Muitas vezes quando falamos dos poderes existente tendemos a situar a comunicação social (ou pelo menos parte dela) numa margem, e o poder político do outro lado. Nós tendemos a imaginar que os poderes se equilibram, como acontece com a natureza, mas infelizmente a realidade é diversa.
Quando começamos a constatar que a comunicação social deixa de confrontar o poder político e se limita a dar eco de comunicados dos gabinetes ministeriais, deixando de fazer jornalismo de investigação, então algo começa a estar profundamente errado.
Em Portugal a comunicação social já atravessou diversas fases, mais e menos intervenientes ou críticas, mas foi existindo sempre quem fizesse soar a sua voz quando o poder político ía longe demais, ou quando não assumia as suas responsabilidades e compromissos tomados perante os cidadãos. Como estamos hoje?
A minha interrogação pode parecer estranha, mas tenho-me debruçado várias vezes sobre isto, e o caso da TVI, que é bastante actual, não me deixou mais sossegado, pelo contrário.


