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domingo, fevereiro 02, 2020

O REAL EDIFICIO DE MAFRA E A MÚSICA


Quando um dos carrilhões de Mafra voltou a tocar, depois de 20 anos de silêncio, a festa era inevitável e o público mostrou que não é indiferente a problemáticas ligadas ao Património, acorrendo em massa para ouvir o primeiro concerto depois do restauro dos carrilhões.

Este restauro no valor de 1,7 milhões de euros devolveu à sua função o carrilhão da torre sul, e em conjunto com as obras de restauro/manutenção dos seis órgãos da Basílica, fazem com que os intentos de D. João V (carrilhões) e D. João VI (órgãos da Basílica) estejam a ser respeitados e à disposição/usufruto de todos.

Algumas palavras da senhora ministra da Cultura, quando afirmou que o investimento “insere-se num projecto que, através da música, procura ampliar e potenciar novos diálogos com o património cultural edificado” tornando-o visitável, podem ter tido origem na intenção de finalmente colocar em Mafra o Museu da Música.



quarta-feira, junho 20, 2018

OS CARRILHÕES DE MAFRA


Começaram ontem as obras de reabilitação dos carrilhões do Palácio Nacional de Mafra, ainda com pouca visibilidade mas perceptível para quem circula nas imediações, pois já se assiste à descarga de andaimes e outro material necessário para a empreitada.

Penso que os trabalhos sejam bastante complexos e que, por medida de segurança, o palácio (ou parte dele) tenha que ser encerrado durante alguns momentos em que as operações sejam mais delicadas. Vamos ver como decorrem os trabalhos e esperar por notícias mais concretas sobre o assunto.

Esperamos que outras obras se sigam a curto prazo como sejam a da recuperação dos órgãos da Basílica, que parece terem sido assumidas pela Câmara de Mafra, do elevador, da nova sinalética e das novas tabelas das salas, que serão da responsabilidade da DGPC, bem como o acesso à Basílica a pessoas de mobilidade reduzida, que já devia ter sido implementada com recurso a programas comunitários. Os áudio-guias até são fáceis de conseguir em parceria com privados que os alugam, assim haja conteúdos para serem usados, e não falo de aplicações para telemóveis e tablets, que com a colaboração de fornecedores de redes móveis e internet também seriam uma mais-valia para a divulgação desta pérola do nosso Património.

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sexta-feira, março 09, 2018

AFIRMAÇÕES CONTRADITÓRIAS

A situação lastimável em que se encontra o Palácio de Mafra, cuja conservação deixa muito a desejar, está muito confusa, tanto no que se refere às responsabilidades por tardar uma intervenção absolutamente prioritária, como também no que respeita às informações sobre a segurança de quem visita o monumento ou simplesmente vai aos serviços religiosos que decorrem na sua Basílica.

Enquanto da parte da Cultura se diz que está à espera da autorização do Tribunal de Contas, este diz que aguarda há dois meses por dados da Cultura. Claro que o problema já está diagnosticado desde 2004, mas o jogo do empurra faz parte destas coisas.

No que concerne à segurança do edifício e das pessoas as informações são também muito confusas, por um lado o presidente da Câmara de Mafra diz que existe o risco da queda de sinos, e da Cultura já vimos isso admitido e negado. Segundo o Jornal de Mafra a DGPC terá afirmado que “Durante o período de Inverno a Direcção do Monumento faz inspecções diárias às coberturas, torres, torreões e zimbório”, e que “… não se detecta, na presente data (ontem), um agravamento do estado de conservação das torres, dos sinos e respectivas estruturas de suporte, não havendo por isso risco de derrocada”.

Não fiquei muito esclarecido, embora quanto ao caso do atraso na recuperação dos carrilhões seja evidente que a Cultura não tem suficiente peso político para obviar a burocracia. No caso das garantias de segurança, não creio que a direcção do Monumento esteja tecnicamente habilitada para dar qualquer garantia, que cabe naturalmente a outras entidades, que já deviam ter sido chamadas, porque estamos a falar dum edifício aberto ao público e aos crentes.


