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quarta-feira, fevereiro 20, 2019

A IMAGEM DO NOSSO TURISMO


Nesta terça-feira andei por Sintra, e pude constatar que a zona da estação ferroviária continua a apresentar um espectáculo deprimente de verdadeiro “ataque ao turista” por parte de pessoas que querem vender serviços como o de aluguer de bicicletas, de carros eléctricos, de visitas guiadas, de viagens de tuk tuk, de alojamento local, ou até de restaurantes.

Com cartazes na mão ou com abordagens mais ou menos agressivas, dezenas de pessoas incomodam os turistas que descem dos comboios naquela linda Vila de Sintra. A primeira imagem de Sintra que fica na memória de quem lá chega de comboio não é a melhor. O pior é que este assédio não se resume à zona da estação, pois na ona histórica também existe e não passa despercebida, começando logo junto à paragem dos autocarros turísticos.

As verbas recolhidas pela actividade turística baixaram em relação ao PIB, e não se percebe bem porquê, mesmo que o rendimento por quarto continue a subir, e ninguém se questiona. Será que estamos perante a economia paralela, ou apenas com a fuga aos impostos? A actividade desregulada suscita todas as dúvidas, mas as autoridades continuam a não actuar…



sexta-feira, dezembro 29, 2017

MERCADO LIVRE OU REGULADO?



O episódio triste dos aumentos previstos na EDP Comercial, que se seguiram ao anúncio governamental da baixa de preços da energia no mercado regulado, volta a trazer à baila o assunto da regulação, que para muitos é necessária, mas para alguns é desnecessária e indesejada.

Recordemos os argumentos apresentados pela EDP, que foram o preço do carvão, dos outros combustíveis, e a baixa pluviosidade que fez baixar a produção hidroeléctrica.

Esta empresa sofre de amnésia, muito conveniente, diga-se, e não refere que nos outros anos em que choveu bastante, em que os combustíveis fósseis atingiram valores mínimos no mercado internacional, e que não se traduziram em reduções de preços ao consumidor, o que seria normal para uma empresa séria.

Infelizmente não são apenas problemas como este que nos fazem recuar no tempo, e lembrar que muitos políticos e economistas há alguns anos falavam da virtualidade das privatizações, que infelizmente aconteceram. Todas as empresas públicas que davam lucro, (EDP, ANA, GALP, PT, CTT, etc.) foram vendidas a pataco, e agora continuam a dar lucro mas quase que só a interesses estrangeiros.

Aqueles políticos e economistas que participaram nas privatizações onde estão? Será que alguns não passaram uns tempos depois para os quadros das novas empresas, como gestores, altos quadros ou mesmo administradores das mesmas?

Quem é que me demonstra que os portugueses e o país ganharam com as tais privatizações? E quem é que ainda pretende convencer-me de que o mercado liberalizado é bom e justo, e que se regula a si próprio por causa da concorrência?   


segunda-feira, dezembro 26, 2011

A REPÚBLICA DE BANANAS

Uma das funções que todos esperam seja cumprida pelo Estado é a da regulação dos diversos sectores da economia, não apenas para assegurar uma concorrência leal entre empresas, mas sobretudo para assegurar que os serviços são prestados a preços justos, satisfazendo a procura dos cidadãos.

Nos nossos tempos até assistimos à criação de entidades reguladoras dos diversos sectores, muitas vezes funcionando independentemente da própria administração central, ainda que por vezes com competências dentro do meio consultivo.

Seja como for, e independentemente dos órgãos reguladores e fiscalizadores, a anarquia é uma realidade, demonstrando-se assim que o Estado não é capaz, ou não deseja fiscalizar e/ou regular algumas actividades económicas, abdicando das suas obrigações e competências.

O sector dos transportes é bem elucidativo da falta de autoridade e de respeito que existe para com as entidades reguladoras, ou seja o Estado, já que as empresas já anunciaram aumentos de preços dos transportes para vigorarem a partir de 1 de Janeiro, quando o governo ainda não definiu qual é o valor da subida.

O ministério da Economia está em absoluta letargia e finge que não tomou conhecimento dos anúncios tornados públicos pelas empresas transportadoras, para não ter que tomar as medidas que se impõem. Afinal onde é que pára o Álvaro?

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As Flores do Jardim

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Retrato Actualizado
Passos Coelho
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