Todos os anos se fala em negociações entre o governo e os sindicatos da função pública mas, regra geral, é anunciada a posição patronal antes das ditas negociações e depois é essa a que prevalece, invariavelmente.
Nos últimos anos, e refiro-me aos últimos doze, só uma vez foram concedidos aumentos reais de salários aos trabalhadores da Administração Pública, com um aumento de 3,9%, em ano de eleições. Na altura isso foi tema de todas as conversas e de todas as notícias veiculadas pela nossa imprensa.
Fazendo um balanço destes últimos doze anos, porque nem me apetece recuar mais, temos que tiveram um ano positivo e onze negativos, sendo que em vários houve mesmo um congelamento como se promete já para o próximo ano. Claro que esta contabilidade é incómoda e nem sequer é feita pela nossa imprensa nem pelos diversos comentadores que se entretêm a “bater no funcionário público”.
A chamada “Negociação Geral Anual”, que o governo enviou aos sindicatos da Administração Pública é mais uma posição fechada, pelo menos no que se refere a salários, e não passa de uma imposição, a que nem com muito boa vontade se pode chamar “negociação”.
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Foto - Outono
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