terça-feira, março 13, 2007

E AGORA, SENHOR MINISTRO?

Nos últimos meses assistimos todos a uma correria desenfreada por parte de Correia de Campos, desdobrando-se em entrevistas e explicações sobre o fecho de urgências, maternidades e outras valências hospitalares, um pouco por todo o lado. Dizendo basear-se em estudos técnicos, obviamente de alta qualidade, o ministro da Saúde foi dizendo que muitos destes serviços não tinham atendimentos que justificassem a sua continuidade e utilidade, pelo que se justificava o seu encerramento e a concentração noutros serviços, dentro da mesma área geográfica, que devidamente reforçados dariam uma melhor cobertura e com melhores condições.
No discurso de Correia de Campos nem faltou a alusão à racionalização de meios, à falta de profissionais da Saúde e ao “corte de gorduras” quando se referiu à anterior à dispersão de meios existente.
Ainda nem fecharam todos os serviços que a dita comissão apontou como dispensáveis ou sem condições que justificassem o seu funcionamento, e começamos já a conhecer a intenção de privados em explorar serviços hospitalares, precisamente nos locais onde elas estão a ser encerradas. Tudo isto apesar das conclusões dos técnicos de que o ministro se socorreu para eliminar estes serviços.
Concluo com uma dúvida que me assalta a mim e decerto a muitos portugueses: se não se justificavam os serviços por terem poucos utentes ou pela falta de profissionais de Saúde, e se a mudança foi feita tendo em conta o bem das populações e a melhoria dos serviços prestados, como é que os operadores privados que não são propriamente uns beneméritos, encontram espaço para a sua actividade com o propósito evidente de lucro?
Ou o senhor ministro estava enganado, e portanto não nos serviu bem, ou os privados decidiram acorrer às populações abandonadas mesmo sabendo que vão perder dinheiro. Há uma outra hipótese, mas nem quero falar dela, até ver o que vai de facto acontecer.

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Foto

Nikoniko - http://www.photosight.ru


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Quadro de Honra

Uma magistral família portuguesa

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Abre-te Sésamo - Husejin Hanusic – HULE

segunda-feira, março 12, 2007

INCENDIÁRIOS AO TECLADO

Há colunistas que leio, não só porque escrevem nos jornais que consulto, mas sobretudo pela curiosidade que tenho sobre o modo como encaram a nossa sociedade. João César das Neves é um deles, não porque concorde geralmente com a sua opinião, antes muito pelo contrário.
Esta semana o colunista do DN escreveu um artigo intitulado “Um mundo de caricaturas” que até nem era, até metade, muito polémico, mas que daí para a frente esbarrou numa crítica absurda e incompreensível.
A escrita deste professor universitário reflecte a sua maneira de ver e encarar o mundo e é tão válida e respeitável como a de qualquer outro cidadão, rapazola ou taxista. O estilo pode ser mais refinado mas a sua opinião sobre a sociedade tem para mim o mesmo valor que a destes.
Quanto à violência dos blogues, comparável aos piores panfletos de Mao, devo dizer que ninguém dá grande importância a esse tipo de escritos e que quem procura informação, sabe seleccionar as suas leituras e dá-lhes crédito apenas quando a experiência assim o aconselha. Isto passa-se também nos jornais e nos outros órgãos de comunicação como é natural. Por incrível que pareça, sei de, pelo menos dois amigos que não compram o DN à segunda-feira por nesse dia saírem duas colunas de dois comentadores que detestam e um deles é precisamente JCN. Eu pelo contrário, embora também não partilhe as suas ideias, leio-o com curiosidade, crítica é certo, mas leio.
Acredito que haja quem fique confuso com a quantidade de informação que hoje temos à nossa disposição, mas certamente que não será um professor universitário, creio eu. A propósito, não se ofenda com os que o criticam, porque a opinião ainda é livre.

