As declarações de Manuel Pinho costumam ser objecto das mais variadas piadas e anedotas, e pode dizer-se que ele tem feito por merecer esta distinção. Ainda nos últimos dias, a propósito dos dados revelados pelo Eurostat referentes a Novembro deste ano, onde constavam os valores da inflação da zona Euro, de 3,1% e de Portugal de 2,8%, veio o ministro desvalorizar estes valores, preferindo destacar as expectativas mais optimistas da OCDE.
É um hábito dos nossos governantes de desvalorizarem sistematicamente os dados negativos, apressando-se a mencionar apenas os que apresentam resultados que lhes sejam favoráveis ou menos desfavoráveis. Que importa afinal a Manuel Pinho que o governo tenha errado na previsão da inflação, se o faz propositada e sistematicamente para limitar o crescimento dos salários?
Quando um ministro da Economia desvaloriza a subida da inflação e se agarra ao crescimento do PIB, dizendo até que será uma grande satisfação para todos os portugueses, algo vai tremendamente mal no modo de raciocinar daquela cabecinha, ou então está a escrever um novo manual de economia virtual.
A um ministro exige-se mais ponderação quando se pronuncia e mais seriedade na análise das questões. Não é novidade para nenhum português que o aumento do PIB tem o seu lado negro bem presente, no aumento dos impostos, na redução dos salários reais e no aumento do desemprego. Manuel Pinho pode até fazer o pino para tentar explicar o inexplicável, mas não pode fingir que ignora estas realidades, nem o facto de a grande maioria dos cidadãos deste país já não pode apertar mais o cinto, muitos já nem conseguem honrar os compromissos entretanto assumidos, e que a Segurança Social alimentada pelos descontos dos que ainda trabalham ou empregam não consegue sobreviver mais tempo com estes níveis de salários, pensões e desemprego.
Por vezes acho que há ministros que o que faziam melhor, era permanecer calados, porque começamos todos a pensar que nos estão a tratar como imbecis, a nós que lhes pagamos o salário.
É um hábito dos nossos governantes de desvalorizarem sistematicamente os dados negativos, apressando-se a mencionar apenas os que apresentam resultados que lhes sejam favoráveis ou menos desfavoráveis. Que importa afinal a Manuel Pinho que o governo tenha errado na previsão da inflação, se o faz propositada e sistematicamente para limitar o crescimento dos salários?
Quando um ministro da Economia desvaloriza a subida da inflação e se agarra ao crescimento do PIB, dizendo até que será uma grande satisfação para todos os portugueses, algo vai tremendamente mal no modo de raciocinar daquela cabecinha, ou então está a escrever um novo manual de economia virtual.
A um ministro exige-se mais ponderação quando se pronuncia e mais seriedade na análise das questões. Não é novidade para nenhum português que o aumento do PIB tem o seu lado negro bem presente, no aumento dos impostos, na redução dos salários reais e no aumento do desemprego. Manuel Pinho pode até fazer o pino para tentar explicar o inexplicável, mas não pode fingir que ignora estas realidades, nem o facto de a grande maioria dos cidadãos deste país já não pode apertar mais o cinto, muitos já nem conseguem honrar os compromissos entretanto assumidos, e que a Segurança Social alimentada pelos descontos dos que ainda trabalham ou empregam não consegue sobreviver mais tempo com estes níveis de salários, pensões e desemprego.
Por vezes acho que há ministros que o que faziam melhor, era permanecer calados, porque começamos todos a pensar que nos estão a tratar como imbecis, a nós que lhes pagamos o salário.
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Fotografia - Flores








