quinta-feira, maio 16, 2019

MAFRA, JANELAS E POMBOS


Parece que as vozes de pessoas ligadas ao restauro dos órgãos, e um organista fizeram chegar à imprensa a legítima preocupação com as janelas e portas do Convento de Mafra.

O estado das caixilharias do vetusto edifício está em muito mau estado, com a tinta a cair e com a madeira exposta aos elementos, mostrando à evidência (pelo menos em algumas) que a última intervenção não foi correctamente efectuada. A massa dos vidros já quase não existe e há vidros em mau estado e, pelos vistos alguns já terão mesmo caído.

Os pombos aproveitam, naturalmente, os vidros partidos e as janelas abertas (também as há) para invadirem algumas salas e a basílica. Na basílica são facilmente detectadas (e foi o caso), mas noutros espaços não utilizados com regularidade, a situação pode ser muito pior.

Os pombos e os seus dejectos são uma ameaça conhecida, e são (pelo menos parcialmente) culpados pela deterioração dos suportes dos sinos e pela sujidade das estátuas que se podem ver no exterior da basílica. Os estragos que os pombos causam estendem-se também às coberturas e cantarias, e não se conhecem meios utilizados para evitar a presença destas no edifício.

Claro que não se quer ver os órgãos estragados, agora que até estão recuperados, mas também não queremos que os carrilhões possam sofrer com a presença dos pombos, pelo que há que combater esta praga ao mesmo tempo que se procede ao arranjo do que está em más condições.

Uma intervenção “a ser oportunamente calendarizada” é uma resposta muito vaga e preocupante, especialmente se nos recordarmos do tempo que demorou desde a promessa de arranjo dos carrilhões, até ao início da sua recuperação, que ainda decorre.



2 comentários:

Elvira Carvalho disse...

Neste país é tudo devagar, devagarinho.
Abraço e bom fim-de-semana

SILO LÍRICO - Poemas, Contos, Crônicas e Outras disse...

Justa preocupação ao patrimônio material e imaterial (o saber fazer) extraordinário que o país possui. Vigiai! - Diriam os ancestrais. Grande abraço! Laerte.