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sábado, agosto 08, 2015

AUMENTO FANTÁSTICO DAS RECEITAS



Acabei de ler uma notícia veiculada pelo site do DN, em que vem escrito que os «monumentos, museus e palácios rendem quase um milhão por mês e a “culpa” é dos turistas». A notícia diz respeito apenas aos espaços dependentes da Direcção-Geral do Património Cultural (DGPC), e são referentes ao primeiro trimestre de 2015.

O aumento do turismo, e dos preços dos bilhetes, podem explicar parte do aumento das receitas, mas um aumento na ordem dos 60% é realmente fantástico, porque contas feitas aos  tais aumentos não justificam tudo isso.

É óbvio que ninguém pode ficar indiferente à notícia em causa, mas tanta fartura numa ocasião em que se fala da possível “entrega” dos equipamentos culturais do eixo Belém/Ajuda à exploração “integrada”, “fugindo” assim à tutela da DGPC, dá que pensar, lá isso dá…



domingo, junho 10, 2012

A CLAREZA DOS IRLANDESES

Nestas coisas de resgates económicos na velha Europa temos assistido a um movimento em passo de caracol, com uns quantos armados em castigadores, e outros a fingirem que são bons alunos, ainda que na realidade não vão além de capachos. 

A política económica europeia tinha tudo para dar errado, pois pretendia impor condições iguais a realidades diferentes, sem nunca cuidar de tentar nivelar as condições de vida e a economia dos diferentes países. 

Agora que as economias mais fracas e mais expostas à concorrência de fora da União Europeia, começaram a mostrar as suas debilidades, as medidas exigidas pelos parceiros mais abastados foi a do aumento de impostos e diminuição de salários, com a consequente recessão e subida do desemprego. 

Depois da “queda” dos pequenos a ameaça chegou à Espanha e ronda a Itália. Para a Espanha já se desenha uma “ajuda suave” sem aumento da austeridade, ao contrário do que foi até agora exigido aos mais pequenos. 

A Irlanda já veio exigir igualdade de tratamento, e muito bem. A Grécia colocou sobre a mesa a renegociação do resgate caso a esquerda ganhe as eleições, como pode vir a acontecer. 

E em Portugal? Onde param os defensores da teoria dos “bons alunos” agora que as condições estão a mudar e são necessárias posições firmes e concordantes com as da Irlanda e da Grécia? Será que não há coragem para bater o pé à senhora Merkel, que cada vez está mais sozinha nesta matéria?

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Humor à Irlandesa
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Foto em Tons de Azul

segunda-feira, março 12, 2012

E NÃO APRENDE...

Passos Coelho visitou nos últimos dias dois países do norte da Europa, a Finlândia e a Suécia, que têm modelos completamente opostos ao que Passos Coelho defende para Portugal.

O Estado nestes dois países tem uma dimensão superior à que Portugal tem, e não me consta que tencionem diminuir a sua dimensão. Por coincidência, ou talvez não, o 1º ministro não procurou saber, nem levou uma comitiva para se inteirar, como é que se pode gerir empresas do Estado com sucesso, gerindo bem e proporcionando um verdadeiro Estado social que garante a protecção dos seus cidadãos em situações de necessidade, com dignidade.

Passos Coelho não quer aprender com os que têm um modelo que é exemplar, e que está implantado nestes dois países que têm das melhores qualidades de vida, e vai lá apenas para debitar uma ideia em que ninguém acredita, exceptuando talvez o próprio: “que Portugal regressará aos mercados em Setembro de 2013”.

Perder uma oportunidade de ouro para aprender como gerir a coisa pública de uma forma eficiente, foi lamentável porque as oportunidades são para se aproveitar e Passos Coelho é 1º ministro, e ir para lá dizer o que não se pode cumprir, pode vir a ser fatal em breve.


segunda-feira, outubro 10, 2011

A PERSPECTIVA DAS COISAS

Num país onde as boas exposições temporárias são cada vez mais escassas, é com muita expectativa que se aguarda a exposição que a Fundação Calouste Gulbenkian se prepara para oferecer proximamente, cujo tema é a natureza-morta na Europa.

Já tinha havido uma outra exposição sobre este mesmo tema mas agora, esta segunda parte, será dedicada à modernidade do século XIX e às alterações fundamentais ocorridas na primeira metade do século XX.

Poderão ser vista obras de grandes mestres como, Cézanne, Monet e Matisse, o que é um privilégio atendendo à oferta paupérrima que os museus nacionais têm tido nos últimos anos, o que nos coloca cada vez mais longe do circuito internacional das grandes exposições.

Outra agradável surpresa é que o preço das entradas é de apenas 5 euros, ou 6 euros com direito a audioguia, o que é também uma pechincha, tendo em conta os preços dos outros museus.

Saiba mais AQUI



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Humor Artístico
Natureza Morta

Apreciador