Escrito em 1871, por Eça de Queirós, no primeiro número d'As Farpas.
quinta-feira, março 23, 2017
AS FARPAS
Escrito em 1871, por Eça de Queirós, no primeiro número d'As Farpas.
quarta-feira, setembro 17, 2014
ARTE E SOCIEDADE
domingo, novembro 13, 2011
CLIMA EXPLOSIVO
O governo esticou demasiado a corda com o Orçamento de Estado para 2012, que se vem juntar a muitas outras medidas tomadas e outras anunciadas.
Passos Coelho não se limitou a fazer o que estava acordado com a troika, que já era demasiado para um povo que recebe salários baixos, pensões ainda mais baixas, para não falar dos desempregados que já são demasiados.
Este sábado foi bem patente o descontentamento não só dos funcionários públicos, que já era esperado, mas também dos agentes da autoridade, dos militares e de outros trabalhadores e pensionistas que se juntaram aos protestos.
Não é com “palavras de compreensão” como as de Passos Coelho que o descontentamento diminui, mas sim com políticas razoáveis. O que se passa é que este governo não soube calcular qual era o limite do esforço razoável, nem soube distribuir os sacrifícios por todos, preferindo seguir o caminho mais fácil, que é “atacar” os rendimentos do trabalho.
O clima social é agora perigosamente explosivo, e mesmo os mais exaltados temem que de algum lado chegue a faísca que transforme uma sociedade tolerante, numa turba difícil de controlar. Esperemos que alguém aconselhe bem os nossos governantes, enquanto é tempo.

terça-feira, agosto 09, 2011
RAZÕES PARA A REVOLTA
Foi preciso chegar a Inglaterra para começarem a soar as campainhas de alarme, porque tudo descambou para a violência e a lei e a ordem começaram a perigar, para se começar a tentar descortinar as razões do mau estar social.
Há razões concretas para se chegar a esta situação, e elas estão directamente ligadas a outro problema, o que está a ocupar as mentes dos políticos, que é a economia. Enquanto for a economia a tomar toda a atenção e tempo destes senhores, a situação não tem solução.
Desemprego, instabilidade laboral, perda de direitos sociais, incerteza no futuro ou mesmo a ausência de perspectivas de um futuro melhor, são um conjunto explosivo de razões para a revolta e para a insegurança na sociedade em que vivemos, onde as pessoas foram relegadas para um lugar secundário, e onde tudo se resume a números e pouco mais.
quarta-feira, setembro 15, 2010
ERROU, SENHORA MINISTRA
Estão enganados tanto Miguel Relvas quanto Gabriela Canavilhas, porque o Estado social está de facto em risco devido à má gestão dos nossos políticos, e evidentemente dos dois partidos que eles representam.
O que tem sido errado tem sido o modelo de crescimento apoiado pelos governos, baseado na construção, e a especulação imobiliária e financeira que nos lançaram nesta crise económica que atravessamos. Este diagnóstico está feito e é aceite mesmo nos meios financeiros. As divergências começam sobretudo na metodologia de saída da crise.
Para sair da crise o mais fácil é cortar onde é mais rápido, para depois continuar tudo na mesma, ou pelo contrário aprender com os países que melhor resistiram à crise mantendo o Estado social, apostando nas pessoas, na saúde, na educação e no bem-estar das populações, não cedendo apenas aos interesses económicos e à voragem dos números.
Os países nórdicos continuam a não abdicar dos sistemas de protecção dos seus cidadãos, mas não têm frotas automóveis de luxo ao serviço dos seus governantes, nem muitas das mordomias que os nossos auferem, para poderem ter o ensino e a saúde gratuitos. Por lá o Estado tem uma dimensão maior do que por cá, mas os governantes preocupam-se com o bem público, e ao menor sinal de escândalo demitem-se para se defenderem como qualquer outro cidadão.
O colapso do Estado social deve-se aos erros de quem nos tem gerido (mal) e desses não ouvimos nenhum “mea culpa” .






