Não fui um dos 50 cidadãos
escolhidos para fazer perguntas aos membros do executivo na Universidade de
Aveiro, mas como todos os portugueses tenho questões a colocar, e no meu caso
ao senhor ministro da Cultura, e faço-as sem custar nada ao Estado, que parece
ter gasto 36.750 euros no recrutamento do painel selecionado.
1ª Pergunta – Quando foi a última
vez que os funcionários dos museus foram às consultas de Medicina no Trabalho?
2ª Pergunta – Qual foi a última
vez que teve lugar uma acção de formação (obrigatória) dirigida aos assistentes
técnicos em trabalho nos museus, palácios e monumentos dependentes do
Ministério da Cultura.
3ª Pergunta – Quantos assistentes
técnicos e assistentes operacionais a desempenhar funções de vigilância estão
em condições para serem beneficiados com o descongelamento de escalões previsto
para 2018.
4ª Pergunta – Acha o senhor
ministro que a imposição de um horário excepcionado, que inclui sábados,
domingos e feriados, é compatível com uma categoria comum da função pública,
mas que só se aplica aos funcionários que prestam funções de vigilância, é
justa, ou deveria no mínimo ser considerada uma categoria excepcionada em que
as exigências fossem compensadas com os direitos correspondentes?
Se calhar não terei resposta
nenhuma, mas isso são ossos do ofício…


