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terça-feira, março 30, 2021

TELEVISÃO

Não se pode dizer que seja um grande consumidor de televisão, sobretudo dos canais portugueses onde geralmente só vejo as notícias, e um ou outro programa da RTP 2. Este facto não me impede de passar por vezes pelos canais nacionais, para ver o que vão dando.

No final da semana passada fiquei a ver um programa que eu pensava ser sobre cozinha, e que afinal tratava de quase tudo menos de culinária, à excepção de ensinar a fritar um ovo, que afinal se afigurava difícil para os aspirantes a cozinheiro.

Várias coisas neste concurso tiveram o condão de me irritar. O palavreado do chefe da cozinha é inadequado e completamente excessivo. As atitudes do chefe nada têm de didácticas, mais parecendo assédio, pois visam a humilhação dos concorrentes. A falta de qualidades de chefia é gritante, pois se alguém precisa de usar daqueles métodos para se afirmar, é um falhado.

O que considero pior nisto tudo, porque sei que quem não gosta pode sempre mudar de canal, é que se dão sinais errados a quem procura singrar em qualquer emprego, sugerindo que só serão sucedidos se se deixarem humilhar, se nunca contrariarem o chefe, e anulando-se completamente perante a chefia.

Eu já conheci atitudes do mesmo tipo mas no contexto militar, e como se sabe nos nossos dias isso tem sido alvo de muitas críticas, e da sugestão de regras, que no caso deste programa de televisão ainda não vi ou ouvi da parte de ninguém.



These Military Cartoons are copyrighted to www.gigreetings.com
 


quarta-feira, maio 04, 2016

O ASSÉDIO NO TRABALHO

É por demais conhecido o assédio no trabalho, uma realidade em muitos serviços e muitas empresas, mas que poucos se atrevem a denunciar, temendo ainda consequências piores.

Hoje lemos uma notícia sobre trabalhadores impedidos de trabalhar porque recusaram aceitar rescisões voluntárias, apenas uma das muitas variantes de assédio por parte do patronato, tendente a obter reacções pouco pensadas que justifiquem processos disciplinares e possíveis despedimentos daí decorrentes.

Conheço casos de trabalhadores remetidos a uma secretária sem absolutamente nada para fazer, outros obrigados a desempenhar funções em nada condizentes com as suas reais capacidades, e outros que são mandados para lugares que todos os outros recusam desempenhar.

Que dizer de chefias que constantemente discriminam trabalhadores em favor de outros, descarada e impunemente?


A intervenção da Autoridade para as Condições do Trabalho é um dos recursos possíveis para casos desta natureza, mas estes problemas não se reduzem aos trabalhadores do sector privado, porque no público a realidade é a mesma, e até talvez mais grave.