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terça-feira, março 30, 2021

TELEVISÃO

Não se pode dizer que seja um grande consumidor de televisão, sobretudo dos canais portugueses onde geralmente só vejo as notícias, e um ou outro programa da RTP 2. Este facto não me impede de passar por vezes pelos canais nacionais, para ver o que vão dando.

No final da semana passada fiquei a ver um programa que eu pensava ser sobre cozinha, e que afinal tratava de quase tudo menos de culinária, à excepção de ensinar a fritar um ovo, que afinal se afigurava difícil para os aspirantes a cozinheiro.

Várias coisas neste concurso tiveram o condão de me irritar. O palavreado do chefe da cozinha é inadequado e completamente excessivo. As atitudes do chefe nada têm de didácticas, mais parecendo assédio, pois visam a humilhação dos concorrentes. A falta de qualidades de chefia é gritante, pois se alguém precisa de usar daqueles métodos para se afirmar, é um falhado.

O que considero pior nisto tudo, porque sei que quem não gosta pode sempre mudar de canal, é que se dão sinais errados a quem procura singrar em qualquer emprego, sugerindo que só serão sucedidos se se deixarem humilhar, se nunca contrariarem o chefe, e anulando-se completamente perante a chefia.

Eu já conheci atitudes do mesmo tipo mas no contexto militar, e como se sabe nos nossos dias isso tem sido alvo de muitas críticas, e da sugestão de regras, que no caso deste programa de televisão ainda não vi ou ouvi da parte de ninguém.



These Military Cartoons are copyrighted to www.gigreetings.com
 


terça-feira, maio 30, 2017

O ASSÉDIO

Ainda há pouco a conversa no café andava em torno do assédio sexual e do assédio moral nos locais de trabalho, e como sempre o ponto mais controverso era se eram os homens ou as mulheres as principais vítimas.

Pelo que pude consultar através do telemóvel, tudo terá começado por causa de um estudo que será debatido na Assembleia da República e que terá sido promovido pela Comissão para a Igualdade no Trabalho e no Emprego (CITE) e desenvolvido pelo Centro Interdisciplinar de Estudos de Género do Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas.

Independentemente dos resultados apresentados e das percentagens registadas, que nem sequer discuto, parece-me que o foco da atenção está claramente deslocado, já que a comparação de percentagens de homens e mulheres vítimas do assédio, dá sempre como resultado a discussão de qual o género mais ofendido.


Para mim o assédio moral e o sexual é sempre condenável, seja qual for o género da vítima e ponto final. Deixem-se de distinções de sexo e debrucem-se sobre as formas de identificar e punir os agressores, também sem qualquer distinção de sexo, que só assim se acabará com estes comportamentos e se fará Justiça.