quarta-feira, junho 27, 2012
PEDIR RESPONSABILIDADES
sexta-feira, fevereiro 24, 2012
O MINISTRO E A SUA SAÚDE
Vítor Gaspar não se cansa de repetir que Portugal não precisa de mais nenhum pacote de ajuda, que não vai pedir mais tempo para ajustar a economia nacional e que não necessitamos de nenhum tipo de renegociação do acordo celebrado com a troika.
Apesar de todo o optimismo do senhor ministro, que teima que estamos a ir no caminho certo para a solução dos nossos problemas, as opiniões da maioria dos especialistas estrangeiros e até de muitos nacionais, é de que o ajustamento a todo o custo como tem sido feito, não resolve nada, antes pelo contrário agudiza o problema da dívida.
Os últimos dados conhecidos apontam claramente em direcção oposta, relativamente ao discurso de Vítor Gaspar. Portugal é agora o país da zona euro com a taxa de inflação mais alta, e a recessão prevista para 2012 não para de ser revista em alta e já atinge os -3,3%. O nosso desemprego aumenta para além de todas as previsões, estando já acima dos 14%, e com claras tendências de subida forte para este ano.
Com toda esta informação, que é domínio público, não sei se podemos confiar no senhor ministro das Finanças, que continua a ver virtualidades no caminho trilhado até agora, ou se devemos estar preocupados com as capacidades de discernimento deste responsável político.
domingo, setembro 14, 2008
FANTASIA E ESTATÍSTICA
Começa a ser penosa a tarefa dos políticos ao tentarem mascarar a realidade, e nada mais eficaz para os seus intentos do que os índices e as estatísticas, sempre seguindo fórmulas e indicadores ditados pelo poder, para confundir os cidadãos.
Pode-se constatar, por exemplo o aumento absurdo das massa alimentares, algumas estavam a 79 cêntimos há alguns meses e agora, as mesmas massas estão com preços superiores a 1 euro. Claro que podia estar aqui a desfiar um rol de produtos onde os aumentos são enormes, mas mesmo citando apenas a estatística nacional, temos a água, electricidade e gás a subirem 3,6%, e os produtos alimentares acima dos 5%.
O espanto geral é ouvir o ministro das Finanças referir-se à queda de 0,5% dos preços entre Julho e Agosto passado, e acrescentar «penso que esse é um sinal da capacidade da economia portuguesa em resistir a estes choques». Não sei como é que Teixeira dos Santos nos quer convencer de que a economia tem “capacidade” para resistir, a menos que não esteja a falar dos portugueses
Bem pode o senhor ministro repetir até à exaustão o seu discurso sobre a baixa inflação, mesmo sem dizer que também temos dos salários mais baixos, que ainda assim são cada vez mais os que vêem o salário acabar-se antes do final do mês. Essa realidade não deixa de ser sentida, só porque Teixeira dos Santos repete o mesmo discurso sempre que lhe dão a palavra.


quinta-feira, novembro 08, 2007
APANHEI MUITO SOL...
Os duendes, representados pelos seus sindicatos, prepararam-se para a negociação e anunciaram publicamente que a base negocial era muito baixa, nem sequer cobria a inflação prevista, que ía fazer subir todos os produtos que consumiam.
Uns quantos ogres, sentados nos seus poleiros altaneiros, falara de pobreza e dos baixos salários, bem como da miséria de aumentos que já duravam há muitos anos, mas apenas porque pretendiam corroer o poder do ciclope, e arregimentar a seu favor os pobres duendes, que evidentemente estavam descontentes.
Os sindicatos dos duendes, apesar dos seus protestos e indignação, nem perante o aumento das desigualdades, com as quais enchem a boca, conseguem apresentar propostas para reduzir essas desigualdades. Inebriados pelas poções de que usam e abusam, apresentam a mesma solução de sempre, os aumentos percentuais.
O ciclope negociador, afinal não pretende negociar nada, e a proposta inicial é também a final, acabando assim com o fingimento, pois estava mesmo era disposto a impor a sua vontade, já que se considerava o único e o maior desse país imaginário.
Os pobre duendes lá terão de contentar-se com uma ou duas dezenas de unidades monetárias, e os ogres com umas largas centenas, reservando-se o ciclope, o direito de distribuir uns quantos milhares aos ogres mais chegados e submissos, que mantém sob sua protecção, comprando assim a sua lealdade.
Este país imaginário, não existe é claro. Não há ciclopes, não há ogres nem fadas e os duendes também não. O mundo real é muito mais rosado e maravilhoso, como todos sabemos.






