domingo, dezembro 10, 2006

NOTÍCIAS E COMENTÁRIOS

7 Maravilhas de Portugal
Portugal elege sete maravilhas arquitectónicas
Cristina Pombo 16:54 quarta-feira, 06 DEZ 06
De norte a sul, do interior ao litoral, os monumentos são um deleite para o olhar e um cartão de visita para os turistas e para os portugueses não dispensam um passeio por Portugal.
Apenas sete entre os 21 candidatos a figurar entre as "Sete Maravilhas de Portugal" terão a honra de ostentar o título. A iniciativa tem o apoio do Ministério da Cultura e insere-se num projecto internacional paralelo, através do qual serão eleitas as sete maravilhas do mundo.
A partir de hoje, os portugueses podem votar nas suas favoritas via Internet ou SMS. A decisão final só será conhecida a 7 de Julho do próximo ano.
A lista dos 21 candidatos foi divulgada ao início da tarde no Centro Cultural de Belém, numa cerimónia presidida pela Ministra da Cultura, Isabel Pires de Lima.
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Comentário d'O Guardião
Desconheço o critério que levou à escolha dos 21 monumentos candidatos a figurar entre as opções de escolha dos portugueses para as "Sete Maravilhas de Portugal" contudo, são muito discutíveis desde logo por integrar a Fortaleza de Sagres (critério desconecido a nível arquitectónico) e por omitir o Palácio Nacional de Sintra, o único palácio medieval português ainda existente e exemplar único pela suas influências arquitectónicas diversas e singulares.
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Space Shuttle Discovery and a crew of seven astronauts lifted off Saturday from Kennedy Space Center at 8:47 p.m. EST. After reaching orbit, Discovery’s crew set to work to open the payload bay doors, set up computers and equipment and check out the shuttle’s robotic arm. Heat shield inspections will begin Sunday with a station docking scheduled for Monday at 5:05 p.m. The STS-116 crew members will dock to the International Space Station, install the new P5 truss structure and perform three spacewalks to rewire the station for electricity generated by a solar array delivered in September. STS-116 will also swap crew members when mission specialist Sunita Williams becomes a flight engineer for Expedition 14. Taking Williams' place aboard Discovery for the ride home is European Space Agency astronaut Thomas Reiter who has lived aboard the station since July.

Fonte
http://www.nasa.gov/mission_pages/shuttle/main/index.html

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Comentário d' O guardião

Depois do adiamento devido às más condições atmosféricas, já partiu para o espaço a Discovery que vai permitir o avanço da construção da Estação Esapacial Internacional.

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Marcelo Rebelo de Sousa

“Dúvida existencial: um ser verdadeiramente muito inteligente pode ser arrogante? Ou, por natureza, tem a humildade de conhecer os seus limites? Divide-se a doutrina. Eu gostaria de saber ao certo para poder retratar Mariano Gago”

In http://sol.sapo.pt/Blogs/marcelorsousa/default.aspx

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Comentário d' O guardião

Mariano Gago é mais um ministro que vem na sequência de Veiga Simão e nada de bom vem trazer para o ensino em Portugal. Desde os meus dezasseis anos tenho vindo a apreciar as sucessivas reformas do ensino e, muito francamente só posso afirmar que nada de útil vieram a trazer às pobres cobaias, os alunos diga-se, que mostram cada vez mais dificuldades na aprendizagem dos programas instituidos e cada vez mais demonstram graves insuficiências na sua cultura geral.

Contatei isto com os meus filhos e agora com os meus netos, a quem nem sequer posso ajudar por terem alterado nomenclaturas e terminologias onde não encontro nem consistência nem objectividade.

Mariano Gago talvez se tenha prestado a cavar um fosso ainda maior entre a realidade da maioria dos alunos do ensino secundários e as exigências do ensino superior vocacionado para o mercado de trabalho. Talvez devesse ter começado por conversar com a ministra da Educação antes de se ter pronunciado sobre excelência, que nunca poderá ser atingida com a preparação actualmente exigida.

