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quarta-feira, junho 27, 2012

PEDIR RESPONSABILIDADES

A Segurança Social dos portugueses está em perigo, apesar de se continuar a pagar as contribuições devidas e de ainda não existir nenhuma baixa da Taxa Social Única, de que tanto se falou no início desta legislatura. 

Os portugueses perguntam-se das razões da falência da S.S., e das afirmações sucessivas por parte dos economistas, dizendo que a S.S. tal como a conhecemos até agora, está condenada para sempre. As razões que os especialistas nos atiram para a frente prendem-se com o desemprego, e com os valores elevados (?) de boa parte das pensões. 

A verdade é contudo bem diferente, e tem mais que ver com os fundos de pensões absorvido pelo Estado, sem que a S.S. tivesse sido compensada com os valores desses fundos. As batotas feitas nas contas do défice, à custa dos fundos de pensões de alguns sectores, estão agora a pesar mais na despesa da S.S. do que os gastos com o RSI ou as pensões de idosos. 

A engenharia financeira da responsabilidade de alguns ministros das Finanças é a responsável pelos maus resultados de hoje da nossa Segurança Social, e não se pode dizer que este resultado não tivesse sido previsto, pois foram muitos os que logo na altura fizeram os devidos alertas. 

Passos Coelho e Vítor Gaspar bem podem ser “agraciados” e “elogiados” pela troika, mas deviam ser responsabilizados (juntamente com outros) pela destruição da Segurança Social, defraudando assim milhões de portugueses que passaram uma vida de trabalho a descontar para agora serem confrontados com a falência do sistema, que não está assim tão longe.

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Humor e Dúvida
Ser ou não ser, eis a questão!

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Fotografia de Amigos
A Subida by Palaciano

sexta-feira, fevereiro 24, 2012

O MINISTRO E A SUA SAÚDE

Vítor Gaspar não se cansa de repetir que Portugal não precisa de mais nenhum pacote de ajuda, que não vai pedir mais tempo para ajustar a economia nacional e que não necessitamos de nenhum tipo de renegociação do acordo celebrado com a troika.

Apesar de todo o optimismo do senhor ministro, que teima que estamos a ir no caminho certo para a solução dos nossos problemas, as opiniões da maioria dos especialistas estrangeiros e até de muitos nacionais, é de que o ajustamento a todo o custo como tem sido feito, não resolve nada, antes pelo contrário agudiza o problema da dívida.

Os últimos dados conhecidos apontam claramente em direcção oposta, relativamente ao discurso de Vítor Gaspar. Portugal é agora o país da zona euro com a taxa de inflação mais alta, e a recessão prevista para 2012 não para de ser revista em alta e já atinge os -3,3%. O nosso desemprego aumenta para além de todas as previsões, estando já acima dos 14%, e com claras tendências de subida forte para este ano.

Com toda esta informação, que é domínio público, não sei se podemos confiar no senhor ministro das Finanças, que continua a ver virtualidades no caminho trilhado até agora, ou se devemos estar preocupados com as capacidades de discernimento deste responsável político.

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Humor Agarrado à Cadeira

domingo, setembro 14, 2008

FANTASIA E ESTATÍSTICA

Começa a ser penosa a tarefa dos políticos ao tentarem mascarar a realidade, e nada mais eficaz para os seus intentos do que os índices e as estatísticas, sempre seguindo fórmulas e indicadores ditados pelo poder, para confundir os cidadãos.

Pode-se constatar, por exemplo o aumento absurdo das massa alimentares, algumas estavam a 79 cêntimos há alguns meses e agora, as mesmas massas estão com preços superiores a 1 euro. Claro que podia estar aqui a desfiar um rol de produtos onde os aumentos são enormes, mas mesmo citando apenas a estatística nacional, temos a água, electricidade e gás a subirem 3,6%, e os produtos alimentares acima dos 5%.

O espanto geral é ouvir o ministro das Finanças referir-se à queda de 0,5% dos preços entre Julho e Agosto passado, e acrescentar «penso que esse é um sinal da capacidade da economia portuguesa em resistir a estes choques». Não sei como é que Teixeira dos Santos nos quer convencer de que a economia tem “capacidade” para resistir, a menos que não esteja a falar dos portugueses em geral. Então como é que aumentando tudo o que é essencial e come a fatia de leão dos salários, como a alimentação, a água, a electricidade, o gás, as rendas ou a prestação das casas, os combustíveis, os transportes públicos, as despesas com o ensino e a saúde, temos ainda “capacidade para resistir” a demagogia deste tipo?

Bem pode o senhor ministro repetir até à exaustão o seu discurso sobre a baixa inflação, mesmo sem dizer que também temos dos salários mais baixos, que ainda assim são cada vez mais os que vêem o salário acabar-se antes do final do mês. Essa realidade não deixa de ser sentida, só porque Teixeira dos Santos repete o mesmo discurso sempre que lhe dão a palavra.



Junião

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Fotografias



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Humor de Domingo
William Medeiros

Gilmar

quinta-feira, novembro 08, 2007

APANHEI MUITO SOL...

Num país imaginário de ogres, duendes e fadas, um ciclope decidiu encetar negociações salariais com os duendes que o serviam, afirmando que o ponto de partida para o processo se situava nos 2,1%.
Os duendes, representados pelos seus sindicatos, prepararam-se para a negociação e anunciaram publicamente que a base negocial era muito baixa, nem sequer cobria a inflação prevista, que ía fazer subir todos os produtos que consumiam.
Uns quantos ogres, sentados nos seus poleiros altaneiros, falara de pobreza e dos baixos salários, bem como da miséria de aumentos que já duravam há muitos anos, mas apenas porque pretendiam corroer o poder do ciclope, e arregimentar a seu favor os pobres duendes, que evidentemente estavam descontentes.
Os sindicatos dos duendes, apesar dos seus protestos e indignação, nem perante o aumento das desigualdades, com as quais enchem a boca, conseguem apresentar propostas para reduzir essas desigualdades. Inebriados pelas poções de que usam e abusam, apresentam a mesma solução de sempre, os aumentos percentuais.
O ciclope negociador, afinal não pretende negociar nada, e a proposta inicial é também a final, acabando assim com o fingimento, pois estava mesmo era disposto a impor a sua vontade, já que se considerava o único e o maior desse país imaginário.
Os pobre duendes lá terão de contentar-se com uma ou duas dezenas de unidades monetárias, e os ogres com umas largas centenas, reservando-se o ciclope, o direito de distribuir uns quantos milhares aos ogres mais chegados e submissos, que mantém sob sua protecção, comprando assim a sua lealdade.
Este país imaginário, não existe é claro. Não há ciclopes, não há ogres nem fadas e os duendes também não. O mundo real é muito mais rosado e maravilhoso, como todos sabemos.

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Fotos - O Colorido Atrai

tanay

Sergeeva N

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Humor Variado

Simanca Osmani

Joe Heller