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terça-feira, setembro 04, 2018

O AUMENTO DAS DESIGUALDADES

Continuo a achar estranho que os sindicatos, de todas as tendências, continuem a insistir em aumentos salariais baseados em percentagens, num país onde as desigualdades são gritantes e escandalosas.

Sei que não é popular insistir nesta ideia, mas será que os defensores da classe trabalhadora, e os partidos políticos deste país, que enchem a boca com o tema das desigualdades, nada tenham a dizer sobre os aumentos baseados em percentagens?


quarta-feira, novembro 20, 2013

LÓGICA NA CULTURA



Eu não sei se é defeito dos governantes ou dos governados mas o que é certo é que as explicações dos primeiros nunca conseguem convencer os segundos.

Barreto Xavier, o actual secretário de Estado da Cultura, quando questionado sobre algumas contratações da sua autoria, respondeu:”por favor deixem-me gerir os meus recursos humanos”. As nomeações sobre as quais foi questionado foram a de um jovem assessor de comunicação, sem currículo relevante, e de três motoristas que tem à sua disposição.

As explicações ficaram-se pela empatia que terá com o assessor escolhido, com a necessidade absoluta de mais um motorista devido a ter múltiplas direcções gerais na sua dependência e pelo fato de todos eles trabalharem sete dias por semana e sem horários, subentendendo-se que o SEC também o faz.

Curiosamente ficou a saber-se que 80% do corte de 11 milhões que a secretaria de Estado da Cultura vai efectuar no próximo ano vai ser feito através da diminuição de salários, rescisões amigáveis e do bloqueamento de entradas no quadro de pessoal.

Cruzando as duas notícias temos que os argumentos de Barreto Xavier para as ditas contratações são pífios, tendo em conta os cortes a efectuar. Quanto ao julgamento que os portugueses farão da sua actuação, senhor secretário de Estado, não vai ser favorável, pode apostar.  

quinta-feira, outubro 18, 2012

HIPOCRISIA NA POLÍTICA



Embora a notícia de que o CDS vai aprovar o Orçamento de Estado para o próximo ano não seja surpreendente, a verdade é que os argumentos utilizados não convencem ninguém.

Recorde-se que este partido jurou a pés juntos que não aprovava um agravamento de impostos, e o OE representa um brutal aumento de impostos, pelo que o argumento de emergência nacional não colhe.

A política nacional tem sido fértil na falta de coerência por parte da maioria dos seus intervenientes, que não hesitam em dizer uma coisa e fazer outra como se a palavra dada aos eleitores não tivesse qualquer valor. Não existe qualquer legitimidade democrática em executivos sem palavra.



terça-feira, abril 13, 2010

UM TACHO DE CIMENTO

Os ventos liberais que sopram dentro do PS de Sócrates, e agora também no PSD com esta nova gerência, não descansam nenhum português preocupado com mercados justos e preocupações sociais.

O “S” que ambos partidos usam nas suas siglas é um mero apêndice enganador, que serve apenas para iludir distraídos ou pouco atentos cidadãos. As preocupações sociais são incompatíveis com um liberalismo selvagem, por falta de verdadeira regulação dum Estado descomprometido com quaisquer interesses económicos.

A imagem que estes dois partidos projectam é a de quererem posicionar pessoas das suas hostes em lugares de decisão em empresas chave, para obterem por interpostos indivíduos, cobertura para alcançar objectivos precisos, que não são coincidentes com o interesse público.

Até hoje ainda não se tornou claro se os dois altos quadros da PT que são suspeitos no caso da TVI foram nomeados por indicação do governo, ou não, o que é completamente aberrante, e ainda assim assiste-se ao espectáculo ridículo da guerra de nomes para a administração da Cimpor, onde figuraram ex-políticos, que parece ter terminado com a escolha de um deles, que por acaso, esteve numa pasta ligada ao negócio que a empresa desenvolve.

Será que é necessário alterar a Constituição para obviar a esta promiscuidade entre a política e os negócios, ou será que basta respeitar as incompatibilidades óbvias? É que com este espectáculo ficamos todos com a impressão que a política deixou de ser uma actividade nobre, em que o interesse público está acima de tudo, para se tornar numa profissão onde os interesses pessoais e os do partido estão em 1º lugar.



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Fotografia da Boda
A dog wedding by FullFrame.no

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Caricaturas e Cinema
Jim Carrey by Sebastian Kruger

Brad Pitt By David Pablo Pugliese

terça-feira, maio 05, 2009

OS MUTANTES DA POLÍTICA

Mudar de opinião não é em si mesmo mau ou condenável, mas em política, e devido aos princípios que se defendem, pode ser um pouco complicado. Nada tenho contra quem muda de ideias, mas já contra quem “ se adapta” mandando às urtigas os princípios, tenho as mais sérias reservas, na melhor das hipóteses.

Por vezes ouço algumas pessoas mais novas, ou pelo menos mais crédulas a falar da morte das ideologias e na ascensão do pragmatismo. Será que é mesmo assim, ou estaremos perante “o tal poder de adaptação” que os políticos actuais parecem privilegiar?

Quem sou eu para julgar quem quer que seja, mas fico espantado com a facilidade com que alguns senhores e senhoras mudam de cores, sempre com a mesma convicção nas palavras que lhes ouvimos. Não sei se há muitos que acreditem neles, mas politicamente lá vão eles singrando na vida.

Curiosamente, e porque comecei a escrever pensando em Vital Moreira, acabei por desviar a minha atenção de tão cinzento personagem para reparar que Mário Soares que enquanto governante se bateu por diminuir a influência do papel do Estado na economia, vem agora exigir e defender o contrário. Sei que Soares tem 7 fôlegos (políticos), mas não tenho memória curta para ter esquecido o socialismo metido na gaveta, nem outras coisas que o vi defender no passado.

É o respeito que me faz não caracterizar melhor as cambalhotas, mas continuarei a defender princípios e não partidos, porque a sua lógica tem destas coisas, o que não me agrada nada.



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Fotos -Azulejos do Barroco
By Palaciano

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Humor e Farturas