quarta-feira, agosto 16, 2017

segunda-feira, agosto 14, 2017

BATALHA DE ALJUBARROTA - IMAGENS

No dia em que passa mais um aniversário da Batalha de Aljubarrota (14 de Agosto de 1385), aqui ficam umas imagens de que alguns terão memória, começando pela caderneta de cromos da História de Portugal da autoria de Carlos Alberto Santos.

A última imagem é de outro autor que também ilustrou o episódio da mítica padeira de Aljubarrota, num outro livro de História de Portugal.

Imagem de José Perez Montero

sábado, agosto 12, 2017

A PRAGA DAS SELFIES NOS MUSEUS E MONUMENTOS

Se há algo que me aborrece verdadeiramente é estar num museu ou num monumento, a apreciar o que me é proporcionado pela vista que escolhi, e estar constantemente a ser solicitado para me afastar porque o menino ou a menina quer tirar uma selfie, ou uma fotografia dos pais ou dos filhos, que logo de seguida será colocado no Facebook.

As fotografias que muitos tiram em abundância, quer pela má qualidade, quer pela voracidade do tempo, terão uma existência efémera e em breve serão substituídas por outras tiradas na praia ou num restaurante, ou bar muito badalado.

Dispensava-se o trabalho em fazer pose, o incómodo causado aos outros visitantes, porque quem perde tempo com essas coisas não aprecia rigorosamente nada o que está à sua volta. 
 
Não desesperem os amantes das selfies porque também há quem pense neles e faça projectos para os entreter e conseguir deles tirar alguma criatividade. 
Leiam ISTO e ISTO

quinta-feira, agosto 10, 2017

TAREFA IMPOSSÍVEL



Uns tipos, mais do que optimistas e com conhecimentos na área da informática, decidiram lançar-se na de cabeça na tarefa de produzir software para detectar mentiras de políticos, no Reino Unido.

Não percebo nada de programação, inteligência artificial ou algoritmos, mas não confiaria em bases de dados e tendências para detectar as mentiras dos políticos, porque conhecendo a criatividade dos mesmos, duvido que qualquer tentativa de o fazer com recurso à lógica, só pode estar condenada ao fracasso.

Já não me recordo do nome do político que afirmou taxativamente que sem o recurso a mentiras não se ganham eleições…

Política e mentiras estão (infelizmente) demasiado interligadas.


Imagem encontrada na net

terça-feira, agosto 08, 2017

DESTESTO O MÊS DE AGOSTO

Morar em Sintra no Verão, é difícil e tem mais inconvenientes do que vantagens. O trânsito é caótico, os lugares de estacionamento não existem e ter que ir ao banco, ao oculista ou ao supermercado é uma tortura.

Já sei que para alguns sou um turismofóbico (neologismo muito em voga), mas eu acho que não são os turistas os culpados dos meus incómodos.

O problema do trânsito é da Câmara de Sintra e da falta de parques de estacionamento na entrada da Vila, e na falta de transportes públicos fazendo a ligação entre os parques e o Centro Histórico, evitando assim a invasão de automóveis e de autocarros. Os parques pagos com direito ao transporte grátis durante o dia, podiam resolver boa parte do problema, mantendo os lugares de estacionamento para moradores, fornecedores e estacionamentos de muito curta duração.

Infelizmente existem outros problemas, que começam na especulação dos preços na época alta, que atinge não só os cafés e restaurantes, mas também os supermercados. Juntando à invasão de visitantes também há a venda agressiva de passeios de tuk-tuk, ou do aluguer de carrinhos eléctricos, que é uma praga para quem desembarca do comboio.

Por último, e não menos enjoativo, a praga dos emigrantes que nos brindam com o seu franciú miserável, que se comportam como se tivessem o rei na barriga, e todos lhes devêssemos pelo ar que se respira.

Só desejo que o mês de Agosto passe depressa…


sexta-feira, agosto 04, 2017

COISAS DO TURISMO



Para uns o aumento do número de turistas é uma bênção, para outros pode ser um verdadeiro problema.

Para quem vive, ou pretende viver nos bairros típicos de Lisboa, coloca-se um problema grave com o preço das casas, e consequentemente das rendas. O comércio também é ameaçado, exactamente pelos mesmos motivos, e a Câmara de Lisboa pouco faz para resolver este problema.

