sábado, novembro 09, 2013

AS REACÇÕES AOS SWAP



Sabe-se que diversas empresas públicas contrataram os tão falados, e ruinosos, swap que uns preferem desconhecer, outros dizem estar convencidos (à época) de que eram razoáveis, e outros nem sequer deles querem ouvir falar.

Pois bem, os tais contratos eram altamente especulativos e acarretaram para essas empresas, o que quer dizer ao erário público, um prejuízo de muitos milhões de euros, que nós vamos pagar com impostos e cortes nas funções sociais do Estado.

É interessante constatar que já mais do que uma empresa privada se queixou em tribunal destes mesmos contratos altamente especulativos e, em sequência das decisões dos tribunais, os contratos foram considerados ilícitos e as entidades bancárias foram condenadas e os contratos foram considerados nulos.

É ainda mais curioso o facto de o Estado ainda não ter ganho nenhum processo destes, e até tenha voltado a negociar diversos contratos swap. A decisão é política mas nunca nos foi devidamente explicada, sabe-se lá porquê…



quinta-feira, novembro 07, 2013

A TENTAÇÃO DE ESTADO TOTALITÁRIO



Já se ouviram os mais diversos argumentos para se pedir uma revisão da Constituição Portuguesa, desde a sua falta de actualidade, a existência de conceitos ultrapassados, etc, mas nunca ninguém tinha ido tão longe como o actual ministro da Defesa Nacional.

Segundo Pedro Aguiar-Branco, existe em Portugal a “tentação de um Estado totalitário” provocado por um “Estado social absorvente” que cria “promiscuidades”, “clientelas” e dependências”.

Não sei se o ministro está cego com a obsessão da revisão da Constituição, mas só ele é que não vê, ou não quer ver, que já existem muitas “clientelas”, muitas “dependências” e muitas “promiscuidades”, que nada têm que ver com o Estado social, mas sim com a corrupção existente no poder. Olhando em redor podemos ver quem é que é poupado aos sacrifícios, quem prospera à custa dos dinheiros públicos, das isenções fiscais, dos benefícios fiscais e das ajudas concedidas pelos governos.

Um governante que acha que a Lei Fundamental é perigosa e que pode aliciar desejos totalitários, renega aquilo que prometeu defender, que é o Estado de direito. 
 

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Humor Cristão

terça-feira, novembro 05, 2013

GOVERNANTES E A FALTA DE CHÁ



Para não dizer que temos governantes de baixo nível ou de muito mau gosto, os portugueses adoptam o termo da falta de chá para os caracterizar.

Desta vez foi da China que chegou a acusação, dirigida a Paulo Portas que terá chegado atrasado a um encontro importante que teve lugar no consulado de Portugal em Macau, onde estavam, além de membros da comunidade portuguesa algumas entidades chinesas. Pelos vistos o vice-primeiro-ministro não levou muito a sério o protocolo, nem os costumes chineses, chegando atrasado a uma recepção, quando devia ter tido em conta a possibilidade de imprevistos, e ter antecipado a chegada para não fazer figuras destas.

Dentro da mesma bitola esteve também Nuno Crato, quando sem pudor nenhum veio defender em público que não se podia dispensar mais austeridade para 2014, usando como argumento que para pagar a dívida total do Estado, todos os portugueses teriam que “trabalhar um ano sem comer”.

Eu acho que estes governantes “deviam ir a banhos”, neste caso de chá bem forte como o de Milange, uma zona planáltica lá da minha terra. 


Antiga embalagem dum óptimo chá

domingo, novembro 03, 2013

COMO DISSE?



Este governo encheu a boca, no princípio do seu mandato, dizendo o seu programa de governo era o acordo com a troika, e depois foi ainda mais longe, dizendo que queria ir para além das exigências apresentadas pela troika.

Tenho a certeza que não sonhei, e muitos foram os portugueses que ouviram tudo isto, exceptuando talvez o vice-primeiro-ministro Paulo Portas, que veio recentemente dizer que os portugueses foram “sacrificados e humilhados neste resgate imperdoável”.

É simplesmente caricato ouvir da boca de Paulo Portas que o resgate “transformou Portugal num país internado nos cuidados intensivos”, e que o fim do ajustamento significa que se vai recuperar uma parcela da soberania nacional.

Não sei se Portas se recorda de ter assinado o tratado orçamental, e de ter defendido o programa de ajustamento tal e qual lhe foi apresentado, sem nunca ter tentado forçar alterações que o tornassem mais amigo da recuperação económica e menos penalizador dos cidadãos.

A teoria do bom aluno que tem sido a cartilha do executivo é que nos trouxe sacrifícios para ale do aceitável e do razoável, e nos humilhou enquanto povo, que não soube escolher governantes responsáveis e menos incompetentes.

sexta-feira, novembro 01, 2013

RAINHA DONA AMÉLIA



Maria Amélia Luísa Helena de Orleães nasceu a 28 de Setembro de 1865 em Twickenham, Inglaterra. D. Amélia era a filha primogénita de Luís Filipe, conde de Paris (neto do último rei de França) e de Maria Isabel de Orleães- Montpensier, infanta da Espanha, filha do duque Antonio de Montpensier.


Casou com o rei português, D. Carlos, em 1886. Vinda de França de comboio, chegou à Pampilhosa a 18 de Maio de 1886, onde terá descido com o pé esquerdo, segundo rezam os relatos. O casamento realizou-se no dia 22 de Maio na igreja de S. Domingos.


Até 1889 o casal real residiu no Palácio de Belém, onde nasceram os três rebentos: D. Luís Filipe, D. Maria e D. Manuel.


Senhora de uma educação esmerada dedicou parte da sua vida a causas humanistas, como a criação de sanatórios, lactários, cozinhas económicas e creches. Algumas das suas obras mais conhecidas são as fundações do Instituto de Socorros a Náufragos, do Instituto Câmara Pestana, da Assistência Nacional aos Tuberculosos e o Museu dos Coches Reais, que só tem rival na da antiga corte russa.


D. Amélia e D. Carlos receberam, na sua residência do Paço de Sintra, personalidades das mais importantes da época como o imperador Guilherme II da Alemanha, o rei Afonso XIII de Espanha, a rainha Alexandra de Inglaterra, e o Presidente da República Francesa Emílio Loubet.


D. Amélia gostava de pintar de desenhar, sendo bem conhecida a sua colecção de desenhos do Paço de Sintra.


No dia 1 de Fevereiro de 1908, a carruagem em que seguia a família real foi atacada a tiro por dois homens, Manuel Buíça e Alfredo Costa, resultando deste atentado a morte do rei D. Carlos e do herdeiro D. Luís Filipe.


Após o regicídio, D. Amélia apoiou o seu filho D. Manuel II, que subiu ao trono com apenas 19 anos de idade.


Com a Revolução de 5 de Outubro de 1910, D. Amélia exilou-se em Inglaterra e depois em França, onde viria a falecer a 25 de Outubro de 1951, com 86 anos de idade. Logo após o fim da II Guerra (1945), a rainha ainda veio a Portugal, visitando Fátima e todos os lugares a que se sentia ligada, excepto Vila Viçosa.

A última rainha de Portugal está sepultada no Panteão dos Braganças, no Mosteiro de S. Vicente de Fora, em Lisboa.