sexta-feira, dezembro 08, 2006

A FRASE MAIS INFELIZ DA SEMANA

“Famílias não estão a ser tão penalizadas como isso”
Ministro das Finanças, Teixeira dos Santos
IPPAR chumba ampliação do Museu Nacional de Arqueologia
O Conselho Consultivo do Instituto Português do Património Arquitectónico (IPPAR) reprovou o projecto de ampliação do Museu Nacional de Arqueologia, informa hoje o Expresso, danço a conhecer o desfecho de um processo que já se arrastava há mais de cinco anos.
Os técnicos do IPPAR consideraram que a ampliação do museu colocaria em risco a sustentabilidade do Mosteiro dos Jerónimos, e que oferecia enormes problemas em termos da consolidação das paredes.
O semanário lembra que o Museu Nacional de Arqueologia está actualmente a funcionar numa das alas do Mosteiro dos Jerónimos, com reduzido espaço para apresentar a sua colecção permanente.
O Conselho Consultivo do IPPAR recomendou, inclusivamente, que o museu abandone o edifício histórico.
Diário Digital 08-12-2006 11:58:28

Seminole tribal elder Bobby Henry dresses in traditional clothes for a news conference at the Hard Rock Cafe in New York December 7, 2006. Britain's Rank Group has agreed to sell its Hard Rock cafe and casino business for $965 million to the native American Seminole Tribe of Florida, which already makes 90 percent of its revenues from gambling.
07 Dec 2006 REUTERS/Brendan Mcdermid

quinta-feira, dezembro 07, 2006

MARKETING POLÍTICO


Archaeologists Find Mummified Remains

By MAAMOUN YOUSSEF

Associated Press WriterDecember 6, 2006, 7:18 PM EST

CAIRO, Egypt -- Archaeologists have discovered the mummified remains of a doctor they believe lived more than 4,000 years ago and was buried along with metal surgical tools. The mummy was discovered in Saqqara, 12 miles south of Cairo, while archaeologists were cleaning a nearby site, Egypt's official Middle East News Agency quoted Zahi Hawass, chief of the Supreme Council of Antiquities, as saying.

Hawass said the doctor, named Qar, lived under the 6th dynasty from about 2350 B.C. to 2180 B.C., and that the upper part of the tomb was discovered in 2000 while the sarcophagus was found during more recent cleaning work. "The lid of the wooden casket had excellent and well-preserved decorations ... and the mummy's linen wrappings and the funerary drawings are still in their original condition," Hawass said. He said the mask covering the face of the mummy was very well preserved despite slight damage to the mouth area. Bronze surgical instruments, earthenware containers bearing the doctor's name, a round limestone table, and 22 bronze statues of gods were also discovered, Hawass said.

In http://www.newsday.com/news/science/wire/sns-ap-egypt-mummy,0,3856651.story?coll=sns-ap-science-headlines

quarta-feira, dezembro 06, 2006

O QUE CRESCE MAIS EM 2007?

A leitura do caderno de Economia do DN é sempre um exercício de paciência e de tentativa de entender o paralelo entre o economês e a vida real.
Perante o título “Custo de vida – trabalhadores mais mal pagos terão ligeiro aumento do poder de compra em 2007” fiquei extremamente curioso em saber como é que isso era possível.
Comecei por ficar a saber que o tal ligeiro aumento de poder de compra era “muito pouco” e que não abrangia os funcionários públicos, os trabalhadores deficientes e os inquilinos com contratos de arrendamento antigos. Com um leque muito mais reduzido, saliento que estamos a falar apenas dos que auferem salários muito próximos do SMN, fui continuando a ver quem mais era descartado do hipotético “aumento do poder de compra” e fui acrescentando os que têm viatura própria, os que são consumidores de água da rede pública e os que têm empréstimos bancários para a compra de casa.
Bem, aqui comecei a pôr em causa o título do artigo e a voltar ao fragmento do título “Trabalhadores mais mal pagos” e raciocinei tudo de novo e cheguei à conclusão de que estava a fazer um exercício completamente inútil, tratava de saber-se se 17€ (dezassete euros) de aumento mensal pagavam os aumentos esperados, e apenas esses, para o ano de 2007. Penso que os redactores do caderno de economia podiam, e deviam, debruçar-se sobre este montante (17€) e depressa chegariam à conclusão de que todo o artigo citado é inútil e despropositado, para não dizer que é enganoso ( sobretudo o título) e ofensivo para quem aufere salários baixos e quiçá vergonhosos neste país.