As agências que trabalham com turistas, fornecendo serviços como visitas guiadas, também encontram um mar de dificuldades, porque a circulação de autocarros e o estacionamento dos mesmos é um bico-de-obra, afectando com isso não só as agências mas também os guias turísticos que para elas trabalham.

Os moradores dos locais mais visitados sofrem com a falta de lugares de estacionamento, e também com a poluição causada por toda a frota de veículos que transporta turistas por esses locais.

As lojas de artesanato português já quase não existem, porque os produtos genuínos são caros e os turistas (de baixa qualidade) contentam-se com as imitações orientais que são iguais em todo o lado. Os restaurantes com comida genuinamente portuguesa não sobrevivem, e proliferam os restaurantes que fornecem pratos exactamente iguais aos que podemos encontrar em qualquer cidade turística em qualquer cidade europeia.

Será que eu sou contra o turismo que tanto ajuda a economia portuguesa? Evidentemente que não, porque eu próprio estou ligado à actividade turística.

Onde eu discordo com a política seguida e apoiada por algumas câmaras e pelo Turismo de Portugal, é na aposta na quantidade, em vez de se apostar na qualidade, fornecendo um melhor serviço e apostando no que de genuíno e melhor temos para oferecer.

Para os distraídos lembro que o turismo é uma indústria muito instável, que tão depressa nos beneficia como depois nos esquece e se muda para outras paragens num piscar de olhos. Quando nada de novo tivermos para oferecer, o mercado de massas foge para outras paragens mais exóticas e com preços mais competitivos.


segunda-feira, julho 31, 2017

ELES É QUE SABEM...

Quantas vezes já todos nós ouvimos a frase, "eles é que sabem, eles é que têm os livros"? Pois é, durante alguns séculos era nos conventos e em algumas universidades que existiam bibliotecas, e era de lá que partia o conhecimento e o saber...

Biblioteca do Convento de Mafra 

Biblioteca da Abadia de Admont

sábado, julho 29, 2017

O PRESIDENTE DA CGD SOSSEGOU OS CLIENTES



O senhor Paulo Macedo, que ocupa a presidência do banco público, veio sossegar os portugueses que confiam o seu dinheiro à CGD dizendo que as comissões deste banco são das mais baixas do mercado, e que os reformados até são poupados às ditas comissões.

O presidente da CGD até falou dos custos extra da CGD, com o Fundo de Garantia de Depósitos e com o Fundo de Resolução, que têm de ser pagos por todas as instituições que estão no mercado nacional.

Parece-me que o senhor Paulo Macedo se esqueceu de falar dos créditos mal parados da CGD, e do que tem sido feito para reaver esse dinheiro, que os cidadãos nacionais têm sido chamados a pagar, e que os depositantes suportam com o aumento das comissões bancárias que ele aumentou, apesar das tretas com que agora nos vem brindar.

Cobrar a quem está em falta, é justo, mas cobrar a quem tudo paga e sempre cumpriu as suas obrigações para com o banco público, é muito questionável, quando os devedores se passeiam por aí, demonstrando evidentes sinais de riqueza.



quinta-feira, julho 27, 2017

ARTE

As obras de arte dividem-se em duas categorias: as de que gosto e as de que não gosto. Não conheço outro critério. 

Anton Tchekhov


terça-feira, julho 25, 2017

OS CÃES E OS SEUS DONOS



Em geral não me irrito facilmente por causa de petições, ou abaixo-assinados mas hoje uma senhora tirou-me do sério, ao tentar convencer-me a apoiar a entrada de cães nos cafés, restaurantes, lojas, e praias.

Os cães podem ser adoráveis, bem comportados, inofensivos, eu sei, e até gosto imenso de cães, mas não consigo apoiar esta petição, muito por causa dos seus donos.

A senhora em causa não hesitou em comparar as brincadeiras dos cães e os seus latidos , com as das crianças e os seus choros, e foi por aí adiante com os disparates, mostrando um fanatismo cego que me incomodou.

Gosto imenso de cães e não os tenho por não ter condições para lhes dar o conforto e espaço necessário para os ter. A senhora em causa tem o seu cão (com um porte considerável) num andar, e passeia-o longe da sua parte e nunca a vi apanhar “os presentes” do animal, apesar das chamadas de atenção por parte dos vizinhos, que são presenteados com a merdola do animal da senhora, que passeia sem trela.

Como dizia uma amigo meu, os donos de cães e gatos deviam ter formação antes de os adquirirem, pois eles não merecem ter animais de estimação.