Enquanto as obras não estiverem prontas, resta-nos esperar que tudo corra pelo melhor, e que o céu não nos caia em cima da cabeça.


quarta-feira, março 07, 2018

AFINAL SEMPRE HÁ PERIGO EM MAFRA

Na passada quinta-feira falei aqui da colocação de grades de protecção colocadas na zona fronteira ao Palácio de Mafra, mesmo à frente das duas torres sineiras, onde se encontram os dois monumentais carrilhões encomendados pelo rei D. João V, e que são um dos motivos de atracção deste monumento.

Na altura recebi algumas mensagens privadas dizendo que o título que usei “Perigo de derrocada?”, era alarmista e que era apenas uma medida preventiva devido à possível queda de elementos estruturais, dando como exemplo vidros ou pequenos pedaços de madeira ou pedra soltos.

Hoje ouvi da boca do Presidente da Câmara de Mafra, Hélder Silva, durante o Telejornal da noite do canal 1 da RTP, que há o risco de queda dos sinos, e que esse foi o motivo da criação desta zona de segurança.

A situação precária dura há 14 anos e as estruturas metálicas que sustentam os sinos já apresentam sinais de desgaste. A obra já está aprovada, e ao que parece só falta a aprovação do Tribunal de Contas para se iniciar.


A questão que se coloca a muita gente é se, na eventualidade de queda dos sinos, estes tenham que cair no perímetro vedado, ou se devido ao seu enorme peso possam cair na vertical e assim possam fazer ruir a, ou as torres onde se encontram. Na realidade é estranho que o monumento continue a estar aberto ao público nestas condições, e com este risco agora admitido.


quinta-feira, março 01, 2018

PERIGO DE DERROCADA?

Quem hoje passasse diante do Convento de Mafra podia deparar-se com baias de protecção e fitas, que formando dois triângulos bem ao lado da entrada da Basílica, vedavam esses espaços à circulação pedonal.

É evidente que foram muitas as pessoas que estranharam este dispositivo e colocaram questões aos funcionários do palácio, que estava aberto às visitas como usualmente. As respostas foram invariavelmente idênticas e justificavam a medida devido a medidas de segurança porque existia um aviso laranja para a região, e assim se procurava evitar que a projecção de elementos do edifício, causados pelo vento forte esperado, pudesse atingir quem estivesse nas zonas em causa.

Quando se perguntava que elementos seriam esses, que podiam ser projectados devido ao mau tempo, o encolher de ombros era mais do que revelador, algo não deve ser dito. Depois de muito pensar a ideia da queda dos sinos pareceu-me pouco provável, porque seria um absurdo demarcar aquela zona frontal ao palácio e continuar a manter aberto o mesmo às visitas.


O mistério continua sem resposta, e o temporal esperado para a parte da tarde não veio, felizmente!


sexta-feira, março 10, 2017

OS CARRILHÕES DE MAFRA

Há algum tempo falei numa rede social sobre o facto de ainda não terem sido restaurados os carrilhões do Palácio Nacional de Mafra, estando-se na altura a entrar no ano dos festejos do tricentenário deste monumento, e além de algumas críticas recebi também uma informação, não oficial, de que o restauro estava para breve, ainda durante este ano de 2017. No mesmo sentido li uma notícia no DN.

Não sei se as obras de restauro vão enfim avançar, porque o concurso para adjudicação parece que foi contestado e depois a contestação deu em nada, mas até ao último fim-de-semana, nem sinal de obras.

É bom recordar que o parecer dos peritos sobre o mau estado dos carrilhões dizia: “as principais causas da deterioração das torres e dos seus conteúdos foram a falta de serviços regulares de manutenção e o restauro inadequado a que foram sujeitas no passado, para além de um meio ambiente marítimo relativamente agressivo. A corrosão severa de partes do sistema sineiro, nomeadamente dos martelos, matracas e suportes, criou o perigo de queda.”


A preços de 2014 o arranjo estava estimado em aproximadamente 2.500.000 euros, não sei quanto poderá custar hoje, nem sei se o risco de queda dos sinos e das torres é elevado, moderado ou inexistente, mas confesso que estou preocupado, porque estamos a falar do nosso Património. 

Fotos retiradas da Internet