segunda-feira, fevereiro 11, 2013

NÃO HÁ QUE TER MEDO



Sempre que se fala numa possível queda do governo aparecem sempre os mesmos arautos das catástrofes, a acenar com a imagem do país perante a Europa e perante os mercados, como se isso fosse o fim do mundo.


Não sei qual será o conceito de Democracia que esses senhores têm, por que colocam sempre como crucial a imagem perante outrem, esquecendo-se dos interesses dos eleitores, e da sua legítima opinião sobre o executivo.


Desde os bancos da escola fui habituado a crer que as leis só servem até que tenham de ser mudadas, e que os governos emanam da vontade popular. Manter um governo que não merece a confiança dos eleitores e que não defende os seus interesses, é uma tolice.


Se o governo acha que tem a confiança do povo, então não terá medo de eleições antecipadas, e os mercados não podem ser um factor impeditivo do exercício da Democracia.


Não sejas apenas mais um, vote conscientemente e sem medo.

sábado, fevereiro 09, 2013

DESPREZO PELO POVO



As características que mais valorizam um político são a honestidade, a coerência, o respeito pela lei, a valorização da palavra dada e o espírito de serviço público.

Não me parece que o actual executivo dê grande importância a qualquer destes valores, e por isso mesmo perdeu o respeito por parte dos cidadãos deste país.

As promessas foram esquecidas logo que ascenderam ao poder, a coerência não existe, as leis são alteradas e o espírito de serviço público não existe.

Tudo o que importa a quem vive dos rendimentos do trabalho ou da merecida reforma, já foi cortado ou está ameaçado. O que dizer de quem está desempregado ou para lá caminha a passos largos?

Eu não votei neste governo e só espero que caia o mais depressa possível, para bem de Portugal e dos portugueses.



quinta-feira, fevereiro 07, 2013

O ENGODO FALHOU



A intenção de fazer com que os duodécimos viessem a ser implementados em todo o universo dos trabalhadores, falhou como era de se esperar.

Ficou claro para grande parte dos trabalhadores que o que estava em causa, com esta medida, era apenas uma estratégia de ocultar o impacto do aumento dos impostos no salário mensal. Contudo a médio e longo prazo todos viram que a intenção maior era a de acabar de vez com os dois subsídios.

Curioso foi ler alguns comentários dos “comentadores do regime” que vieram dizer que afinal os portugueses ainda são capazes de suportar mais cortes mensais, como se o subsídio restante não tivesse já o destino traçado.

A música deste governo não agradou aos ouvidos dos trabalhadores, muito em especial aos que têm salários mais baixos, o que só surpreendeu quem não sabe o que são dificuldades.



segunda-feira, fevereiro 04, 2013

A LIMITAÇÃO DE MANDATOS



Em Portugal as leis servem para ser contornadas, como se pode constatar todos os dias, quer por pessoas quer por empresas que podem contratar os grandes gabinetes de advogados, que em muitos cassos estiveram envolvidos na elaboração das leis.

No caso da lei da limitação de mandatos, está a preparar-se mais um dos atropelos “legais” da lei, perfilando-se já diversos autarcas que atingiram o limite de mandatos, como candidatos a autarquias diferentes como se isso não fosse um claro atropelo ao espírito da lei.

Não sei o que vai ser decidido pelo Tribunal Constitucional neste caso absolutamente claro de inconstitucionalidade, mas a demora da apreciação da constitucionalidade do Orçamento de Estado para 2013, não auguram nada de bom, mas espero estar completamente enganado, pelo bem deste país e da Democracia.



sábado, fevereiro 02, 2013

O GOVERNO AGRICULTOR

É simplesmente hilariante ouvir gente do PSD a querer que a RTP volte a ter um programa do tipo da antiga TV Rural, quando ainda há poucos dias o ministro Relvas a queria "despachar" para privados. Será que este PSD não é o mesmo que acabou com a agricultura nos tempos de Cavaco Silva?



sexta-feira, fevereiro 01, 2013

GOVERNO DOS BANQUEIROS

A preocupação dos nossos ministros com a solidez da banca privada é comovedora, e inversamente proporcional ao interesse dispensado aos ncidadãos em geral, onde 72% têm altas dificuldades em pagar as despesas essênciais à sua própria sobrevivência.


segunda-feira, janeiro 28, 2013

A CULPA É SEMPRE NOSSA


Sempre admirei aqueles que nos fazem sentir culpados do que dantes nos julgáramos inocentes. A culpa é uma riqueza, à qual se vai acrescentando. O resultado oscila entre a lista telefónica e as Obras Completas mas pesa sempre.
 
Os grandes mestres são os nossos pais e os nossos filhos - ambos mostram de onde veio a inspiração para o pecado original. Ora se é culpado por ter nascido e interrompido, ora se é culpado por ter dado a nascer e não se ter interrompido tanto quanto precisariam os nascidos. A culpa não é uma coisa que se tenha, como um pescoço. É uma coisa que se transmite, como uma gripe. Tanto faz ser-se inocente ou culpado «à partida», que tem aspas porque não existe. Os malvados constipam-se tanto como os bonzinhos. Mas ambos são vulneráveis à ideia que até fizeram por isso e merecem pagar. Até com as lâmpadas de casa de banho acontece. Não há domínio de banalidade que a culpa não contamine. Tenho passado, nos últimos anos, várias semanas, dispersas no tempo, sem luz na casa de banho. Uso pilhas e a luz da lua, quando é oferecida. Depois aparece o electricista que é afoito e resolve tudo num segundo. Não desaparece, contudo, sem bafejar-me primeiro com o ónus da culpa. 

«Usa muito a casa de banho de noite?», pergunta, como se fosse uma perversão ou uma coisa má. Eu caio na asneira de responder que não. Ele dá-me o olhar culpabilizante: «Andas a cagar muito e a más horas, a ler o Proust...» Santa culpa, que é sempre nossa.

Miguel Esteves Cardoso


O que vês, Maria? Túnel, Pinóquio...
 

Tás doido? Pára de fabricar Pinóquios...