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sábado, março 23, 2019

MOBILIDADE E HABITAÇÃO


O Governo tirou da cartola uma medida boa e também eleitoralista, sobre a mobilidade, que ninguém na oposição se atreve a classificar de má decisão.

Esta medida que alivia o esforço das famílias na sua mobilidade sobretudo, para empregos, para as escolas, e para outras necessidades básicas, não beneficia apenas quem trabalha, mas também beneficia os empregadores, pois muita gente já não podia deslocar-se para trabalhar devido aos baixos salários oferecidos.

Pode parecer que esta explicação seja demagógica, mas para além dos baixos salários, existe outra grande dificuldade que se prende com o custo cada vez mais proibitivo para os cidadãos das grandes urbes e seus arredores, que cada vez mais são empurrados para longe do centro das cidades.

Conjugando os novos preços dos passes sociais e a carestia da habitação, fica uma expectativa que é a capacidade dos transportes públicos para responder ao previsível aumento da procura…   



terça-feira, setembro 25, 2007

CURTINHAS

Manuel Pinho – Foi engraçado ouvir o ministro da Economia vir anunciar a criação de um museu interactivo dedicado às descobertas portuguesas, em Sagres. Não sei se o seu “sonho” de mudar o turismo estava directamente ligado a este anúncio, ou não.
O projecto deste tipo de museu já não é novidade, e até já foi anunciado para a zona de Belém, em Lisboa, mas parece que o senhor ministro andava distraído, ou que ninguém o informou. Talvez em breve venha também a anunciar um novo espaço para o Museu dos Coches e a transformação do actual edifício em picadeiro, o que será mais uma novidade, especialmente se for fruto de mais um sonho do responsável pela Inovação. Resta-me uma dúvida que não vi ainda esclarecida: temos um Ministério da Cultura?

Condições de vida – Li uma notícia da Lusa dizendo que dois em cada dez trabalhadores portugueses receiam perde o trabalho nos próximos seis meses, o que me surpreende muito pela baixa taxa de pessoas com esse receio. Eu serei sempre suspeito na minha apreciação, já que não costumo acreditar em estatísticas, mas esta é ainda mais difícil de engolir. Então a percentagem de contratados a prazo não está muito acima dos 20%? E se contarmos com os funcionários públicos, que por via das reestruturações, temem pelos seus postos de trabalho, o número não aumenta substancialmente?
Não sei onde e como é que os números foram obtidos, mas ou os portugueses são um povo demasiado optimista, ou a coisa não confere.

Mobilidade forçada – Constou-me no domingo que, devido à passagem da gestão do Palácio Nacional da Pena, do IMC, IP para a sociedade anónima Parques de Sintra – Monte da Lua, a maioria dos funcionários, não sei se todos, foram instados a aceitar uma requisição a prazo de alguns meses, ou, no caso de não aceitarem, o melhor seria procurarem lugar noutros serviços se não quisessem passar, já a partir do final do mês de Setembro para os quadros de mobilidade especial. Estou estupefacto com este tipo de propostas, que a serem assim como me foram contadas, são totalmente irracionais, quando se sabe, e é público, que há uma grande falta de pessoal na maioria dos museus e monumentos neste País. Será que se trata apenas de descoordenação, ou os responsáveis da Cultura estão apenas a trabalhar para as estatísticas, mostrando total desprezo pelos seus funcionários?

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Fotos - Natureza Calma
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Humor EmBushado

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