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sexta-feira, novembro 02, 2012

A FALTA DE LEGITIMIDADE



O Orçamento de Estado para 2013 já foi chumbado pelos portugueses, mesmo antes da sua aprovação final. O aumento da austeridade e os aumentos de impostos, que não faziam parte das promessas eleitorais do 1º ministro, já mereceram o repúdio, mesmo daqueles que acreditaram em Passos Coelho.

A perda de legitimidade do governo é evidente, mas o executivo ainda teima em aplicar tudo o que disse nunca fazer.

Agora, e porque a confiança dos portugueses no governo não existe, este recorre aos técnicos do FMI para efectuar mais cortes nas funções sociais do Estado. Quando implementar os ditos cortes irá escudar-se na exigência da troika, como aliás tem sido norma.

O povo começa a colocar, muito legitimamente em causa as suas contribuições e impostos, pois já se torna evidente que aos aumentos de impostos não correspondem serviços e direitos que os justifiquem, bem pelo contrário. Aumentos de impostos e diminuição de prestações sociais não é uma opção para ninguém!


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Humor by Quino
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Toto - Última Rosa

sexta-feira, outubro 28, 2011

SUSPENSÃO OU CONFISCO?

A medida de congelar por dois anos os subsídios de férias e de Natal, a funcionários públicos e pensionistas, que tinha começado por ser temporária e limitada aos anos de 2012 e 2013, começa a revelar-se perigosa e capaz de vir a unir todos os portugueses contra o governo.

Pouco depois de anunciada foi inevitável ouvir da parte de alguns patrões do sector privado, que a medida também teria que ser aplicada também aos trabalhadores do sector privado, evitando-se assim recorrer a despedimentos. Não é surpresa nenhuma, afinal tinha sido precisamente esse, um dos argumentos usado por Passos Coelho.

Quase em simultâneo surgiu a teoria de se acabar com os dois subsídios na generalidade dos sectores, diluindo o seu valor nas doze prestações salariais. Admira-me que alguém tenha levado a sério esta hipótese, completamente contrária à justificação dada para os cortes, mas acredito que haja muita gente ingénua.

Não acredito que Passos Coelho, Miguel Relvas e Vítor Gaspar sejam ingénuos, nem acredito na sua palavra, já que não é a primeira vez que começam por dizer uma coisa e acabam por fazer outra bem diferente. Estas medidas não vão ser temporárias, pelo menos limitadas aos anos de 2012 e 2013, nem a situação vai ser normalizada em 2014, com a existência dos dois subsídios ou com a sua diluição nos salários dos 12 meses.

Por estas razões, entre outras, acho que este governo já não tem a legitimidade política que lhe advinha do resultado das eleições, já que mentiu deliberadamente (como o faz agora) nas suas promessas feitas ao eleitorado, antes e depois de ser governo. Não se pode invocar a legitimidade com base em mentiras e omissões, pelo menos num Estado de direito.

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Vídeo - Legítimo

sexta-feira, abril 01, 2011

FALTA DE LEGITIMIDADE

Ouvir o senhor ministro das Finanças dizer, ainda sem ter sido demitido o Parlamento, que “o governo não está em condições para solicitar ajuda externa” e que “o governo não tem legitimidade para negociar seja o que for”, é no mínimo caricato.

Teixeira dos Santos fez estas afirmações no dia em que o INE apresentou uma revisão dos dados do défice público do ano de 2010 que afinal é de 8,6 % e não de 6,8 % como o governo tinha afirmado cá dentro e lá fora.

A credibilidade deste governo era nula mesmo antes do chumbo do PEC e do pedido de demissão de José Sócrates. Os números das execuções orçamentais, mesmo os mais optimistas que o executivo ia anunciando, nunca tiveram qualquer efeito positivo nos mercados pelo menos nos últimos anos. Afinal acabavam sempre por ser corrigidos, para pior.

O que é mais surpreendente em tudo isto é que o PS tenha reeleito José Sócrates, e que ele seja mais uma vez o candidato do partido ao lugar de 1º ministro, quando se sabe que ele está “queimado” no que respeita aos mercados, e que ele será sempre um obstáculo a possíveis consensos que tenham que vir a ser feitos no quadro parlamentar para solucionar problemas económicos do país.

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Humor - Castigo do Pinóquio


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Foto - Amarelo
By Palaciano

By Palaciano

segunda-feira, novembro 09, 2009

A PROPÓSITO DE LEGITIMIDADES

A propósito das prioridades de agendamento e de discussão de temas nesta nova legislatura foi curioso ouvir da boca de vários políticos, que a Assembleia da República tinha toda a legitimidade para decidir sobre o casamento de pessoas do mesmo sexo, sem o recurso a nenhum referendo, exactamente porque o partido do governo, e não só, tinham o assunto incluído nas suas prioridades expressas nos programas eleitorais.

Não pretendo hoje discutir o tema, mas sim a argumentação utilizada na prioridade dada à sua discussão apesar da conjuntura actual.

A Assembleia da República é composta por eleitos e sempre julguei que era daí que lhe advinha a legitimidade, mas com os políticos e partidos que temos nunca se sabe. Lembrar-se-ão alguns de que estava nos programas da totalidade dos partidos representados no Parlamento na última legislatura, a intenção de realizar um referendo a propósito do Tratado de Lisboa, e depois foi o que se viu.

O esquecimento que afecta demasiado os políticos é também uma das razões que dita a sua falta de credibilidade, e apelar à legitimidade, como foi feito agora, pode avivar as memórias dos portugueses e causar ainda maior descrédito numa classe que já não está no seu lugar por convicção mas por outras razões bem diversas.

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Foto - Cinza e Vermelho
by elektrum

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Humor Variado
Habib Pashazadeh

Hamed Nabaha

Julian Pena-Pai