Mostrar mensagens com a etiqueta Barraca. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Barraca. Mostrar todas as mensagens

sábado, maio 30, 2015

A NOVA BARRACA DOS COCHES

Mais um sábado soalheiro mas algo ventoso, que aproveitei para visitar o novo Museu Nacional dos Coches, acompanhado por uns amigos. Um edifício de que não gosto particularmente, mas que custou qualquer coisa como 39 milhões de euros, e que abriga uma maravilhosa colecção de coches e outros veículos dos séculos XVII, XVIII e XIX.

A disposição era a melhor e a companhia era do melhor, mas o resultado não foi de molde a entusiasmar as hostes, porque mesmo sabendo que ainda faltava a sinalética, as surpresas quanto às condições oferecidas aos visitantes foram muito desagradáveis, roçando mesmo o grotesco. Não vos vou maçar com muitos detalhes, mas aqui ficam os mais caricatos:


À entrada, e depois de já ter comprado bilhetes, fui informado que os dois monstruosos elevadores, estavam avariados. Será que a solução encontrada para subir ao piso da exposição foi pensada e aprovada pelos responsáveis pelo museu? É que não é funcional nem adequada para um edifício destes, que bem podia ter escadas rolantes, à semelhança de outros espaços de grande dimensão e muito visitados.


A alternativa para quem queria visitar o Novo Museu Nacional dos Coches era subir e descer as escadas de emergência, bastantes escuras, diga-se em abono da verdade.
Um edifício moderno e destinado a ser visitado, acaba por excluir pessoas com pouca mobilidade, e por ser desagradável para pessoas de mais idade ou crianças, que bem gostariam de beneficiar dessa facilidade que avariou uma semana depois da inauguração...


quinta-feira, setembro 04, 2014

O EXPECTÁVEL DEVIA SER EVITADO

A senhora ministra da Justiça veio agora admitir que falhas no Citius eram expectaveis, e que era impossível evitá-las. 

A desculpa é fraquinha, mesmo muito fraquinha, porque a um governante duma área tão sensível como a Justiça, exige-se que seja cauteloso e que tenha tudo preparado para evitar falhas, ainda para mais porque elas eram expectáveis. A leveza com que se avançou sem acautelar os problemas diz muito sobre a qualidade da Justiça que a senhora ministra proclama resultar desta reforma em curso.


Cada vez mais me parece que a saudosa Ivone e o Camilo fizeram esta rábula ontem mesmo...

terça-feira, maio 10, 2011

BARRACADA

Depois da muita tinta que correu durante as “negociações” tidas com a toika e dos compromissos assumidos pelo PS, PSD, e CDS, eis que vem o comissário europeu dos Assuntos Económicos esclarecer o detalhe mais importante da “ajuda” dada pela União Europeia que é a taxa de juros a cobrar pelo empréstimo dos dois terços dos 78 mil milhões de euros.

Olli Rehn revelou que o juro será acima de 5,5% e abaixo de 6%. Como se sabe, este juro pode ser mais baixo do que o que o mercado nos cobraria, mas é muitíssimo alto para quem tem que adoptar uma política recessiva e que não terá crescimento económico este ano nem no próximo, muito pelo contrário.

O facto mais aflitivo, porque nestas coisas nem tenho vontade de rir, é que não me parece que nenhum dos partidos que assinou o acordo com a troika, estava ao corrente do juro da “ajuda” europeia. Tanta conversa, tanto foguetório por parte desses partido e afinal aceitaram um empréstimo sem conhecerem o juro a pagar.  
««« - »»»
Foto - Palácio de Monserrate - Sintra
By Monserrate
««« - »»»
Humor - Remendo Económico

terça-feira, maio 12, 2009

ACTUALIDADE

HOMENAGEM AO ZECA…

Enquanto por cá se continua a prestigiar gente sem valor ou com valores que não são propriamente os mais recomendáveis e que nada contribuam ou tenham contribuído para o bem da maioria ou da Liberdade, aqueles que entre nós tiveram valor e por isso lutaram, acabam por ser reconhecidos lá fora.

Aqui ao lado, em Espanha, um parque em Santiago de Compostela foi baptizado com o nome de Zeca Afonso, tendo-se cantado em português e em galego “Grândola, Vila Morena”.

Zeca não foi militar, nem defendeu nem as ideias nem os protagonistas da nossa política actual, limitando-se a defender um valor demasiado elevado, que passa muito acima dos projectos de muito político que não serve os cidadãos, mas se vai servindo sem cuidar dos reais desejos de quem neles depositou (inocentemente) confiança.





««« - »»»
Barracada...

domingo, fevereiro 15, 2009

O PATRIMÓNIO E AS BARRACAS

A proposta do Governo para regular a atribuição a privados da exploração de monumentos nacionais, é um verdadeiro atentado ao Património colectivo e não passa de uma tentativa de desresponsabilização de um executivo que tão mal tem cuidado e gerido o nosso Património histórico.

Já tinha aqui manifestado a minha incomodidade perante a actuação de Pinto Ribeiro, enquanto ministro da Cultura, e confessado o meu receio de que a sua missão fosse mesmo esta, de concessionar ou mesmo alienar o património. Pelos vistos tinha interpretado bem os sinais que ele foi dando.

Não posso deixar de criticar abertamente a tentativa de tentar desvalorizar a importância da nossa memória colectiva, utilizando argumentos perfeitamente deslocados como, “as praias são de domínio público, mas são concedidas a privados quando fazem a exploração de barracas e toldos”, como afirmou Pinto Ribeiro em sede de comissão parlamentar.

O senhor ministro devia explicar porque é que não faz obras de manutenção onde é necessário, e olhe que nem é preciso procurar muito, porque a explicação deve ser “edificante”. A asfixia dos serviços é um problema que o senhor não pode invocar, porque já afirmou que queria fazer mais com menos dinheiro, embora não fizesse a mínima ideia das necessidades do sector.

Se eu fosse primeiro-ministro, demitia-o, prestando assim um favor à nação, porque está visto que pelo seu pé não sai da “Real Barraca” da Ajuda.



««« - »»»
Reflexão

««« - »»»
Fotos e Natureza
Mayfly
Lambert