preocupantes como sejam a formação dos funcionários, a ausência de exercícios ou simulações em conjunto com as autoridades de segurança (Bombeiros, Protecção Civil e outras), e meios de comunicação (rádios ou semelhantes) que permitam uma articulação de esforços em caso de emergência.


Eu sei que falar do assunto incomoda as autoridades da Cultura e os dirigentes dos museus, palácios e monumentos, mas a segurança do público e dos funcionários tem de ser acautelada, e a negligência deve ser denunciada.



sábado, maio 30, 2015

A NOVA BARRACA DOS COCHES

Mais um sábado soalheiro mas algo ventoso, que aproveitei para visitar o novo Museu Nacional dos Coches, acompanhado por uns amigos. Um edifício de que não gosto particularmente, mas que custou qualquer coisa como 39 milhões de euros, e que abriga uma maravilhosa colecção de coches e outros veículos dos séculos XVII, XVIII e XIX.

A disposição era a melhor e a companhia era do melhor, mas o resultado não foi de molde a entusiasmar as hostes, porque mesmo sabendo que ainda faltava a sinalética, as surpresas quanto às condições oferecidas aos visitantes foram muito desagradáveis, roçando mesmo o grotesco. Não vos vou maçar com muitos detalhes, mas aqui ficam os mais caricatos:


À entrada, e depois de já ter comprado bilhetes, fui informado que os dois monstruosos elevadores, estavam avariados. Será que a solução encontrada para subir ao piso da exposição foi pensada e aprovada pelos responsáveis pelo museu? É que não é funcional nem adequada para um edifício destes, que bem podia ter escadas rolantes, à semelhança de outros espaços de grande dimensão e muito visitados.


A alternativa para quem queria visitar o Novo Museu Nacional dos Coches era subir e descer as escadas de emergência, bastantes escuras, diga-se em abono da verdade.
Um edifício moderno e destinado a ser visitado, acaba por excluir pessoas com pouca mobilidade, e por ser desagradável para pessoas de mais idade ou crianças, que bem gostariam de beneficiar dessa facilidade que avariou uma semana depois da inauguração...


sábado, maio 23, 2009

PERIGOS INSUSPEITOS

O Património construído está à mercê de diversas ameaças, que vão desde a incúria, à falta de recursos, ou até aos imponderáveis cataclismos que não podemos prever.

Em geral a maior ameaça vem do maior predador do planeta, o ser humano, que consciente ou inconscientemente atenta contra a integridade daquilo que é suposto saber preservar para as gerações vindouras.

O título “perigos insuspeitos”, sem ser uma rigorosa verdade, pode aparentar sê-lo, porque se refere aos pombos e às pastilhas elásticas. Sim, falo dos pombos que as nossas crianças alimentam alegremente e das pastilhas elásticas que muitos mascamos e depois deitamos fora, muitas vezes sem a preocupação de as colocar-mos em recipientes adequados.

Por um momento apelo a todos os meus leitores que pensem que os aparentemente inofensivos pombos que alimentamos pela cidade, fazem os seus ninhos em telhados, onde depositam também os seus excrementos, entupindo caleiras e algerozes, e infiltrando ainda as alvenarias e pedras, ameaçando a sua integridade.

As pastilhas que descuidadamente lançamos ao chão, ficam lá depositadas, e normalmente são retiradas a muito custo, bastas vezes com recurso a produtos abrasivos, que acabam por desgastar ou mesmo danificar essas superfícies.

Espero que poucos sejam os que ainda não estão alertados para estes problemas, e que todos possamos ter mais atenção a estes pormenores e possamos sensibilizar os que nos rodeiam, porque afinal todos queremos preservar o Património que os nossos ancestrais nos legaram.



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Fotografia
The garden of morning calm

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O Goraz a olhar para o caso Autoeuropa


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Humor Caricatural
Luis Demetrio Calvo Solís

Alfonso Hechevarría Moinelo