domingo, dezembro 03, 2006

TEMPOS DE CRISE

CARTOON DE PABLO DIAZ
I was born in 1974 in Córdoba, the second city of Argentina and I'm living there now. Since I have memory I did to draw humor, first for entertaint I am self and after that I wonted to see this drawings in diverse magazines.Actualy my cartoons are published in "Panza Verde" argentina magazine's humor, "El Batracio Amarillo" of Spain, and several web sites of graphic humor. I was in many humor, comics and ilustration exhibitions in my country. I had Industrial Design studys at university for can to live but I would like to do only cartoons.* Member of Good Humor Party :-)* If some body knows anythings abaut spain can visit my web site: www.iespana.es/xordoba.

quinta-feira, novembro 23, 2006

TLEBS E EUROS


A confusão está lançada. Nova terminologia ou nova gramática? O que estava errado na velha terminologia que todos utilizamos e porque é que se propõe alterar radicalmente tudo? Quais os benefícios para a língua portuguesa?
Questões há muitas, já as explicações escasseiam.

segunda-feira, novembro 20, 2006

TRIBUNAIS AD HOC ?


A justiça em Portugal não deixa de nos espantar, agora são os tribunais arbitrais ad hoc para julgamentos milionários!
É a justiça privada a impor-se e até o Estado recorre a ela, como aconteceu no caso do Hospital Amadora-Sintra do Grupo Mello onde de credor passou a devedor no valor de 38 milhões.

Fonte DN de 20/11/2006

sábado, outubro 28, 2006

NOTÍCIAS E COMENTÁRIOS

Os estudos sobre as portagens nas SCUT foram encomendados a uma empresa de que foi fundador e sócio um adjunto do secretário de Estado das Obras Públicas. O valor pago pelo ministério de Mário Lino foi de 275 mil euros e os trabalhos foram adjudicados sem concurso.

Sol 28 de Outubro de 2006

As explicações do senhor ministro sobre a introdução de portagens em algumas SCUT basearam-se precisamente nos referidos estudos, bem fundamentados e rigorosos segundo o mesmo, onde foram avaliados alguns parâmetros que fundamentaram a decisão. Para o português comum pouco importa que os estudos tenham sido pagos pelo MOP ou pela empresa Estradas de Portugal EP, porque o dinheiro vem direitinho do bolso dos contribuintes, mas fica sempre a dúvida sobre a escolha da entidade que efectuou os estudos.

A constitucionalidade da proposta (taxas moderadoras de internamento e cirurgias) baseia-se na alínea a) do número 2 do Artigo 64 da constituição. E a equidade está salvaguardada pelas isenções: cerca de 55% da população está isenta.

Sol 28 de Outubro de 2006

Estas declarações do ministro Correia de Campos demonstram a fraqueza dos argumentos desta proposta de taxas moderadoras. Em primeiro lugar não podem ser consideradas moderadoras porque não moderam coisa nenhuma, antes oneram os cidadãos quando estão doentes e portanto a receber apenas parte do salário correspondente à actividade que estão impedidos de exercer.
No que diz respeito à equidade teria de ser uma taxa proporcional aos rendimentos do contribuinte, nunca uma quantia igual para todos acima dum rendimento definido (neste caso ridiculamente baixo). As dificuldades de implementação desta metodologia são imputáveis ao legislador e não podem recair sobre os contribuintes.

quinta-feira, agosto 31, 2006

NO PAÍS DAS MARAVILHAS

Um destes dias enquanto me ocupava em tarefas de jardinagem, recomendadas a quem já passou o meio século de vida, ao mexer numa roseira questionei-me sobre os efeitos da infecção causada pelos espinhos de tão bonita planta. A reflexão era meramente académica já que o uso de luvas é também recomendado, mas isso não foi argumento de peso para parar o raciocínio.
Para começar, pensei eu, estamos em Portugal e a rosa é símbolo do partido político que está no governo, logo será o substrato mais atreito a infecções deste tipo. Aqui fez-se luz. Tudo parece então ter explicação.
As bichas para as consultas nos centros de saúde têm uma explicação, o povo está apenas a fugir ao isolamento e procura conviver com os seus vizinhos, começando estas amenas cavaqueiras durante a noite anterior ou pela madrugada do dia das consultas. Simples, não é?
Portugal é o país da UE onde existe a maior diferença de rendimentos de trabalho, por isso há que manter essa harmonia continuando a calcular os aumentos de vencimento na base das percentagens, evitando-se assim que os trabalhadores com mais baixos rendimentos se deslumbrem com aumentos a que não estão habituados. É elementar!
O país não conhece nenhum tipo de criminalidade, logo há que enviar a GNR e a PSP para missões no estrangeiro, alardeando a nossa segurança interna e a capacidade económica de Portugal. Ficaram cá ainda algumas forças de segurança, nós sabemos, porque há que garantir a integridade física dos futebolistas que chegam e partem do país, não vá o diabo tecê-las.
De repente fui interrompido pelo carteiro, que me perguntou se eu estava bem. Bolas, afinal o sol na moleirinha estava a fazer efeito. Da próxima vez prometo usar o chapéu...

