sábado, novembro 12, 2016

A CULTURA E AS PROMESSAS

Em períodos de aperto do cinto, a que muitos chamam crise económica, a Cultura, que já é um parente pobre da política, é a primeira a sofrer cortes, já que é considerada por muitos políticos. Incultos obviamente, um luxo dispensável.

Claro que na política há coisas que não se dizem em público, porque perante testemunhas promete-se muito, mesmo sabendo que pouco se realizará, porque não há milagres.

Há promessas para todos os gostos, desde o restauro dos carrilhões de Mafra, que deviam estar operacionais para o tricentenário, ou uma nova “caranguejola” (elevador) para permitir o acesso ao monumento por parte das pessoas com mobilidade reduzida, que agora foi prometida. Nova sinalética? Se for como a dos Coches, estamos falados...

No Museu dos Coches inaugurado em 2015, ainda não está implementado o plano museográfico, com os audiovisuais, e as barreiras que delimitam o espaço de protecção das carruagens que também ainda lá faltam hoje.


Não sei o que vai sair de novo para os lados da Ajuda, e qual a condição em que será explorado o que se construir, e também não sei se haverá vigilância electrónica no Museu de Arte Antiga, ou se o número de vigilantes irá aumentar, cobrindo as saídas para reforma e para outros ministérios do pessoal descontente.   

Nada disto é novo, é apenas mais do mesmo...

*

1 comentário:

Elvira Carvalho disse...

Como a esperança é a última a morrer, vamos esperar para ver.
Um abraço e bom fim de semana