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terça-feira, novembro 28, 2017

MAIS UMA LIÇÃO DA POLÍTICA NACIONAL

O PS resolveu não aprovar uma contribuição a aplicar às empresas de energias renováveis, pelo que ouvimos, porque a sua aprovação num primeiro momento foi devida a um "erro de comunicação", e porque não é um governo refém de qualquer empresa como de qualquer partido" - e "por mais persuasivo ou loquaz que um ou outro queiram parecer."

Para as empresas de energias renováveis a decisão é justificada e justa, por causa dos contratos assinados por governos anteriores.

No final deste episódio os contribuintes ficam com mais para pagar, e ficam a saber que o Estado não pode rescindir, ou mesmo rasgar, os contratos com as grandes empresas, podendo apenas fazê-lo relativamente aos seus trabalhadores e aos contribuintes em geral.

sexta-feira, maio 13, 2016

O (DES)RESPEITO PELOS CONTRATOS

Há alguns anos atrás os contratos eram selados com um simples aperto de mão, porque a palavra das pessoas tinha valor, e a honra era um valor a ter em conta.

Nos dias que correm há contratos que não podem ser revogados, a menos que se paguem altas compensações, e são sempre entre um contratador ou prestador de serviços poderoso, apoiados em grandes gabinetes de advogados ou em governos que estão dispostos a alterar as regras segundo as conveniências.

Também existem contratos que não podem ser alterados, e são exactamente os mesmo que eu disse que não podiam ser alterados, mas agora vistos pela parte mais fraca, sem grandes meios ou simplesmente subordinada, que fica sempre em clara desvantagem negocial.

Os exemplos são imensos começando pelo Estado, que contrata funcionários com determinadas condições e direitos, mas que altera tudo quando quer. Isto é também válido para o patronato em geral, mas com regras bem mais apertadas, que são ditadas pelo Estado.

A fidelização aos fornecedores de televisão paga continua a existir, mas os fornecedores podem (e fazem-no), mudar as condições contratuais (os canais a fornecer), sempre que lhes apetece.

A ADSE altera as condições das comparticipações quando lhes dá na real gana, porque está na subordinação do Estado, apesar de ser sustentada pelas contribuições dos funcionários públicos, sem qualquer ajuda do patrão Estado, mesmo numa altura em que dá lucros chorudos.


Este é o país que temos, com os políticos em que votámos, com a Justiça que sustentamos, e que por isso merecemos!


terça-feira, abril 20, 2010

EXPLICAÇÃO COXA

O Tribunal Constitucional acabou por dar luz verde à passagem a contrato de trabalho da grande maioria dos funcionários públicos, uma mudança de vínculo que é muito contestada.

Não duvido da idoneidade deste Tribunal, nem da sua competência, mas as suas conclusões nesta matéria deixam mais dúvidas do que certezas. Para o TC esta mudança de vínculo na Função Pública não coloca em causa a segurança no emprego dos funcionários nem as funções públicas.

Confiando na decisão deste tribunal e nos seus considerandos, fica por esclarecer a razão que presidiu ao Governo para ter considerado ser necessário fazer este diploma. Se é verdade que nenhuns direitos que assistiam aos funcionários com o vínculo anterior, são postos em causa por este diploma, então porque é que uma das partes decidiu alterar unilateralmente contratos assumidos e assinados com milhares de portugueses?

Isto, o Tribunal Constitucional não diz, nem o Governo esclarece. A clareza exigia mais destas entidades, porque não se entende que existam mudanças para que tudo fique na mesma.

Será mesmo?



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