domingo, julho 23, 2006

O APLAUSO MERECIDO

Por mais de uma vez aqui teci críticas ao DN, de que sou leitor assíduo, por este ou aquele motivo, mas agora quero registar o meu agrado pelo tema de capa da Notícias Magazine de 23 de Julho de 2006. Os motivos~são diversos, porque trata de um assunto cultural, porque chama a atenção para alguns dos problemas desta paisagem protegida (Sintra) e também porque ouviu alguém que verdadeiramente se preocupa e conhece a situação.
Conhecendo alguns aspectos deste relatório diría que as entidades públicas responsáveis saem mal disto tudo, sobretudo por falta de coordenação e cooperação, os Parques de Sintra - Monte da Lua é considerado como um falhanço a todos os níveis e a Câmara de Sintra, apesar das declarações do dr. Fernando Seara, também fica com culpas no cartório por se mostrar impotente no que respeita a travar intervenções que são perfeitas aberrações num contexto desta natureza.

quinta-feira, julho 20, 2006

O RIGOR DAS INCÓGNITAS

Apesar de estar no gozo de merecidas férias, pequenas porque o dinheiro é escasso, não consegui ficar alheio às notícias do país.
Hoje ficámos todos a saber pela voz do ministro das finanças que afinal os funcionários públicos, contratados a prazo e outros agentes com tipos variados de vínculo ao Estado são menos de 600.000. O número que, pelos vistos, o ministro que não gostava dos termos supranumerários ou excedentes acha elevado, é substancialmente inferior aos 700.000 que o governo (não o actual ministro) estimava no início do seu mandato. O número agora conhecido é interessante porque desmente os cálculos anteriores e porque para ser mais credível (?) acaba na singular uma unidade, apesar da sua grandeza de centenas de milhar.
Voltando ao início do processo de reestruturação da administração pública, tínhamos 700.000 funcionários e era necessário reduzir cerca de 75.000, se agora partirmos do número do ministro será que afinal não há pessoal excedentário? Não parece que assim seja, pois já saiu um secretário a terreiro dizendo que há que diminuir o número de funcionários. Há dois ou três dias veio a lume a poupança para 2007, apenas com vencimentos, devido há reestruturação da função pública. Quando alguém pergunta quantos funcionários são excedentários e em que serviços, nenhum ministro ou secretário avança com esses números, o que também é sintomático de quem prometeu sindicâncias, ou algo parecido, em todos os ministérios logo no início de funções e que nunca foram divulgadas publicamente.
O rigor e a credibilidade, apregoados até à náusea, esbarram nas numerosas incógnitas e falhas nos cálculos com que se partiu para a resolução desta equação que vai mexer com a vida de muitos portugueses.
Muito se escreveu sobre “o monstro” de 700.000 almas, e afinal era 13% mais pequeno apesar de toda a clientela política que se foi lá instalando na última década com o beneplácito dos diversos governos. Economistas e outros comentaristas utilizaram números pelos vistos errados, e concluíram que o emagrecimento era necessário, agora terão a mesma opinião?Modernizar e adequar as estruturas é uma tarefa que deve ser feita e que nunca estará concluída, fazendo parte dum processo dinâmico da sociedade, já a colocação na prateleira ou mesmo o despedimento por cansaço, significa uma quebra unilateral de contrato a que um Estado de direito não se pode expor.

