Mostrar mensagens com a etiqueta Incúria. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Incúria. Mostrar todas as mensagens

sexta-feira, maio 03, 2019

PATRIMÓNIO DESCUIDADO


Todos puderam ver o programa Linha da Frente da RTP sobre o Palácio Nacional de Mafra, e só quem tenha estado distraído é que não terá visto como está mal cuidado e conservado.

As obras de recuperação dos carrilhões, a que se deu o devido destaque, que visam restaurar os dois magníficos carrilhões que fazem deste monumento um exemplar único, ainda que apenas um deles possa vir a ser tocado num futuro próximo, não conseguem esconder o mau estado do edifício e até de algumas obras de arte que lá se encontram.

Como se sabe para construir um edifício começa-se por baixo, já quando se recupera o trabalho começa exactamente por cima, pelos telhados e outras coberturas, onde não existem quaisquer trabalhos de recuperação em curso, ou estão sequer previstas acções a curto ou médio prazo. Será um problema de competência técnica, de falta de verbas, ou apenas um problema político que impede que seja feito o que é absolutamente necessário?  



quarta-feira, junho 14, 2017

PATRIMÓNIO E SEGURANÇA

Nos últimos dias têm vindo a lume diversos casos relativos a segurança, ou falta dela, que deram origem a atentados, e a incêndios, que têm resultado em perdas de vidas, e muitos feridos, e as pessoas estão agora mais sensibilizadas para os problemas ligados à segurança.

O Património também tem sido fustigado por alguns casos de falta de segurança, basta recordar a estátua do arcanjo que foi danificada no Museu Nacional de Arte Antiga, ou o vandalismo praticado no Parque do Côa, resultantes de lacunas na segurança a nível humano, ou de outros factores que podiam e deviam ser previstos.

A segurança nos museus tem sido muito descurada, e nem tudo se resolve com novas admissões (necessárias), porque existem muitas lacunas a resolver, desde os meios de combate a incêndios (alarmes e extintores), até aos planos de emergência, de que se falou há tempos, mas que não foram revistos, testados, ou sequer discutidos dentro dos serviços.


Não existe abertura por parte dos responsáveis para envolver os profissionais de vigilância nestas problemáticas, como se os problemas de segurança possam ser resolvidos nos gabinetes, longe da realidade e das particularidades dos espaços onde circulam os funcionários e o público, que deviam merecer toda a atenção e cuidado.

0

terça-feira, junho 06, 2017

POBRE CULTURA

Os últimos dias têm sido terríveis para a Cultura, especialmente para o sector do Património, onde as broncas têm surgido umas a seguir às outras, e há quem garanta que a procissão pode ainda estar no adro, porque se forem além da superfície, as investigações podem encontrar muito mais irregularidades que as já denunciadas.

Já aqui manifestei a minha opinião sobre uma estrutura como a DGPC, pesada e demasiado centralizadora, que em nada fica a dever ao antigo IPPC, que todos acharam ineficaz há dezenas de anos. Quando o poder de decisão é centralizado e distante dos serviços, e não existe nenhuma capacidade de decisão nos serviços tutelados, não se podem sacar responsabilidades aos seus chefes, que ou baixam os braços ou são substituídos quando apresentam reivindicações que não agradam à tutela.

Os acontecimentos em Tomar, e as notícias sobre os Jerónimos foram incómodas para o senhor ministro, mas está visto que decidiu atirar para canto, com um inquérito de que pouco se espera, porque a haver culpados terão que ser em primeira instância os altos quadros que falharam o seu dever de fiscalização, e decidiu acalmar a opinião pública com o anúncio das entradas grátis aos domingos e feriados pela manhã, que aguardavam regulamentação, que ainda nem sequer é conhecida, e sobre a qual não deu qualquer pista.


O sector está doente, muito doente, e o 1º ministro devia ouvir os trabalhadores de todos os sectores do Património, a começar pelos que estão no terreno e em contacto com o público, e também os operadores turísticos, nomeadamente os guias turísticos, para ter uma ideia do que está mal e do que podia ser feito, porque nos gabinetes reina a miopia total.


terça-feira, setembro 15, 2015

MUSEUS E FALTA DE SEGURANÇA



Foi sem surpresa que li a notícia do Jornal i onde a segurança do Museu Nacional dos Coches é arrasada, e onde são expostas algumas das fragilidades mais visíveis para o grande público e, logicamente para a jornalista que escreveu o artigo.


O Museu dos Coches não passava numa inspecção séria feita aos meios físicos dos requisitos indispensáveis para o funcionamento dum equipamento aberto ao grande público. Só o facto do acesso à exposição ser exclusivamente feito por meios mecânicos (dois elevadores), era o bastante para não ter autorização de funcionamento, note-se que as escadas normalmente utilizadas são as de emergência.


Pior do que a insuficiência ou a inadequação de diversos equipamentos, neste e noutros museus, palácios e monumentos, existem outras lacunas pouco conhecidas, mas que fazem perigar a segurança do público destes locais, sendo que o mais grave é a falta de formação do pessoal para situações de emergência, e isso está previsto na lei.


Quando visitamos um museu, um palácio ou monumento, encontramos pessoal que nos encaminha ou vigia os espaços, mas desconhecemos qual o vínculo laboral que têm e qual a formação que lhes foi dada para responder a situações de emergência. Por vezes vemos umas plantas para estas situações, noutras nem isso, mas podem crer que os funcionários, muitos deles contratados a prazo, ou com recibos verdes, ou ainda estagiários, não sabem como responder em situações de emergência.
 
Falar na falta de atenção da ASAE e das inspecções do trabalho no caso destes equipamentos culturais é pouco mais do que uma redundância.

terça-feira, janeiro 07, 2014

TIVEMOS SORTE

Os portugueses já se habituaram a ser acusados pelos alemães, e sobretudo pela senhora Merkel, de tudo quanto é mau, seja por falta de produtividade, de qualidade ou de juízo quanto a gastos, mesmo quando a Alemanha acaba por lucrar com os nossos problemas.

Acontece que a senhora Merkel agora não nos pode acusar de nada, no que toca à sua queda recente, enquanto esquiava nos Alpes suíços.

Soube-se que a culpa até pode ser da própria chanceler, por ter usado uns esquis com 25 anos, fabricados na antiga RDA. Afinal a senhora tanto poupou que acabou por usar material em más condições, que podem ter sido a causa do acidente, e felizmente sem a intervenção de nenhum “tuga".


Olhem só se os esquis fossem made in Portugal… 
««« - »»»
Livro Interessante