Mudar de opinião não é em si mesmo mau ou condenável, mas em política, e devido aos princípios que se defendem, pode ser um pouco complicado. Nada tenho contra quem muda de ideias, mas já contra quem “ se adapta” mandando às urtigas os princípios, tenho as mais sérias reservas, na melhor das hipóteses.
Por vezes ouço algumas pessoas mais novas, ou pelo menos mais crédulas a falar da morte das ideologias e na ascensão do pragmatismo. Será que é mesmo assim, ou estaremos perante “o tal poder de adaptação” que os políticos actuais parecem privilegiar?
Quem sou eu para julgar quem quer que seja, mas fico espantado com a facilidade com que alguns senhores e senhoras mudam de cores, sempre com a mesma convicção nas palavras que lhes ouvimos. Não sei se há muitos que acreditem neles, mas politicamente lá vão eles singrando na vida.
Curiosamente, e porque comecei a escrever pensando
É o respeito que me faz não caracterizar melhor as cambalhotas, mas continuarei a defender princípios e não partidos, porque a sua lógica tem destas coisas, o que não me agrada nada.


