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quinta-feira, junho 01, 2017

O CAVAQUINHO DESAFINADO

Cavaco Silva estava muito bem no seu cantinho, caladinho que é a única maneira de não dizer disparates, mas eis que se lembrou de escrever um artigo no jornal online que mais se aproxima do seu pensamento, Observador.

Os portugueses já pagam uma pipa de massa nas reformas do senhor, e nas regalias de que disfruta, e esperavam estar livres dos disparates do senhor, mas nem assim se safaram.

Diz “o especialista em relações internacionais”, Cavaco Silva, que nem sequer consegue imaginar que um país queira tomar a decisão de sair da Zona Euro, porque as consequências para esse país seriam muitíssimo negativas. Na sua “douta” opinião, é um erro pensar que a Zona Euro irá desmoronar-se.


O que sei, e “sou um nabo”, é que a Zona Euro e a União Europeia como são hoje, estão condenadas ao estoiro. A Europa dos cidadãos que está a desaparecer gerará movimentos extremistas e populistas que se alimentam do descontentamento, e isso será o fim do actual status quo.


segunda-feira, fevereiro 25, 2013

O GÉNIO E O SEU BURACO



Depois dos elogios rasgados feitos ao ministro das Finanças, quer por alguns comentadores nacionais, quer por alguns estrangeiros, os portugueses começaram a reparar no facto de nenhuma das previsões da autoria de Vítor Gaspar, ter batido certa.

A determinada altura do mandato, o ministro declarou-se surpreso com o enorme aumento do desemprego, mais tarde anunciou que no final de 2012 começaria a retoma, depois atirou para 2013, e agora nem assegura que tal aconteça em 2014 ou 2015.

Não é demais dizer que o consumo privado cai há mais de 2 anos, e que com os cortes constantes no Orçamento de Estado, aos quais já Gaspar se prepara para adicionar outros, vamos assistir sem sombra de dúvida a um aumento do desemprego e a uma maior queda do consumo privado, como é evidente.

O iluminado Gaspar será mesmo assim tão incompetente que não acerta uma só previsão, ou pelo contrário anda a enganar o povo mascarando a verdade para conseguir empobrecer a maioria dos portugueses para encher a barriga a uns quantos nababos que irão dar empregos a ele e aos seus colegas?



domingo, junho 24, 2012

QUEM PAGA OS FALHANÇOS

Vítor Gaspar e Passos Coelho têm vindo a repetir que não irão pedir nem mais tempo nem mais dinheiro, para inverter a má situação económica do país, mas os maus resultados das políticas que estão a seguir estão bem à vista. 

Agora chegaram os resultados das cobranças de impostos nos primeiros 5 meses deste ano, e os resultados são bem claros. As cobranças do IVA, estão a baixar, apesar do aumento das taxas, o IRC pago pelas empresas está em queda e só o IRS está a subir, ainda mais do que a inflação, provando que é apenas o trabalho que está a pagar os efeitos das más políticas. 

A queda das cobranças de impostos só nos primeiros 5 meses do ano atingiu um valor equivalente ao que foi cortado aos funcionários públicos e pensionistas, nos subsídios de férias e de Natal, pelo que para manter os teimosos 4,5% de défice que Vítor Gaspar quer apresentar no final do ano, terá que vir por aí mais austeridade. 

Já aqui alertei que os subsídios de Natal dos portugueses ainda não espoliados, está em perigo, e não tenho prazer nenhum em ser ave de mau agoiro, mas quando há que pagar os erros da governação, são sempre os trabalhadores que são chamados a fazê-lo.


sexta-feira, maio 18, 2012

OS RESULTADOS QUE ESTÃO À VISTA

A política económica deste governo, com o beneplácito da troika, tem sido o de imposição de uma austeridade extrema e uma sobrecarga insustentável sobre os rendimentos do trabalho, que se têm traduzido num aumento exponencial do desemprego. 

Todas as “ajudas” vindas do estrangeiro, que teremos que pagar com juros, foram canalizados para o pagamento da dívida e para ajudar a capitalizar a banca. Para a economia real e produtiva e para a promoção do emprego, nada. 

Os resultados que estão à vista são bem claros e não abonam nada em favor das apostas feitas pelo governo, nem abonam nada a favor das exigências da troika, tal como aconteceu na Grécia e que se está a replicar por cá. 

No caso do desemprego basta citar o número, já superior a um milhão de desempregados, para se julgar do fracasso. Infelizmente o panorama triste não se fica pelo desemprego, mas estende-se a muitas pequenas e médias empresas que estão em situação difícil e até aos bancos nacionais, que mesmo com o aval do Estado e com os dinheiros postos à sua disposição, estão a ser cotadas a mínimos históricos, valendo as suas acções menos do que o valor de uma bica. 