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Fotos
ANTON KRAVCHENKO - http://www.photosight.ru

Alexander Kozhevnikov - http://www.photosight.ru

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domingo, março 11, 2007

DESPERDÍCIO IRRESPONSÁVEL


A situação a que chegaram os museus e monumentos dependentes do Ministério da Cultura, de terem de fechar parcialmente por manifesta falta de pessoal, é apenas a parte mais visível duma política de recursos humanos completamente desajustada, com repercussões ao nível da imagem externa do país e consequências económicas graves.
Monumentos como os Jerónimos, Palácio da Pena e Palácio de Sintra geram receitas anuais (cada um deles), superiores a 1 milhão de euros, importâncias que são absolutamente indispensáveis para complementar os fracos recursos oriundos do orçamento de Estado para o funcionamento e manutenção dos museus e monumentos. O facto de não serem admitidos os vigilantes necessários para garantir a abertura, funcionamento e vigilância dos mesmos, está a pôr-se em causa a obtenção de receitas próprias do ministério, e a prejudicar todas as actividades ligadas ao turismo, muitas delas dependentes em grande parte do Património.
O desperdício não se fica apenas por aqui. Nos últimos anos, mais de uma dezena, têm sido realizados cursos de formação para vigilantes e para jardineiros, que entraram ao serviço com contratos a termo e que depois foram pura e simplesmente dispensados, por estarem congeladas as admissões. Centenas de pessoas a quem foi dada formação e ninguém ficou. Enquanto se deitou pela janela o dinheiro aplicado nestas formações, os vigilantes do quadro foram impedidos de receber formação por falta de verbas, o que é ainda mais espantoso.
Enquanto o governo vai prosseguindo a sua campanha, denegrindo a imagem dos funcionários públicos afirmando o rigor na despesa, a necessidade de redução de efectivos e a avaliação do desempenho, os museus e monumentos fecham por falta de vigilantes. Onde está o rigor orçamental e o excesso de pessoal? Não é aqui de certeza. E qual é a avaliação que José Sócrates faz da acção, ou inacção, dos ministros das Finanças e da Cultura responsáveis por esta situação?
Como sempre, ninguém é responsável por este desperdício e por esta vergonha!

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sábado, março 10, 2007

A NOSSA COMUNICAÇÃO SOCIAL

Os jornais enfrentam uma crise de vendas que tem dado origem a mudanças de direcções, dispensas de pessoal, promoções ou ofertas, tudo no intuito de inverter a tendência, mas com fracos resultados.
Nas rádios o panorama também não é famoso e as mudanças são também constantes sendo que os problemas financeiros também existem.
As televisões também alteram grelhas, socorrem-se do futebol e de telenovelas mas também não atingem os patamares de audiências desejados.
Em comum nos meios de comunicação social, temos más apostas nas escolhas, que têm nivelado por baixo os seus clientes (espectadores, ouvintes ou leitores) e uma pobre informação. Ao nível da programação, até posso dizer que procuram ser popularuchos e que é tudo uma questão de gosto, já na informação o problema não se prende certamente com questões de gosto.
A informação, para quem como eu lê, ouve e vê bastante e diversas origens, parece formatada, demasiado dependente dos comunicados governamentais, das agências e informações policiais, a que acresce uma série de comentários previsíveis, sempre oriundos das mesmas pessoas que tanto comentam num jornal como na rádio e na televisão.
Uma notícia exemplar sobre a vida diária e aspirações de duas mulheres, uma operária numa fábrica de rolhas e outra funcionária duma multinacional (Xerox), dá uma visão do país real que temos e das assimetrias que existem. Não é necessário nenhuma mesa redonda com especialistas, peritos e comentadores acreditados para qualquer pessoa entender o que o jornalista quis retratar.
Mas se ainda há (muito pouco) bom jornalismo, o inverso também acontece (muito), como programas em que se discutem problemas das populações, como a Saúde, e só ouvimos especialistas e o ministro e nem sequer se ouve alguém da região independente dos poderes locais ou central. E o que dizer da possibilidade de haver uma entrevista na televisão pública ao arguido num processo judicial, enquanto decorrem as diligências processuais, só porque o arguido nisso se mostra interessado e disponível?
Esta é a informação que temos, também ela muitas vezes má embora tenha nichos de excelência, poucos infelizmente.

