Passos Coelho enquanto político é
simplesmente detestável, pela sua arrogância quando trata dos assuntos,
apresentando sempre as suas ideias como as únicas e indiscutíveis.
A privatização da TAP é mais um
caso em que o 1º ministro se julga o dono da razão, ainda que se tenha escudado
em primeiro lugar numa premissa errada, dizendo que o Estado não podia injectar
capital na companhia, o que não é rigorosamente verdade, e esquecendo-se de
reconhecer o peso da TAP na captação de recursos para o turismo nacional e do
serviço público que a empresa presta aos nossos emigrantes um pouco por todo o
mundo.
Não é sério nem aceitável que
Passos Coelho sequer sugira que a alternativa à privatização é o despedimento
colectivo ou o fim da empresa, porque em Democracia há sempre alternativas, e
essa é mesmo a essência da Democracia.





