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segunda-feira, novembro 18, 2024
sexta-feira, dezembro 12, 2014
DA AMEAÇA À CHANTAGEM
Passos Coelho enquanto político é
simplesmente detestável, pela sua arrogância quando trata dos assuntos,
apresentando sempre as suas ideias como as únicas e indiscutíveis.
A privatização da TAP é mais um
caso em que o 1º ministro se julga o dono da razão, ainda que se tenha escudado
em primeiro lugar numa premissa errada, dizendo que o Estado não podia injectar
capital na companhia, o que não é rigorosamente verdade, e esquecendo-se de
reconhecer o peso da TAP na captação de recursos para o turismo nacional e do
serviço público que a empresa presta aos nossos emigrantes um pouco por todo o
mundo.
Não é sério nem aceitável que
Passos Coelho sequer sugira que a alternativa à privatização é o despedimento
colectivo ou o fim da empresa, porque em Democracia há sempre alternativas, e
essa é mesmo a essência da Democracia.
terça-feira, junho 10, 2008
A CRISE ANUNCIADA
Há já alguns meses que se anunciavam os tempos conturbados que agora começam a desenhar-se no horizonte. O governo entreteve-se nos últimos meses a entoar loas aos seus sucessos a nível económico, reduzindo o défice para além do que tinha estipulado e que era exigido, muito à custa da retracção do investimento, do aumento da carga fiscal e dos baixos salários, forçados pelas previsões sempre erradas da inflação esperada.
José Sócrates apostou na retoma da economia mundial em 2008 e 2009, facto que não era previsível depois da crise no mercado imobiliário e de crédito dos Estados Unidos, em 2007, e da manutenção das tensões no Médio Oriente, Irão, Iraque e Afeganistão. Jogou a sua cartada, na presunção que em 2009 poderia abrir um pouco os cordões à bolsa, tirando daí benefícios eleitorais, mas o seu cálculo saiu completamente furado.
Estamos agora, não apenas com problemas económicos, mas com problemas sociais que são muito mais difíceis de resolver. As pequenas empresas estão a viver um verdadeiro sufoco, e os trabalhadores em geral têm salários que começam a não dar sequer para a subsistência, para além de temerem a todo o momento vir a perder os seus postos de trabalho. A instabilidade laboral é de tal modo prejudicial neste momento, que o descontentamento pode vir a tornar-se incontrolável com o agudizar previsível da crise.
José Sócrates apostou na retoma da economia mundial em 2008 e 2009, facto que não era previsível depois da crise no mercado imobiliário e de crédito dos Estados Unidos, em 2007, e da manutenção das tensões no Médio Oriente, Irão, Iraque e Afeganistão. Jogou a sua cartada, na presunção que em 2009 poderia abrir um pouco os cordões à bolsa, tirando daí benefícios eleitorais, mas o seu cálculo saiu completamente furado.
Estamos agora, não apenas com problemas económicos, mas com problemas sociais que são muito mais difíceis de resolver. As pequenas empresas estão a viver um verdadeiro sufoco, e os trabalhadores em geral têm salários que começam a não dar sequer para a subsistência, para além de temerem a todo o momento vir a perder os seus postos de trabalho. A instabilidade laboral é de tal modo prejudicial neste momento, que o descontentamento pode vir a tornar-se incontrolável com o agudizar previsível da crise.
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