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March 5, 2007—Its forehead sprouted horns as large as human arms, and its skull was frilled with spikes the size of sharks' teeth.
Even to the scientists who discovered this new species of dinosaur, the fearsome-looking creature was a bizarre sight.
But its weird appearance is what helped experts peg the dino as a missing link, a never-before-seen member from the family tree of Triceratops.
Dubbed Albertaceratops nesmoi, the 78-million-year-old dinosaur was unearthed in 2001 by paleontologist Michel Ryan and a colleague in the badlands of southern
Alberta, Canada.
Ryan was initially puzzled by the animal's skull, he said, because it had the familiar giant horns of Triceratops but the ornate frill of another kind of ceratops called a centrosaur.
"We knew that we had something special that we had never seen before," said Ryan, now a curator at the Cleveland Museum of Natural History, in a statement.
"It meant that while Triceratops had giant horns, some centrosaurs did, too."
This odd combination of features suggests that Albertaceratops is the most primitive of the centrosaurs, Ryan explained, dating back to before centrosaurs split with the family that includes Triceratops.
"Unquestionably, it's an important find," Peter Dodson, a University of Pennsylvania paleontologist, told the Cleveland Plain Dealer.
"It was sort of the grandfather or great-uncle of the really diverse horned dinosaurs that came after it."
—Blake de Pastino
http://www.nationalgeographic.com/index.html

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Winfried Besslich (Bess) - Germany

sexta-feira, março 09, 2007

CULTURA – ONDE PÁRA A MINISTRA?

Já se tornou um hábito tentarmos visitar museus e encontrarmos a porta fechada, à hora de almoço, ou só podermos visitar uma parte dos mesmos. Há informação à entrada e explicam-nos na bilheteira que é devido à falta de pessoal de vigilância. O preço das entradas até chega a ser de metade da tarifa habitual.
Hoje desloquei-me a um Palácio Nacional com dois clientes e, em conversa com um vigilante que conheço há muitos anos, fui informado de que a falta de pessoal é aflitiva e que já a partir do final do mês de Março não vai ser possível respeitar os horários e que não há garantias sequer de ser possível manter as portas abertas todos os dias, pois os funcionários terão de gozar férias, a que têm direito, e com o pessoal existente isso é um exercício impossível.
As palavras são como as cerejas, e veio a lume a notícia do CM de ontem sobre o fecho parcial dos museus, ao que recebi como resposta, que o IPM já tinha posto as cartas mesa há algum tempo, pelo contrário, no IPPAR parece que o assunto é tabu e ninguém torna pública a carência de pessoal. A pressão que devia estar a ser feita sobre a tutela, Ministério da Cultura, já começou a ser feita sobre os trabalhadores sugerindo-se que não gozem as férias pedidas há já algum tempo devido às dificuldades com a falta de pessoal, embora não avancem com datas para a resolução do problema. Curiosamente as avaliações do desempenho estão paradas, e só serão dadas após a resolução das férias.
A posição correcta do IPM e dos seus directores de serviços reclamando pela falta de recursos humanos, contrasta com o silêncio, apatia e indefinição do IPPAR e dos seus directores de serviços.
A imagem deste país não melhora com casos destes nem com esta ministra da Cultura que foi incapaz de resolver em tempo útil este problema, para o qual foi alertada logo no princípio do seu mandato.
Isto é uma vergonha para o país e um certificado de incompetência da senhora ministra Isabel Pires de Lima.