Que mais será necessário ver para o governo arrepiar caminho e confrontar a troika com os maus resultados destas políticas onde pontua apenas a austeridade cega? Com este tipo de medidas teremos o mesmo destino da Grécia, a curto prazo.
 
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Foto - Dinheiro a Afundar

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Humor - Responsabilidade Política

domingo, outubro 09, 2011

RAZÕES DO FALHANÇO (CONT.)

Quando falo do excesso da carga fiscal sobre os particulares e sobre as empresas, falo da média e não do esforço exigido em particular aos diferentes extractos da sociedade, porque quando fazemos essa diferenciação os dados variam muito.

Quando entramos neste tipo de análise é comum rotularem-nos de esquerdistas radicais, porque costuma ser esse o método mais eficaz para nos tentarem desacreditar, mas os factos estão aí e não foram conseguidos por nenhum bando de radicais, mas sim por uma instituição ligada à auditoria e consultoria fiscal.

Segundo a Deloitte Portugal é brando a tributar os rendimentos mais elevados. Pois é, os que têm rendimentos mais elevados em Portugal são menos tributados do que os seus pares dos países europeus, bem ao contrário dos que auferem rendimentos mais baixos que descontam muito mais do que a maioria dos restantes europeus.

A discrepância mantém-se no que respeita às empresas, consoante a sua dimensão.

Para chegarmos à constatação de que a carga fiscal é uma das desvantagens do país, temos que referir que há quem pague demasiado para o nível de rendimentos que tem, e são exactamente os que menos têm, e os que pagam muito pouco relativamente ao muito que ganham.

Porque não nos esquecemos da tal “ética social” com que nos presentearam, mesmo correndo o risco de sermos chamados esquerdistas radicais, dizemos que a carga fiscal em Portugal é extremamente injusta e que os governantes são os responsáveis por essa injustiça.

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Foto Florida


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Humor e Crise

terça-feira, outubro 19, 2010

A DESGRAÇA NACIONAL

É sem admiração que vejo Medina Carreira dizer que José Sócrates foi uma «desgraça» para o país. Eu não seria tão suave como este fiscalista, e no saco enfiava também outros primeiros-ministros que no (des) governaram nesta últimas duas décadas.

O país era pobre, entrou para um clube de ricos, mas disso só beneficiaram as clientelas que andam de mão dada com o poder político.

Os portugueses lutaram por conquistar uma sociedade mais justa, mais democrática e com preocupações sociais, e da parte dos governantes viu sempre manobras para destruir essas conquistas dos trabalhadores, aliviando o esforço do grande capital.

Podem defender-se com a crise, com a globalização ou com a oposição, mas quem teve funções de governante não pode agora vir atirar com as responsabilidades dos maus resultados da nossa economia para cima de todos os outros, que não deles próprios.

A nossa desgraça têm sido os maus políticos que temos escolhido, que andam por aí quais virgens sem mácula, enquanto a grande maioria dos portugueses luta pela sua sobrevivência com a dignidade possível.
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FOTOGRAFIA E FUGA
Mona By msyugo

Pig Tales By Grottzork
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Humor de Peso

terça-feira, junho 16, 2009

CURTINHAS

Banco de Portugal – Ouvi durante umas quantas horas as explicações de Vitor Constâncio e as perguntas de dois deputados, mas para ser sincero, mesmo descontando o mau humor injustificado do governador do BdP, nada ouvi de esclarecedor por parte do senhor governador. A acção preventiva da instituição falhou, as suas diligências prudenciais foram incapazes de detectar as fraudes que hoje se admitem, e as justificações não convencem. Pelos vistos o senhor governador gosta de encarar tudo no sentido formal, em que não se questiona o que não se sabe, ainda que hajam desconfianças, e a palavra dos interlocutores (neste caso os bancos) valem mais do que todos os indícios não provados. Incompetência parece que não é admitida, e no máximo fiquei com a sensação de que Vitor Constâncio apenas admitiria, no máximo, ter sido demasiado crédulo ao confiar nos seus interlocutores do BPN.

Fome – Em pleno século XXI, com crise ou sem crise económica, o mundo enfrenta a fome em diversos continentes e muitos países. O sistema económico colapsou, não sem antes ter deixado os bolsos dos grandes especuladores e gestores bancários bem na vida, aumentando a já existente assimetria e má distribuição da riqueza. Os responsáveis políticos prometeram mudanças e mais fiscalização, mas prepara-se para ficar tudo na mesma, ou quase, sem responsáveis pela hecatombe, ainda que com umas quantas vinganças previsíveis. De fome não se fala, mas quase 160 milhões gastos em contratações de futebolistas, isso sim é notícia neste mundo cão.



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Foto Macabra
anzhina

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Humor Negro
Salah Adarbe


Salah Adarbe