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quinta-feira, janeiro 14, 2016

DIREITO À PRIVACIDADE



Esta semana soube-se que os patrões têm o direito de “espiar” as mensagens privadas enviadas no local de trabalho.

A discussão é tão disparatada que me admirou ver levantada tanta celeuma sobre essa notícia. Será que alguém que usa equipamento do patrão, durante o horário de trabalho, acha que pode exigir privacidade?

Claro que é tudo muito diferente se, numa pausa usar um dispositivo seu para enviar mensagens privadas, pois aí tem todo o direito à privacidade, e o patrão não poderá de maneira nenhuma tentar “espiar” o que foi desse modo produzido.  


Folhas by Palaciano

segunda-feira, janeiro 17, 2011

OS DADOS PESSOAIS

O acordo de troca de dados pessoais entre Portugal e os EUA está a levantar polémica o que é salutar em Democracia. Os protestos do Governo, segundo o qual não há no acordo nada que fira a Constituição, não convencem boa parte dos cidadãos nacionais.

O executivo assinou o acordo sem o colocar em discussão pública, nem o apresentar ao escrutínio da Assembleia da República, o que não é um sinal de boas práticas, já que não tem o aval de ninguém.

Os termos do acordo não são conhecidos e ninguém consegue esclarecer se os dados pessoais “fornecidos” aos EUA são apenas sobre indivíduos referenciados por práticas de crimes, ou se pelo contrário são sobre todos os cidadãos portugueses independentemente de terem ou não cadastro criminal.

As afirmações conhecidas sobre os suspeitos de terrorismo são demasiado vagas e não passam de uma cortina de fumo, que não nos deixa esquecer que a União Europeia colocou bastantes reticências às intenções dos EUA, que redundaram nesta negociação estado a estado que com o governo que temos, inábil negociador, é preocupante demais para que haja confiança por parte dos portugueses.

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Foto - Limão Amarelo

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segunda-feira, março 22, 2010

A PROPÓSITO DE “VOYEURISMO”

O episódio dos computadores dos deputados veio levantar alguma celeuma quanto à privacidade daqueles senhores que têm assento no nosso Parlamento. Terá um qualquer repórter fotográfico, direito de fotografar o ecrã do computador dum deputado sentado no hemiciclo?
Eu acho que não é muito curial mandar os mirones para os monitores dos computadores do vizinho, e portanto e em princípio, sou contra a devassa da vida pessoal de toda a gente.

A minha aversão à intromissão abusiva não me faz esquecer a prática conhecida em muitas empresas e em organismos públicos. Como se sabe, não é normal que seja permitido aos trabalhadores a utilização indiscriminada da internet com fins alheios à actividade do serviço.

Os computadores de trabalho só devem ser usados para essa finalidade, e tanto quanto sabemos não ouve qualquer intervenção do senhor deputado que se sentiu ofendido, quando se tornaram públicos os casos de trabalhadores castigados por utilização indevida dos computadores dos serviços. Casos há em que há câmaras a vigiar os trabalhadores durante todo o horário laboral e também casos em que o administrador da rede é instado a reportar o tráfego dos funcionários na Internet.

Não sei se o senhor deputado terá razão para reclamar, quando se permitem situações onde a vigilância vai muito além do razoável, com o seu silêncio.

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