domingo, julho 05, 2015
PRIVATIZAÇÃO QUE É UMA BARRACADA
sexta-feira, abril 19, 2013
HABILIDADES
segunda-feira, agosto 08, 2011
A INDEPENDÊNCIA
Portugal é um país pequeno em que há poucos poderes económicos com uma dimensão que lhes permita ser proprietários de meios de comunicação social, por isso é mais do que duvidoso que esteja garantida a isenção da mesma.
No passado domingo a notícia com mais relevo na imprensa foi sobre os preços dos passes sociais em Lisboa e no Porto e a sua comparação com as grandes capitais europeias. Tratava-se de uma comparação impossível, entre Lisboa e Porto, com Madrid, Londres e Paris, como se os transportes destas cidades tivessem comparação possível.
Tanto quanto pude perceber a notícia terá tido origem na Lusa, e mesmo descontando a impossibilidade de comparação entre os transportes públicos nacionais e os dos países com os quais foi feita a comparação, são notórios os erros grosseiros, como os de ignorar que a esmagadora maioria dos trabalhadores de Lisboa, por exemplo, residir na zona de Sintra e na outra banda, o que altera substancialmente os valores apresentados.
Com uma imprensa ao serviço de quem tem óbvios interesses no aumento de preços e na privatização dos transportes públicos, com a rentabilidade assegurada pelo Estado, quem pode acreditar no que lê?
quinta-feira, outubro 14, 2010
AUTORIDADE BEM-HUMORADA
Manuel Sebastião disse perante os deputados da Comissão de Assuntos Económicos e Energia que “copiar os preços não constitui qualquer ilícito”, referindo-se aos preços dos combustíveis.
Com muito humor acrescenta o senhor presidente da AdC “eu questiono mesmo qual seria o interesse de fazer uma concertação de preços”.
Não sei se os senhores deputados da nação se riram das piadas, mas fiquei em crer os esclarecimentos de Manuel Sebastião não convencem ninguém, e quanto ao interesse em “fazer uma concertação de preços”, talvez seja oportuno dizer a este senhor que é a forma usual de evitar a concorrência real que é mais favorável aos clientes do que aos fornecedores de combustível.
Não acredito que o presidente da AdC seja ingénuo, mas lá que tem veia para o humor….
quarta-feira, agosto 12, 2009
DESPERDÍCIO NÃO É FADO
Enquanto se prepara a candidatura do fado à UNESCO, como Património Cultural Imaterial, somos também informados de derrapagens financeiras em auto-estradas, algumas ainda nem começadas.
Se para muitos o fado significa tristeza e desilusão, ainda que com a esperança num horizonte que se deseja e anseia, para outros é apenas um destino ou uma fatalidade a que estamos ligados e a que não podemos fugir.
Não me pretendo prender à música nem à lírica deste estilo musical muito português, nem tenho qualquer conhecimento sobre a matéria, mas apenas me apetece abordar a simbologia e o absurdo que é a política à portuguesa.
Tenho a certeza de que a UNESCO reconheceria, pelo menos a nível europeu, que o fado das derrapagens financeiras nas obras públicas em Portugal são uma singularidade no âmbito dos países ditos desenvolvidos e democráticos.
Imaginem meus caros que nós conseguimos ver aumentos de custos de obras ainda não em execução, de mais de 50% sobre o preço acordado em concurso, numa altura em que o preço da mão-de-obra baixou, os custos de materiais baixou e o crédito ao investimento está mais baixo. O Governo, que talvez venha a acarinhar este fado, diz mesmo que estamos com inflação negativa, mas mesmo perante esta derrapagem afirma que os custos estão em linha com o previsto.
Eu julgava que as empresas se apresentavam a concurso com propostas sérias e realistas e que eram responsáveis pelos riscos que aceitavam correr, mas afinal em Portugal os privados não gostam de correr riscos, e esses ficam para o Estado, que logo a seguir é acusado de gastar mal os dinheiros públicos, e de ter “gorduras” que importa cortar de imediato.
Digam-me quais serão as gorduras onde se gastam sem vergonha verbas imensas, e eu dir-vos-ei qual é o “fado” a que estamos condenados, e não será nada musical a minha conclusão!
sábado, janeiro 17, 2009
CORRUPÇÃO
Vídeo prova pagamento de 'luvas' a ministro português no Caso Freeport
Por Felícia Cabrita
Uma gravação vídeo da conversa entre um administrador inglês da sociedade proprietária do Freeport e um sócio da consultora Smith & Pedro refere o pagamento de luvas a um ministro português. É um novo episódio do caso iniciado na semana passada
A investigação em curso no Reino Unido ao ‘caso Freeport’ inclui, desde 2007, um DVD com a gravação de uma conversa entre um administrador daquela empresa e um empresário inglês, Charles Smith, em que este assume que foram pagas ‘luvas’ a políticos portugueses para viabilizar a construção do outlet de Alcochete. Na conversa, Smith implica de forma explícita um ex-ministro do Governo de António Guterres – que, conforme o SOL revelou na passada edição, encabeça uma lista de 15 suspeitos visados na investigação inglesa.
PERGUNTA: Será que alguém pode ser mais explícito e aponte claramente quem é o figurão que foi apontado pelo delator?
quinta-feira, janeiro 03, 2008
MAUS SINAIS
Não se depreenda das minhas palavras que esteja a colocar em causa a as afirmações do membros do governo, o que me parece é que alguém anda a fornecer números errados a quem lhes faz estes cálculos, afinal também é isso que se diz em relação ao Tribunal de Contas, que também chega a resultados diferentes dos fornecidos pelo governo.
Nós, o simples povinho, temos a mania de que a matemática é uma ciência exacta, mas já nos provaram os nossos excelsos governantes que isso não é verdade, porque tudo depende do modo como se faz a contabilidade, e isso depende muito dos pontos de vista. Não sei se o fisco me “comprava” esta teoria, mas lá que funciona com as contas públicas, lá isso funciona.














