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segunda-feira, janeiro 25, 2021

OS SERVIÇOS ESSENCIAIS

Foi efectuado um plano de vacinação onde estavam definidas as prioridades, dividas em três grupos, e depois de conhecido este plano não se registaram protestos. O plano parecia ajustado e foi aceite pela generalidade dos cidadãos.

Os casos de suspeitas de infecção do Presidente, com testes e mais testes, dúvidas e hesitações, começou a aparecer quem dissesse que os principais representantes da nação deviam ser incluídos no primeiro grupo a aceder à vacinação. Marcelo tomou posição e disse que esperava pela sua vez, que como se sabia era no segundo grupo de prioridade.

Houve informações contraditórias sobre a vacinação de membros de órgãos de soberania (nunca definindo que ficaria incluído), e agora vemos a ministra Marta Temido anunciar que a seguir aos lares de idosos irá avançar-se para “a vacinação dos outros serviços essenciais”, onde cabem os bombeiros, forças de segurança e também titulares de órgãos de soberania.

Correndo o risco de ser chamado de populista, não concordo com a inclusão (muito indefinida) de titulares de órgãos de soberania no grupo dos serviços essenciais, onde não estão os trabalhadores das mercearias e supermercados, talhos e peixarias, bem como os da recolha de resíduos sólidos e tantos outros que permitem que a país seja abastecido, tenha as devidas condições sanitárias e funcione dentro da normalidade possível.

Estas alterações ao plano inicial deixam sempre a sensação de que alguns podem passar à frente de outros, e que somos todos iguais, mas alguns mais do que outros.




 

domingo, março 08, 2020

HIPOCRISIA, COVID19, EXEMPLOS


Os casos de Marcelo Rebelo de Sousa e do Papa Francisco que para alguns são exemplares por causa do exemplo (passe o pleonasmo) dado às populações por terem colocado em primeiro lugar a saúde dos seus seguidores/cidadãos, mostram que os critérios para as pessoas importantes e para o comum dos mortais, é diferente.

 O cidadão comum quando não tem sinais evidentes de poder estar infectado é mandado trabalhar, e só quando provar ter estado em zonas de risco ou em contacto directo com pessoas contaminadas é que será sujeito a exames para despiste do vírus, já as pessoas importantes (como Marcelo ou o Papa) são imediatamente colocados a recato.

Nos países orientais o uso das máscaras de protecção são comuns e recomendadas, como aliás já eram perante uma simples constipação, na Europa tão civilizada, as máscaras são desaconselhadas, excepto aos infectados e ao pessoal do sector da saúde.

Hoje ouvi no Jornal da Noite da SIC que as máscaras servem apenas para evitar a projecção de “gafanhotos” por parte de quem está infectado e não para proteger quem não está ainda infectado, mas a ecepção são os profissionais de saúde. A pergunta que se coloca é se todos os que estão em contacto directo com o público, ou quem usa os transportes públicos, por exemplo, não se devem proteger?

Não vamos ser hipócritas, quem se considera essencial, e está no poder ou é considerado imprescindível, está protegido, mas existem muitos outros que pelos vistos são dispensáveis…