domingo, agosto 02, 2015
PASSOS E A CGD
domingo, julho 05, 2015
PRIVATIZAÇÃO QUE É UMA BARRACADA
quarta-feira, abril 22, 2015
OS VENDILHÕES
terça-feira, março 10, 2009
PRIORIDADES
Os portugueses já se vão apercebendo de que o Ministério da Cultura, sem dinheiro para manter o Património em condições condignas com a sua importância monumental e histórica, não lidera a aventura que é a construção de um novo Museu dos Coches, a mudança do Museu de Arqueologia e o destino a dar às instalações de onde vão ser retirados.
Enquanto vemos o Património classificado a deteriorar-se gradualmente e ouvimos os lamentos habituais da crónica falta de verbas do Ministério da Cultura, assistimos em simultâneo ao esbanjar de dinheiros, sob a batuta do ministro Pinho e do Turismo de Portugal, com anúncios de grandeza absolutamente desnecessária.
O desmantelamento do M.C. e dos institutos que tutelam o Património - museus, palácios e monumentos – está em marcha acelerada, e já começou há muito com a dissolução da DGEMN, Direcção Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais, logo no início desta legislatura.
A fusão da DGEMN no IPPAR, que veio a originar o IGESPAR, não se traduziu na soma dos recursos das antigas estruturas na que acabou por resultar da fusão, ao contrário ficámos com o IGESPAR com menos recursos financeiros do que existiam previamente à reestruturação.
O futuro não augura nada de bom para a área do Património, e a tomada de assalto dos museus, palácio e monumentos, parece estar a começar a desenhar-se, seja pela criação de novas empresas públicas, seja pela entrega pura e simples a privados de Património Nacional, sem se conhecerem bem os limites que o governo pensa impor a si mesmo.
domingo, fevereiro 15, 2009
O PATRIMÓNIO E AS BARRACAS
A proposta do Governo para regular a atribuição a privados da exploração de monumentos nacionais, é um verdadeiro atentado ao Património colectivo e não passa de uma tentativa de desresponsabilização de um executivo que tão mal tem cuidado e gerido o nosso Património histórico.
Já tinha aqui manifestado a minha incomodidade perante a actuação de Pinto Ribeiro, enquanto ministro da Cultura, e confessado o meu receio de que a sua missão fosse mesmo esta, de concessionar ou mesmo alienar o património. Pelos vistos tinha interpretado bem os sinais que ele foi dando.
Não posso deixar de criticar abertamente a tentativa de tentar desvalorizar a importância da nossa memória colectiva, utilizando argumentos perfeitamente deslocados como, “as praias são de domínio público, mas são concedidas a privados quando fazem a exploração de barracas e toldos”, como afirmou Pinto Ribeiro em sede de comissão parlamentar.
O senhor ministro devia explicar porque é que não faz obras de manutenção onde é necessário, e olhe que nem é preciso procurar muito, porque a explicação deve ser “edificante”. A asfixia dos serviços é um problema que o senhor não pode invocar, porque já afirmou que queria fazer mais com menos dinheiro, embora não fizesse a mínima ideia das necessidades do sector.
Se eu fosse primeiro-ministro, demitia-o, prestando assim um favor à nação, porque está visto que pelo seu pé não sai da “Real Barraca” da Ajuda.
Reflexão

quarta-feira, outubro 29, 2008
CURTINHAS
Capitalismo – Talvez seja apenas uma curiosidade, quem sabe, mas a confiança dos consumidores americanos atingiu níveis impensáveis no país das grandes oportunidades, designação sobejamente conhecida e divulgada até à exaustão. O problema, ao que sabemos, não se situa apenas na queda dos mercados bolsistas, mas estende-se às preocupações com os fundos de pensões, ao desemprego que alastra a olhos vistos, e às execuções das hipotecas das casas que já atingem centenas de milhares de americanos. Os 38 pontos confirmados da confiança dos americanos em vez dos 52 estimados pelos analistas deixaram a nu a opinião dos cidadãos sobre um sistema económico que deixa desprotegidos precisamente os mais desfavorecidos, quando eles mais precisam. Talvez isso explique melhor o fenómeno Obama do que todas as análises políticas que tenho lido.
Museus e Palácios – Foi hoje anunciado que mais de 30.000 imagens das colecções dos museus e palácios nacionais estão já disponíveis para acesso público gratuito on-line, no sítio www.matrixpix.imc-ip.pt , criado pelo Instituto dos Museus e da Conservação (IMC). Hoje mesmo tomei conhecimento através de amigos que se interessam como eu pelo Património duma Proposta de Lei sobre o Regime geral de bens do domínio público, em consulta pública no Portal do Governo, que numa primeira leitura poderá permitir que privados possam gerir edifícios classificados em condições que me parecem perigosas. Se uma notícia merece aplauso a outra acarreta preocupações que irei analisar antes de tomar posição.
domingo, janeiro 27, 2008
O BLOCO CENTRAL DA SAÚDE
Já se tornou claro para a maioria dos cidadãos deste país, que o que se pretende é efectivamente privatizar a maioria dos serviços de saúde, transformando os poucos serviços públicos que ficarem sob a alçada do Estado, em serviços assistenciais para os que não têm posses para recorrer aos serviços privados e também mais caros.
O próprio Filipe Meneses preconiza mais privatizações na saúde, não é nenhum exercício de especulação que eu esteja aqui a fazer, ele próprio já o disse publicamente. O que ninguém vem a terreiro dizer, é que é verdadeiramente preocupante.
Tal como está concebida a nossa Segurança Social e o sistema de saúde, não dá garantias de rentabilidade aos serviços de saúde privados, a menos que para lá sejam encaminhados os doentes do SNS, e que o Estado pague por esses serviços. Já se viu que daí não resulta uma diminuição dos encargos, pelo que há quem pretenda uma alteração da Constituição, exactamente para mexer nos direitos dos contribuintes. Este rabo escondido, tem gato a mais de fora, e PS e PSD escondem o jogo, embora com pouca habilidade e ainda menos subtileza.




terça-feira, novembro 13, 2007
PRIVATIZAÇÕES E FINANCIAMENTO















