segunda-feira, janeiro 09, 2017

AS RESPONSABILIDADES DOS CICLISTAS

Desde já me declaro como não sendo um ciclista, para que não restem dúvidas, mas hoje vou escrever algo politicamente incorrecto sobre os ciclistas, ou pelo menos sobre alguns e uma associação de ciclistas.

Quando se fala da obrigatoriedade do uso de capacete por parte dos ciclistas, no parecer sobre o Plano Nacional de Segurança Rodoviária, eis que surge uma associação de vários ciclistas a contestar essa obrigação, argumentando que “são os veículos motorizados com a sua grande massa e elevadas velocidades, e a sua utilização irresponsável, que constituem a principal fonte desse risco e causa da grave sinistralidade em Portugal”, e que o que mais contribui para o aumento da segurança de cada ciclista “é precisamente o incremento do número de bicicletas em circulação”, e que a obrigatoriedade do uso do capacete teria um efeito dissuasor à adesão de mais utilizadores.

Não sei o que seria da segurança rodoviária se cada grupo de utilizadores dos diferentes meios de locomoção decidisse ser contra as obrigatoriedades decididas nos últimos anos pelas autoridades. Imagine-se que os condutores dos automóveis decidiam ser contra o uso do cinto de segurança, ou se os motociclistas decidissem ser contra o capacete de protecção.

Todos sabemos que existem os mais vulneráveis, como sejam os peões, ou os ciclistas, e até os motociclistas, mas é por isso mesmo que se fazem leis para os proteger, não deixando por isso de continuar a ser vulneráveis. Sabe-se que as leis não conseguem evitar os maus comportamentos, mas têm a sua utilidade.

Devo lembrar os senhores ciclistas que a ausência de leis a que os ciclistas estejam obrigados me incomoda, porque partilham a via pública e quase não têm obrigações nem normas de segurança para os veículos que conduzem. Estou a lembrar-me de que podem circular sem qualquer superfície reflectora que os torne mais visíveis, de não serem obrigados a ter nos veículo espelhos que lhes permitam ver os veículos que os antecedem, de poderem circular a par e em grupos grandes em estradas de uma só via, não permitindo que os outros veículos os ultrapassem mesmo quando vão em passeio e amena cavaqueira a baixíssimas velocidades, etc.


Todos temos direito às nossas escolhas na locomoção, todos temos que nos respeitar, e não podemos querer partilhar as estradas sem obrigações. 


1 comentário:

Anónimo disse...

Os ciclistas têm direito a ter opinião, não podem é considerar se com mais direitos do que os outros nas estradas para as quais outros contribuem mais do que eles.
Bjo da Sílvia