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O Complicadex Cultural


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Manipulação da imagem

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quinta-feira, março 08, 2007

O DESVARIO

As intenções do governo em modificar a relação contratual dos funcionários públicos consoante estejam a laborar em serviços com funções de soberania ou não, é o (mau) exemplo prático do princípio de dois pesos, duas medidas agravado pela retroactividade das novas medidas.
Na prática, se não fosse ilegal, o Estado passaria a ter funcionários de 1ª, de 2ª, de 3ª, e aí por diante, categorias. Simplificando, unilateralmente alteraria a natureza dos vínculos, os direitos, e as condições laborais por decreto, sem qualquer respeito pela relação contratual anteriormente assumida pelo Estado.
O respeito pelos compromissos assumidos e a confiança no Estado, que se presume, de direito, são colocados em causa com esta postura do ministro Teixeira dos Santos. A avançar este tipo de medidas completamente discriminatórias, diversas instituições ficam descredibilizadas, começando pelo Presidente da República, passando pelo governo, Assembleia da República, partidos políticos, sindicatos e acabando nos tribunais.
O terreno começa a ficar demasiado escorregadio para o ministro e a contestação em sede própria parece já não ser viável. A calma com que os trabalhadores da função pública têm vindo a assistir aos ataques continuados ao seu bom-nome, à sua dedicação e à sua inteligência não são um sinal de indiferença nem de aceitação, bem pelo contrário.
Os próximos tempos não se prevêem calmos nem pacíficos, a menos que alguém acabe com os desvarios dum ministro que perdeu definitivamente a razão.

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Rubens

Peter Paul Rubens – Pintor flamengo (1577 – 1640) inserido no contexto do Barroco.


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Mike Lane



quarta-feira, março 07, 2007

FUNÇÃO PÚBLICA CONGELADA

Ouvir o senhor ministro Teixeira dos Santos dizer que “Nenhum funcionário verá a remuneração global reduzida” faz-nos questionar sobre as reais intenções do senhor.
O seu discurso para leigos pode ter uma interpretação linear, para os trabalhadores é que já dá pano para mangas. É que os funcionários conhecem a máquina e os outros não a conhecem.
Quando falamos sobre a transição para a nova grelha remuneratória em que se aplica a regra da posição imediatamente inferior, acrescentando o ministro que, no entanto, os funcionários ficam a receber o mesmo até que transitem para a carreira seguinte, o que devemos pensar? Por carreira entende o ministério categoria, ou escalão? É que é muito confuso.
Podemos desde já traduzir esta transição como um congelamento real por mais, pelo menos três anos. Partindo do princípio que a regra actual de transição é para o mesmo escalão, ou na sua inexistência, para o imediatamente superior, a actual proposta só pode ser encarada como uma despromoção real, ainda que sem penalização salarial, logo quando se transitar para a seguinte o vencimento também não aumenta, pelo menos na proporção devida.
A este verdadeiro congelamento por mais uns anos, acrescente-se o termo “Compensação” por bom desempenho que é decidida pelo dirigente do organismo, que verá também avaliada a forma como utiliza este “sistema de gestão”. Aqui temos como uma medida gestão que foi bandeira deste executivo, se esvazia, ao ser dada a opção de atribuição ou não da tal “compensação” avisando que isso vai ser avaliado. Já todos estamos a ver que perante as instruções de poupança, anualmente transmitidas aos serviços, as chefias “cortam-se” ou apenas as dão aos “escolhidos”.
A função pública transforma-se cada vez mais num gulag onde, por mero acaso, há pessoas livres, com os direitos diminuidos e cada vez mais revoltadas.

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Rubens


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Julius Hansen

terça-feira, março 06, 2007

DEVASSA OU INFORMAÇÃO?

Li hoje a opinião dum cidadão num jornal da nossa praça em que o senhor se indignava por terem sido publicados os rendimentos, os investimentos e propriedades do governador do Banco de Portugal.
Este cidadão desconhece certamente que uma das regras por que se rege o titular desta função é precisamente, declarar os rendimentos anualmente, sendo que a declaração está acessível a qualquer cidadão nisso interessado. Esta norma é também aplicável a muitos outros titulares de cargos políticos, cargos públicos e em empresas participadas pelo Estado. Nem sempre a obrigação é acatada pelos ditos, o que devia ser sancionado já que é obrigatória a declaração.
Não é muito divulgado mas, esta declaração não é acompanhada de qualquer comprovante, bastando portanto a palavra do signatário, tornando portanto o acto fácil e expedito. Desconheço também que alguma vez tenha sido verificada a veracidade de alguma declaração, ou que tenha sido efectivada por órgão competente a verificação de possível enriquecimento fraudulento.
Não vejo razão, neste caso em concreto, para não ser notícia o rendimento do governador do BP, bem como o montante dos seus investimentos. O cargo acarreta um alto vencimento mas também responsabilidades e tanto quanto se sabe o seu titular aceitou o lugar, por vontade própria e consciente da situação.
Um pequeno comentário, lateral ao assunto mas verdadeiro, o senhor governador é o mesmo que repetidas vezes falou da necessidade da moderação dos vencimentos dos portugueses. Ainda bem que é tão moderado, olha se não fosse!

