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segunda-feira, fevereiro 22, 2016

SACRIFICAR O TRABALHO



A Europa que criou o estado social, que defendeu os ideais da Democracia (Liberdade, Igualdade e Fraternidade), e se tornou um farol desses valores no mundo, sucumbe agora mergulhada na ditadura da economia e dos mercados.

A ideia de que o trabalho dignifica o homem é hoje pouco mais do que simbólica, pois o trabalho só é valorizado na medida em que possa ser taxado.

O equilíbrio entre o capital e o trabalho já não existe há bastante tempo, e hoje fala-se mais nas exigências dos mercados, em questões macroeconómicas e em ratings, do que em direitos laborais, dignidade humana e redistribuição justa da riqueza, para eliminar as desigualdades.

Há notícias que incomodam as pessoas de bem, como o facto da tributação das famílias ter aumentado sete vezes mais do que a das empresas, desde 2011, ou que tenha sido gasto mais dinheiro com a defesa e capitalização dos bancos do que com a saúde e a educação juntas.

Onde estão os grandes valores da Europa? Que mundo se quer construir com estas políticas?



domingo, dezembro 27, 2015

A EMINÊNCIA PARDA

Há uma eminência parda que domina efectivamente o governo alemão e as instâncias europeias, e ai de quem se atreva a enfrentar as suas ordens, chama-se Schäuble.

Não sou propriamente um adepto de teorias da conspiração, mas quando falamos da Alemanha, confesso que fico sempre com um pé atrás, porque a memória de duas guerras mundiais ainda está bem presente na minha mente.

O domínio da Europa pela via económica foi quase conseguido com a introdução do euro, feito à imagem e semelhança do marco alemão, e também com a imposição de políticas que acentuaram ainda mais a dependência dos mais fracos bem como o alinhamento de outros que não querem perder o que têm.

O poderio económico da Alemanha, que soube proteger as suas empresas, o emprego e os seus interesses, usando o mesmo proteccionismo que era negado a todos os outros, não se mostrou suficiente para o completo domínio germânico.

Uma outra vertente começa agora a ser desenhada, e já vemos admitida a necessidade de libertação de verbas, na Alemanha, para despesas militares, e já se fala num exército europeu.


A história pode estar a repetir-se, com as diferenças próprias dos novos tempos ou, quem sabe, tudo não passa dum conjunto de coincidências…


quinta-feira, novembro 10, 2011

A DEMOCRACIA DA SENHORA

A União Europeia é um espaço onde se encontram diversos países do nosso continente, unidos por políticas comuns e por uma moeda comum. Não se trata de nenhuma federação, ainda que haja quem nos queira forçar a tal, pela via económica.

Os países aderentes à UE continuam a ser soberanos, pelo menos teoricamente, sendo que os governos nacionais respondem perante os seus cidadãos. Neste momento já há algumas limitações de soberania, por exemplo monetária, por parte dos países que adoptaram o euro.

A senhora Merkel, a chanceler alemã, tem vindo a dar razões a muitos que afirmam que ela quer conseguir por via da economia, o que a Alemanha não conseguiu por via do poder militar, na década de 40 do século passado. A afirmação pode ser excessiva, mas não deixa de ter alguma razão, se considerarmos alguns factos recentes.

A crise do euro, da qual Merkel não deixa ser também responsável, tem sido o pretexto para imposições por parte do directório franco-alemão, que não são consentâneos sequer com as regras da própria organização.

O que faltava era ouvir da boca da própria chanceler alemã que “a Grécia já não pode decidir sozinha se quer ou não realizar um referendo”.

Sem pretender discutir a oportunidade do falhado referendo grego, era só o que faltava não se reconhecer ao povo grego o direito de proceder a um referendo. Os traumas da Alemanha quanto a referendos são um problema alemão, senhora Merkel.

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Foto - Bundestag

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Humor e Adaptação

quinta-feira, junho 25, 2009

O 4º PODER...

Muitas vezes quando falamos dos poderes existente tendemos a situar a comunicação social (ou pelo menos parte dela) numa margem, e o poder político do outro lado. Nós tendemos a imaginar que os poderes se equilibram, como acontece com a natureza, mas infelizmente a realidade é diversa.

Quando começamos a constatar que a comunicação social deixa de confrontar o poder político e se limita a dar eco de comunicados dos gabinetes ministeriais, deixando de fazer jornalismo de investigação, então algo começa a estar profundamente errado.

Em Portugal a comunicação social já atravessou diversas fases, mais e menos intervenientes ou críticas, mas foi existindo sempre quem fizesse soar a sua voz quando o poder político ía longe demais, ou quando não assumia as suas responsabilidades e compromissos tomados perante os cidadãos. Como estamos hoje?

A minha interrogação pode parecer estranha, mas tenho-me debruçado várias vezes sobre isto, e o caso da TVI, que é bastante actual, não me deixou mais sossegado, pelo contrário.



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Foto Azul
Alinhar ao centroIris 2 Textured by Tailgun2009

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Humor Museológico