domingo, julho 16, 2006

É UMA PENA


Ontem, na companhia de alguns amigos que trabalham no estrangeiro, desloquei-me ao Palácio da Pena em Sintra e fui mais uma vez enganado por entidades directa ou indirectamente dependentes do Estado.
Começou pela visita do palácio que está obrigatoriamente associada ao Parque, que eu não pretendia visitar e que é uma vergonha. Depois fui informado que o preço tinha aumentado recentemente e que já não era o constante na página da internet que eu, geralmente bem informado, consultara previamente http://www.parquesdesintra.pt/info/info_pena.htm.
Sei que todos nós somos bombardeados com pareceres e recomendações dizendo que os serviços públicos podiam ser substituídos com vantagem por empresas privadas ou por parcerias público/privadas, ou até por sociedades de capitais públicos que se regem pelo direito privado. O que eu gostava de saber é quem responde por esta situação em concreto, em que os capitais são públicos e os ministérios envolvidos, Cultura para ser mais preciso, nos mentem em sites oficiais.
Para que não haja quem ponha este desabafo em dúvida, aconselho a consulta do site atrás mencionado e http://www.ippar.pt/monumentos/palacio_pena.html para que possa concluir como eu, que a informação está errada.
Não há Simplex que nos valha, porque ou as coisas são feitas à revelia dos ministérios, ou os ministros não estão atentos ao que se passa, nomeadamente no que respeita aos direitos dos cidadãos.

sexta-feira, junho 23, 2006

MANIPULAÇÃO DA INFORMAÇÃO

Ao ler no DN de 19 de Junho o título “UNESCO quer gerir melhor património”, referindo Sintra, fiquei desde logo interessado em apreciar o conteúdo da notícia. Li com atenção e fiquei abismado com tudo aquilo.
Comecei logo por discordar com o título que, devia ser “UNESCO quer património melhor gerido” porque é evidente que esta entidade não pretende (nem lhe compete) gerir, agora ou no futuro, qualquer património em Sintra ou noutras paragens. Acho mais curioso ainda que um parecer de Março tenha sido divulgado três meses depois, para mais quando se afirma que este organismo internacional “... quer que seja criada uma estrutura independente capaz de gerir a paisagem cultural de Sintra...”.
Pessoalmente não acredito nem em coincidências nem na inocência da oportunidade com que esta notícia surge.
Acredito que muita gente esteja completamente alheada deste assunto, mesmo os próprios jornalistas, mas há factos que podem e devem ser divulgados, e até investigados, relacionados com este tema.
Recuando uns anos, até ao ano de 2000, podemos perguntar se não foi este mesmo pretexto que originou a criação da empresa Parques de Sintra – Monte da Lua, S.A. com o aval do próprio governo? Argumentava-se também na altura que havia um excesso de entidades com competências diversas a actuar nesta área (Sintra) dum modo completamente descoordenado.
O que aconteceu com esta sociedade anónima de capitais inteiramente públicos desde então até aos dias de hoje? Abreviando, pergunto só qual é o montante das dívidas acumuladas e que melhoria trouxe para a Serra de Sintra?
Há notícias que surgem, não se sabe bem porquê, nem de onde, e que aparentam ser isso mesmo; notícias, mas que servem interesses económicos ou políticos preparando o caminho para algo que ainda não é conveniente divulgarem.
Estrutura independente é algo pouco preciso, tanto mais que a dita sociedade anónima também encaixa no conceito. Esconderá tudo isto a privatização da gestão de toda esta Paisagem da Humanidade?
Aconselho a consulta do site
http://www.parquesdesintra.pt/ms/missao.htm para verificarem que afinal, já tudo devia estar resolvido desde 2000.

domingo, junho 18, 2006

O OUTSOURCING

Na guerra que este governo declarou aos trabalhadores da função pública temos ouvido até à exaustão diversas teorias que vão intoxicando a opinião pública, mas que não estão comprovadas nem são correctas.
Menos Estado, melhor Estado é dum dos exemplos que não colhe, desde logo porque quando nos viramos para os países do norte da Europa constatamos que se passa a situação inversa. O que falha então em Portugal? Será que o falhanço não se encontra na classe política que não tem competência para nos dirigir e pelo excesso de partidarização da máquina do Estado?
Outra mistificação é o pretenso excesso de funcionários, mas nunca ninguém diz onde nem quais. Também aqui se nota a falta de uma política correcta de recursos humanos, desorientação mesmo, e não há qualquer intenção visível de eliminar os imensos cargos ocupados por pessoal de confiança política que, mesmo não sendo verdadeiramente funcionários, enxameiam ministérios e direcções gerais consumindo verdadeiras fortunas ao erário público.
O outsourcing foi apontado até por um ministro como solução para muitas situações. A contradição salta à vista de qualquer cidadão, então se há funcionários a mais como é que se explica a contratação de serviços a entidades exteriores? Está mais que provado que esta solução (?) será apenas de cosmética pois apenas se transfere d a despesa de rubrica. Está ainda por provar que o outsourcing signifique alguma economia havendo até diversos exemplos que contrariam esta ideia.
Finalizando pode-se afirmar que esta ofensiva contra os funcionários públicos é prejudicial aos cofres do Estado, já o está a ser por manifesta desmotivação, e vai concerteza vir a reflectir-se na qualidade e no preço dos serviços públicos, a menos que o governo resolva reformar e modernizar a máquina do Estado com os funcionários e não contra eles.

