sábado, março 23, 2019
MOBILIDADE E HABITAÇÃO
quarta-feira, março 24, 2010
SONHO OU FANTASIA?
Para quem acreditou no que a ministra da Cultura afirmou em Janeiro passado, “É o meu sonho tornar possível a entrada gratuita aos visitantes residentes em Portugal, assim que eu conseguir financiamento paralelo que possa cobrir as receitas dos bilhetes", os aumentos das entradas decididos para os museus e monumentos terá sido uma desilusão.
A realidade pode ser dura mas o país não está em condições de suportar estes espaços de Cultura apenas com os dinheiros que estão consignados no Orçamento de Estado. Gabriela Canavilhas depressa terá percebido a situação, e só assim se entendem os aumentos das entradas logo a partir de 15 de Março.
Casos como o da Fundação Berardo, com entradas grátis, apenas existem porque existem serviços públicos que geram receitas substanciais para o bolo de que dispõe o Ministério da Cultura.
segunda-feira, novembro 12, 2007
PRIVATIZAR AS ESTRADAS
Há muitos séculos atrás, o rei D. João II queixou-se dizendo que o seu pai lhe tinha deixado apenas as estradas de Portugal. O monarca queria dizer com isto, que D, Afonso V se tinha empenhado, e à coroa, em prol dos seus intentos, que se vira obrigado a dar aos nobres que o apoiavam as terras do reino, bem como os seus proventos. História é história, vamos aos tempos actuais.
Nos termos que conhecemos, os intentos do governo levam-nos até a pagar mais um imposto para o financiamento desta nova fórmula da sociedade anónima que vai gerir as estradas, o que não me surpreende a mim, mas já está a gerar a apreensão de alguns dos nossos comentadores. Um novo imposto para as estradas, quando já se paga quase tudo, dizem eles? Claro, digo eu.
Onde andam com a cabeça estes senhores que agora se arrepiam com a possibilidade de haver um novo imposto, ou um aumento dos já existentes para financiar esta sociedade anónima com gestão do tipo privado?
Estou mesmo a ver estes defensores da excelência e da racionalidade da gestão económica das empresas privadas, virem agora exigir que essas mesmas empresas tenham consciência social e que não encarem o lucro como um fim em si mesmo. Há muito que se sabe que a maioria dos serviços contratualizados com empresas privadas, em substituição dos serviços públicos extintos e com as mesmas funções, se tornaram muito mais caros para o erário público, geralmente a partir da primeira renovação, e bastas vezes perdem qualidade ao fim de dois ou três anos.
Querem serviços privados, preparem-se para os pagar, porque sem lucros garantidos, não há nada para ninguém.









