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quarta-feira, setembro 21, 2011

PROPOR OU IMPOR?

Todos os anos se fala em negociações entre o governo e os sindicatos da função pública mas, regra geral, é anunciada a posição patronal antes das ditas negociações e depois é essa a que prevalece, invariavelmente.

Nos últimos anos, e refiro-me aos últimos doze, só uma vez foram concedidos aumentos reais de salários aos trabalhadores da Administração Pública, com um aumento de 3,9%, em ano de eleições. Na altura isso foi tema de todas as conversas e de todas as notícias veiculadas pela nossa imprensa.

Fazendo um balanço destes últimos doze anos, porque nem me apetece recuar mais, temos que tiveram um ano positivo e onze negativos, sendo que em vários houve mesmo um congelamento como se promete já para o próximo ano. Claro que esta contabilidade é incómoda e nem sequer é feita pela nossa imprensa nem pelos diversos comentadores que se entretêm a “bater no funcionário público”.

A chamada “Negociação Geral Anual”, que o governo enviou aos sindicatos da Administração Pública é mais uma posição fechada, pelo menos no que se refere a salários, e não passa de uma imposição, a que nem com muito boa vontade se pode chamar “negociação”.

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Foto - Outono

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Humor em Crise

quarta-feira, março 16, 2011

CURTINHAS

A opção nuclear – Em Portugal tem sido recorrente aparecer uns quantos senhores a tecerem elogios à energia nuclear, argumentando sempre que ela é limpa, barata e segura. Pois bem, sabia-se que ela não era limpa porque gerava lixo altamente perigoso para o qual não temos ainda solução absolutamente definitiva. Barata, talvez fosse o argumento mais forte, mas tendo em conta o investimento inicial e a possibilidade de problemas, não sei se o será. Por último o aspecto da segurança fica posto em causa com os desastres já conhecidos.

Negociações – É de registar o facto deste governo se ter sentado à mesa com as associações dos transportadores rodoviários de mercadorias enquanto havia uma greve do sector, ou o seu equivalente já que se trata de empresas, coisa que nunca aceitou fazer antes. Não sei se isto será um avanço ou se pelo contrário é uma cedência deste governo.

Critérios socialistas – Enquanto somos surpreendidos com a baixa do IVA aplicado ao golfe, somos também informados de que o subsídio de desemprego vai durar menos tempo e que as pensões vão baixar através de mecanismos manhosos, não acompanhando pelo menos a inflação. Penso que a palavra “socialismo” devia ser respeitada e que o PS devia mudar de nome em abono da língua portuguesa e da verdade.

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Humor Interrogativo

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Foto - Dentes
Anne Øverås
Marit Sporsheim

quinta-feira, novembro 08, 2007

APANHEI MUITO SOL...

Num país imaginário de ogres, duendes e fadas, um ciclope decidiu encetar negociações salariais com os duendes que o serviam, afirmando que o ponto de partida para o processo se situava nos 2,1%.
Os duendes, representados pelos seus sindicatos, prepararam-se para a negociação e anunciaram publicamente que a base negocial era muito baixa, nem sequer cobria a inflação prevista, que ía fazer subir todos os produtos que consumiam.
Uns quantos ogres, sentados nos seus poleiros altaneiros, falara de pobreza e dos baixos salários, bem como da miséria de aumentos que já duravam há muitos anos, mas apenas porque pretendiam corroer o poder do ciclope, e arregimentar a seu favor os pobres duendes, que evidentemente estavam descontentes.
Os sindicatos dos duendes, apesar dos seus protestos e indignação, nem perante o aumento das desigualdades, com as quais enchem a boca, conseguem apresentar propostas para reduzir essas desigualdades. Inebriados pelas poções de que usam e abusam, apresentam a mesma solução de sempre, os aumentos percentuais.
O ciclope negociador, afinal não pretende negociar nada, e a proposta inicial é também a final, acabando assim com o fingimento, pois estava mesmo era disposto a impor a sua vontade, já que se considerava o único e o maior desse país imaginário.
Os pobre duendes lá terão de contentar-se com uma ou duas dezenas de unidades monetárias, e os ogres com umas largas centenas, reservando-se o ciclope, o direito de distribuir uns quantos milhares aos ogres mais chegados e submissos, que mantém sob sua protecção, comprando assim a sua lealdade.
Este país imaginário, não existe é claro. Não há ciclopes, não há ogres nem fadas e os duendes também não. O mundo real é muito mais rosado e maravilhoso, como todos sabemos.

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Fotos - O Colorido Atrai

tanay

Sergeeva N

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Humor Variado

Simanca Osmani

Joe Heller