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Debaixo de olho

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Renoir

segunda-feira, março 05, 2007

O LIXO

A sociedade de consumo produz cada vez mais lixo e a reciclagem ainda não atinge níveis aceitáveis. O problema é conhecido e conhecidas são também algumas condicionantes que nos conduzem a tão fracos resultados.
Quando se ouve falar na eventualidade de taxar o lixo ao kilo, o cidadão consciente começa a pensar se a solução é aceitável. Quem separa o seu lixo e o deposita nas ilhas ou ecopontos está farto de ver lixo, sacos e outra tralha espalhados ao seu redor, atirados por vizinhos e passantes geralmente na calada da noite. Invariavelmente os contentores estão sujos, o cheiro é pestilento e a recolha é muitas vezes realizada já durante o dia. Que importa, as autarquias e o governo estão mais preocupados em arrecadar dinheiro, como se nós já não déssemos a nossa contribuição.
Quem recicla, e há muitos, contribui para a reutilização de materiais o que tem impacto económico. Sabemos todos que parte do que separamos nem sequer é reaproveitado por falta de capacidade industrial, como é o caso de papel, cartão e vidro que acabam ingloriamente em aterros, mas isso não preocupa quem nos governa, mais uma taxa é que interessa.
A poluição de quem é desleixado fica impune, seja nos passeios da cidades ou vilas, seja nos rios e ribeiras deste país, dando razão à frase conhecida “há mais de trinta anos que continuamos a ser governados por porcos".
As Ribeiras dos Milagres e as lixeiras continuam, o milagre proposto é mais uma taxa!


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Foto


O porco preto



O mar

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Por quanto tempo mais?

domingo, março 04, 2007

EM EXPOSIÇÃO NO PORTO


Meninos Gordos: contar uma história através da faiança
O Museu Nacional de Soares dos Reis
inaugurou a exposição “Meninos Gordos: contar uma história através da faiança”…
Esta exposição resultou de uma parceria entre o Instituto Português de Museus e as autarquias de Barcelos e Esposende, onde já foi apresentada – Museu de Alberto Sampaio, Museu de Olaria e Museu d’Arte.




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sábado, março 03, 2007

FREQUENTE OS MUSEUS

Políptico do Convento de Clarissas de Wroclaw, 1350-1360


O Brilho das Imagens. Pintura e Escultura Medieval do Museu Nacional de Varsóvia

Reunindo grandes retábulos de altar, pinturas, relevos e esculturas polícromas em madeira ou preciosas peças devocionais, esta exposição apresenta um fascinante e significativo conjunto de obras pertencentes à colecção de arte medieval do Museu Nacional de Varsóvia. A selecção de peças é bem demonstrativa da evolução das principais expressões criativas e das declinações formais da Arte Gótica num vasto espaço territorial centro-europeu, surpreendendo não só pela escala e magnificência visual de muitas das pinturas e esculturas que integram este percurso expositivo, como também pela complexidade dos seus referentes plásticos face a modelos e centros polarizadores (Itália e Flandres) da arte ocidental europeia durante a Baixa Idade Média.Não perca esta exposição internacional no Museu Nacional de Arte Antiga, a partir do dia 1 de Março.
http://www.ipmuseus.pt/pt/noticias/H28386/TA.aspx

