quinta-feira, novembro 19, 2020
quinta-feira, junho 01, 2017
O CAVAQUINHO DESAFINADO
segunda-feira, fevereiro 25, 2013
O GÉNIO E O SEU BURACO
domingo, junho 24, 2012
QUEM PAGA OS FALHANÇOS
sexta-feira, maio 18, 2012
OS RESULTADOS QUE ESTÃO À VISTA
domingo, outubro 09, 2011
RAZÕES DO FALHANÇO (CONT.)
Quando falo do excesso da carga fiscal sobre os particulares e sobre as empresas, falo da média e não do esforço exigido em particular aos diferentes extractos da sociedade, porque quando fazemos essa diferenciação os dados variam muito.
Quando entramos neste tipo de análise é comum rotularem-nos de esquerdistas radicais, porque costuma ser esse o método mais eficaz para nos tentarem desacreditar, mas os factos estão aí e não foram conseguidos por nenhum bando de radicais, mas sim por uma instituição ligada à auditoria e consultoria fiscal.
Segundo a Deloitte Portugal é brando a tributar os rendimentos mais elevados. Pois é, os que têm rendimentos mais elevados em Portugal são menos tributados do que os seus pares dos países europeus, bem ao contrário dos que auferem rendimentos mais baixos que descontam muito mais do que a maioria dos restantes europeus.
A discrepância mantém-se no que respeita às empresas, consoante a sua dimensão.
Para chegarmos à constatação de que a carga fiscal é uma das desvantagens do país, temos que referir que há quem pague demasiado para o nível de rendimentos que tem, e são exactamente os que menos têm, e os que pagam muito pouco relativamente ao muito que ganham.
Porque não nos esquecemos da tal “ética social” com que nos presentearam, mesmo correndo o risco de sermos chamados esquerdistas radicais, dizemos que a carga fiscal em Portugal é extremamente injusta e que os governantes são os responsáveis por essa injustiça.

terça-feira, outubro 19, 2010
A DESGRAÇA NACIONAL
O país era pobre, entrou para um clube de ricos, mas disso só beneficiaram as clientelas que andam de mão dada com o poder político.
Os portugueses lutaram por conquistar uma sociedade mais justa, mais democrática e com preocupações sociais, e da parte dos governantes viu sempre manobras para destruir essas conquistas dos trabalhadores, aliviando o esforço do grande capital.
Podem defender-se com a crise, com a globalização ou com a oposição, mas quem teve funções de governante não pode agora vir atirar com as responsabilidades dos maus resultados da nossa economia para cima de todos os outros, que não deles próprios.
terça-feira, junho 16, 2009
CURTINHAS
Banco de Portugal – Ouvi durante umas quantas horas as explicações de Vitor Constâncio e as perguntas de dois deputados, mas para ser sincero, mesmo descontando o mau humor injustificado do governador do BdP, nada ouvi de esclarecedor por parte do senhor governador. A acção preventiva da instituição falhou, as suas diligências prudenciais foram incapazes de detectar as fraudes que hoje se admitem, e as justificações não convencem. Pelos vistos o senhor governador gosta de encarar tudo no sentido formal, em que não se questiona o que não se sabe, ainda que hajam desconfianças, e a palavra dos interlocutores (neste caso os bancos) valem mais do que todos os indícios não provados. Incompetência parece que não é admitida, e no máximo fiquei com a sensação de que Vitor Constâncio apenas admitiria, no máximo, ter sido demasiado crédulo ao confiar nos seus interlocutores do BPN.
Fome – Em pleno século XXI, com crise ou sem crise económica, o mundo enfrenta a fome em diversos continentes e muitos países. O sistema económico colapsou, não sem antes ter deixado os bolsos dos grandes especuladores e gestores bancários bem na vida, aumentando a já existente assimetria e má distribuição da riqueza. Os responsáveis políticos prometeram mudanças e mais fiscalização, mas prepara-se para ficar tudo na mesma, ou quase, sem responsáveis pela hecatombe, ainda que com umas quantas vinganças previsíveis. De fome não se fala, mas quase 160 milhões gastos em contratações de futebolistas, isso sim é notícia neste mundo cão.