sexta-feira, junho 09, 2006

MUSEUS PODEM FECHAR

As medidas anunciadas pelo governo, que apontam para a não renovação dos contratos do mercado social de emprego, POC’s e das aquisições de serviços, colocam em causa o regular funcionamento de museus, palácios e monumentos sob a alçada do Ministério da Cultura à medida que terminem os períodos de validade já acordados.
Numa breve ronda por alguns serviços dependentes do IPPAR ficámos a saber que o problema pode ocorrer já no mês de Julho, caso seja aplicada esta medida a trabalhadores que estão a terminar o primeiro ano de contrato, ou caso ainda haja uma renovação para os possíveis seis meses de prolongamento, será transferido para Novembro o inevitável problema de falta de pessoal.
Foi-nos transmitido que alguns directores estão a tentar transmitir algum optimismo para este Verão, mas a verdade é que ninguém está disposto a manifestar certezas sobre eventuais renovações. O caso é verdadeiramente preocupante pois estamos a falar do universo dos vigilantes-recepcionistas em que mais de 50% dos trabalhadores estão em situação precária e portanto abrangidos por esta resolução.
Este caso é um dos exemplos de cortes cegos para os quais já nos deram como resposta oficiosa que terá solução com recurso aos supranumerários. A resposta falha desde logo por ser tecnicamente inviável em tempo útil, e também porque este tipo de funções com os horários praticados e as remunerações existentes não terá certamente base de recrutamento no quadro de supranumerários.
Sempre dissemos que o recurso a pessoal com vínculo precário não era a solução para os problemas de falta de pessoal de vigilância dos museus, palácios e monumentos e que as medidas impostas pelo Ministério das Finanças apenas iriam agravar as coisas, os factos parecem dar-nos razão.
O s museus, palácios e monumentos podem fechar muito em breve, por falta de vigilantes e por manifesta falta de coragem do Ministério da Cultura.

terça-feira, junho 06, 2006

A TRAMA DAS ELITES

As despesas são muitas, as receitas não aumentam na mesma proporção, cada vez mais se torna difícil esconder o défice, há que arranjar culpados para este estado de coisas: o funcionalismo público.
Eles, os economistas reputados que já há dez ou vinte anos conhecemos e que passaram por governos, empresas públicas ou participadas, bancos outrora públicos e hoje privados, ou até por grandes grupos económicos, acham que é absolutamente inevitável cortar na função pública. O “monstro”, como alguém lhe chamou tem de emagrecer, temos Estado a mais em Portugal.
É muito curioso que se afirme que temos Estado a mais, e se dê como exemplo de milagre económico a Finlândia, mas deve ter sido um lapso estratégico. Não tenho ouvido os tais economistas e comentadores falarem dos países nórdicos como exemplos de bem-estar social, boa distribuição da riqueza gerada, cidadania e cumprimento das obrigações fiscais. Estou quase certo que só ouvi falar, em relação as estes países, a propósito do cartão único de identificação (que se encarregaram de perverter com diversos números) e na utilização de novas tecnologias e educação onde naturalmente nos dão cartas.
O neoliberalismo, de que são defensores convictos ou convertidos, não lhes permite descortinar que a virtude não está no sector público ou privado, mas na qualidade das suas classes dirigentes.
Esgrime-se frequentemente a expressão de “interesses corporativos”, sempre que alguém tenta contrariar a fúria neoliberal das privatizações, cortes sociais e despedimentos, mas nunca se fala dos grandes interesses económicos, da incompetência política e da “falência” das elites instaladas à sombra dos diversos poderes económicos e partidários.
O descrédito dos políticos portugueses é o resultado das assimetrias sociais, pela inversa, nos países nórdicos são respeitados bem como o funcionalismo público.
Tudo isto dá que pensar...