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O abuso

E nós a pensar que uma revista policial era desagradável... afinal, há quem goste!

sexta-feira, março 02, 2007

SINAIS PREOCUPANTES

Quando se ouve falar da intenção de juntar as principais forças de segurança sob um único comando, criando um cargo de secretário-geral na dependência do primeiro-ministro, com poderes para agir em circunstâncias especiais, não especificadas, eu começo a ficar preocupado.
Não duvido da bondade da medida no campo da redução das despesas, mas fico a matutar no exemplo do passado em que existia um Ministério do Interior que tinha também este tipo de poderes e os usou como usou.
O ministro António Costa, mais novo do que eu, pode não gostar da dependência das polícias por mais do que uma tutela, mas está a potenciar a possibilidade da criação duma polícia do Estado, ao invés de polícias de segurança pública com graus de actuação diversa.
Argumentar-se com “circunstâncias especiais” para centralizar tudo num comando único não faz sentido, pois está bem definido na legislação actual, que nessas ocasiões já há órgãos que podem chamar a si a responsabilidade no comando operacional. Ou será que se estão a prever situações ainda não previstas na Lei, para se criar esta nova entidade? Se é isso, clarifique-se então quais são as circunstâncias especiais de que fala o governo.

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Fotos

quinta-feira, março 01, 2007

SEGREDOS PREJUDICIAIS

A admissão por parte do secretário de Estado da Administração Pública de que os números dos postos de trabalho dos serviços necessários para o funcionamento dos serviços, no âmbito do novo quadro orgânico, já foram entregues bem como a lista de actividades e procedimentos que devem ser assegurados pelos serviços, foi feita ontem. Esclareceu também que, ainda não há um número concreto de supranumerários, mas que vão ser conhecidos progressivamente após as discussões com os sindicatos sobre as matérias da natureza dos vínculos, carreiras e remunerações.
Esta metodologia é uma trapalhada pegada, começando desde logo pelo facto de ainda não serem conhecidas as leis orgânicas das micro estruturas, uma condicionante de peso para a definição conjunta da acção dos serviços. Junte-se a isto o secretismo com que foram elaborados os projectos dos quadros do pessoal, muitas vezes por dirigentes que estão de saída e que desconhecem totalmente as futuras estruturas onde os serviços irão ser integrados.
Os ministros que desde ontem têm em mãos este “trabalho preparatório”, as listas fornecidas pelos serviços, vão analisar caso a caso ou o em termos globais estes números? É que pressionados para a redução de pessoal, arriscam-se a deixar serviços actualmente com falta de recursos humanos, completamente inoperacionais.
Uma outra questão, não menos relevante, é o facto de se ir tratar das carreiras após terem sido elaborados os estudos dos quadros do pessoal. Será que depois não se vão verificar disfunções entre as necessidades e as funções?
O segredo na elaboração das listas pelos serviços, em nada contribuem para os esclarecimentos e a falta de diálogo e participação no processo não é um bom sinal para o bom funcionamento da máquina do Estado. A motivação dos trabalhadores é, neste momento, directamente proporcional à participação neste “trabalho preparatório”.

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Fotos floridas



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quarta-feira, fevereiro 28, 2007

O QUE NÃO SE DIVULGOU


Todos os órgãos de comunicação social fizeram eco da manifestação de apoio do Ecofin à política de disciplina orçamental de Teixeira dos Santos, apesar de algumas advertências.
As declarações optimistas do ministro também foram largamente divulgadas, sendo que nas televisões as perguntas foram sempre as mesmas não criando qualquer embaraço ao ministro que deu o aspecto de estar cansado.
Quase todos passaram ao lado dum facto, que só vi aflorado no DN de 27/02, que Portugal se encontra com níveis elevados de pobreza e condições difíceis no mercado laboral. Para estas constatações e evidências, Teixeira dos Santos adoptou uma atitude de rejeição dizendo que estes problemas não foram causados pelo esforço no controlo do défice.
É difícil aceitar isto que o ministro ensaiou, pelo que tentou uma ligeira correcção acrescentando que a execução orçamental teve alguma influência, mas que o sector privado teve muito mais influência para estes indicadores.
Corrija-se o senhor ministro. O exemplo da contenção salarial partiu do Estado que, dizia-se então, estava a lançar um sinal aos privados.
O (mau) exemplo foi dado pelo ministro das Finanças e os patrões agradeceram, portanto não venha agora o governante lavar as mãos, como Pilatos atirando para os lados a sua responsabilidade no assunto.
Hoje há trabalhadores, infelizmente bastantes, que são pobres e muitos outros que estão no limiar da pobreza. Não se esconda a verdade.


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S116-E-07106 (19 Dec. 2006) --- Backdropped by the blackness of space and Earth's horizon, the International Space Station moves away from Space Shuttle Discovery. Earlier the STS-116 and Expedition 14 crews concluded eight days of cooperative work onboard the shuttle and station. Undocking of the two spacecraft occurred at 4:10 p.m. (CST) on Dec. 19, 2006. Astronaut William A. (Bill) Oefelein, STS-116 pilot, was at the controls for the fly-around, which gave Discovery's crew a look at its handiwork, a new P5 spacer truss segment and a fully retracted P6 solar array wing. During their stay on orbital outpost, the combined crew installed the newest piece of the station's backbone and completely rewired the power grid over the course of four spacewalks.

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terça-feira, fevereiro 27, 2007

56,5M€ PARA PROMOÇÃO DO TURISMO

Foi anunciada a maior campanha de sempre, no exterior, do turismo português.
O anúncio diz que a promoção “reflecte uma grande aposta na imagem do turismo, sector com grande importância estratégica” no conjunto da economia nacional.
Os objectivos são ambiciosos pois um aumento anual de 5,8% no número de turistas é obra.
A variedade de produtos a promover é grande e, entre eles encontramos o turismo cultural e paisagístico o que nos agrada particularmente. Há apenas um pequeno (?) problema para o qual não temos visto qualquer resposta ou simples promessa. Falo na conservação do Património e no apetrechamento dos quadros do pessoal dos Museus, Palácios e Monumentos.
Milhares de milhões de euros, foi o que anunciaram para a promoção, podem ser inúteis, se no campo do turismo cultural tivermos para oferecer museus e monumentos que fecham inesperadamente no período de almoço por falta de pessoal, ou se tivermos para mostrar Património pouco cuidado ou com sinais de degradação evidente.
Esperemos que este esforço feito com os nossos dinheiros, dos contribuintes especialmente, seja acompanhado por políticas de defesa do Património coerentes e eficazes.

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MUSEU DO CHIADO EXPÕE COLUMBANO
O Museu do Chiado, em Lisboa apresenta uma exposição intitulada “Columbano Bordalo Pinheiro 1874-1900″. A exposição, que estará patente até Maio, assinala os 150 anos do nascimento do pintor, apresentando 90 obras, entre pintura e desenho, onde predominam o retrato e a composição de cenas quotidianas da burguesia portuguesa.
Auto-retrato sem data, óleo sobre tela 92 x 69 cm Museu do Chiado Lisboa, Portugal

Grupo do Leão 1885, óleo sobre tela 200 x 380 cm Museu do Chiado Lisboa, Portugal

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segunda-feira, fevereiro 26, 2007

VALE A PENA

Exposição Jacopo Tintoretto em Madrid
O Museu Nacional do Prado organiza a exposição “Jacopo Tintoretto (1518-1594)”, a única monográfica desde a realizada em Veneza em 1937, e a primeira antológica dedicada a Tintoretto em Espanha.Data de início/Data de fim: 30/01/07 - 13/05/07
Lugar : Museu do Prado

Christ at the Sea of Galilee c. 1575-80; Oil on canvas, 117 x 168.5 cm; National Gallery of Art, Washington


St. George and the dragon c. 1555-58; Oil on canvas, 157.5 x 100.3 cm; National Gallery, London


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Dana Summers, Orlando, FL, The Orlando Sentinel