segunda-feira, maio 15, 2006

POLÍTICAMENTE (IN)CORRECTO

Há já alguns anos que os governos, diversos por sinal, andam a propagandear medidas para reduzir e moralizar a despesa por razões de competitividade e devido ao défice público. Resumidamente aumentaram-se os impostos, reduziram-se os salários reais, desregulamenta-se o trabalho e retiram-se direitos a pretexto de serem consideradas regalias.
Apesar da imensa propaganda e de leituras parciais de dados estatísticos, a realidade é que os bolsos da maioria dos portugueses estão mais vazios e as finanças do país não apresentam melhorias como todos sabem.
Há alguns exemplos gritantes de que o politicamente (in)correcto apresentado como solução para a economia é socialmente injusto e reprovável, a saber:
- Políticos que recebem reformas por actividades políticas anteriormente exercidas e que continuam ainda a exercer acumulando reforma e vencimento permitem-se reduzir futuras pensões dos trabalhadores que têm carreiras contributivas completas, e não de 6 ou 8 anos como é o caso de muitos que nós conhecemos.
- As diferenças de rendimentos do trabalho na esfera dependente do Estado é cada vez maior, mas continuam-se a criar situações excepcionais para quadros de topo, com vencimentos e outras regalias que ultrapassam em muito o imaginável. Será que um dia virá alguém que proponha aumentos do mesmo montante para todos do topo até à base? É que a vida custa a todos, e não há bons gestores sem funcionários competentes.
- Está ser equacionado um sistema de prémios para os gestores que tenham bom desempenho, salvo erro não me parece que alguém tenha equacionado alguma medida idêntica para os subordinados, ou será que o gestor será o único a que o merece? Afinal também ele foi contratado para obter resultados.
- O que dizer das senhas de presença que alguns recebem para estar presentes no trabalho? Sim temos comissões, órgãos consultivos e sei lá o que mais onde há destas aberrações, melhor, compensações.
Chega de nivelar por baixo, para manter os condomínios fechados e outras torres de marfim a que só alguns parecem ter direito.

terça-feira, maio 09, 2006

OS ILUMINADOS

Numa altura em que se fala na reforma da função pública com contornos que ninguém conhece, tal o secretismo que a rodeia, importa reflectir pelo menos numa medida que à partida poderia ser aceite como justa e exequível: a avaliação do desempenho.
Vamos reportar-nos à área do Património como exemplo duma ideia que podendo parecer boa esbarra completamente com o bom senso, e com aquilo que a prática nos ensina a todos que conhecemos o meio. Para começar temos os objectivos dos serviços que parecem uma listagem de boas intenções com que todos concordariam, se houvessem os meios materiais e humanos necessários, o que não é o caso. Continuando, há que mencionar que os objectivos dos dirigentes dos serviços não são conhecidos, embora sejam fáceis de determinar pelas constantes estatísticas solicitadas sobre as receitas do local de trabalho.
O objectivo, não confessado é claro, é o de aumentar as receitas em 10 ou 15% relativamente ao ano anterior pelo que se percebe pelos sinais dados, como se o fluxo de visitantes fosse passível de ser determinado, ou se os funcionários pudessem contribuir verdadeiramente para que isso pudesse acontecer. O aumento de visitantes do Mosteiro da Batalha depende muito mais do afluxo de visitantes de Fátima e da divulgação do mosteiro do que do bom serviço prestado, do mesmo modo o público do palácios de Sintra e Queluz depende grandemente da fluidez ou dos engarrafamentos da IC-19 e todos os monumentos estão sujeitos às flutuações do turismo internacional que dependem de factores exógenos que ninguém controla na realidade.
As ideias tidas em gabinete podem parecer sedutoras, mas caem por terra por falta de conhecimento das realidades. Para além desta ficção apetece questionar que meios foram postos à disposição dos serviços para se alcançarem estes ou outros objectivos? Falamos de formação profissional, de melhorias dos espaços museológicos, de reforço do pessoal para a época de maior afluxo de visitantes, na promoção do Património além fronteiras, na colaboração com os agentes turísticos, na renovação dos produtos à venda nas lojas, nos planos de segurança dos monumentos, etc. ...
Vamos ser realistas, não teremos melhorias sustentadas se continuarmos a pretender fazer reformas que não envolvam os funcionários, como tem acontecido até aqui.