Mostrar mensagens com a etiqueta Mentirosos. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Mentirosos. Mostrar todas as mensagens

terça-feira, dezembro 08, 2015

CANDIDATOS NEUTROS



Marcelo Rebelo de Sousa, o candidato à cadeira de Belém irrita-me por tentar passar a imagem de candidato independente e apartidário, porque não o é, nem deseja sê-lo, apesar de toda a sua “música”.

Não existem candidatos sem ligações a partidos, seja apenas a simpatia, seja a militância, e não vejo grandes problemas nisso, até porque dizem muito sobre o candidato, e quando nos tentam fazer crer que isso não influenciará as suas acções no mais alto cargo da nação, aí eu deixo de acreditar em tudo o que provém da boca desses candidatos.



sexta-feira, janeiro 31, 2014

PURA HIPOCRISIA POLÍTICA

É confrangedor ouvir um ministro dizer que “é importante criarmos as condições para que quem saia o faça por vontade e não por necessidade”, ao mesmo tempo que o mesmo governo pretende “densificar” critérios de despedimento sem justa causa.

Poiares Maduro pode ser muito bom, ou julgar que o é, na gestão da comunicação do governo, mas não passa dum propagandista barato da banha da cobra que chega mesmo a ofender quem tem dois dedos de testa.


A agenda governamental está bem clara para todos, e visa facilitar os despedimentos, precarizar o emprego e baixar os salários. Não tem legitimidade para o fazer, pois prejudica muitos para benefício de poucos, por muito que hajam Maduros a fazer propaganda enganosa… 

««« - »»»
Poster de Propaganda

segunda-feira, janeiro 14, 2013

MENTIROSOS COMPULSIVOS



Ainda há pouco mais de 2 anos todos, eu incluído, escreviam sobre as mentiras de José Sócrates, dizendo que o homem dizia uma coisa e fazia outra, mas hoje já poucos se lembram disso.

O esquecimento não se deve ao facto de Sócrates não ter mentido, mas sim porque ele foi largamente ultrapassado por Passos Coelho, que em apenas dois anos eclipsou as façanhas de Sócrates.

Portugal não pode ser governado por gente que não tem palavra, ou que pretenda governar com um programa muito diferente daquele com que se apresentou a eleições.



terça-feira, julho 10, 2012

ACABAR COM O MITO

Temos ouvido da boca de diversos dos comentadores ligados ao poder e dos partidos do governo, e por diversas vezes, que O Estado tem muitas “gorduras”, e que é preciso cortar nos funcionários públicos porque o patrão Estado gasta mais do que pode. 

Convém recordar que o défice do Estado quando Cavaco Silva foi para o governo era duma dimensão muito inferior à actual e que começou a aumentar ao mesmo tempo que entravam os dinheiros da então CEE. 

Começando a partir dessa época podemos ver que todo o dinheiro era encaminhado para a chamada política do betão e do asfalto, cujos beneficiários eram as empresas privadas de construção civil. A construção cresceu, vendiam-se casas, lucravam os bancos e o país começava a endividar-se beneficiando as empresas destes sectores. 

Acabou-se com a agricultura e com as pescas, e os grandes proprietários com terras e com embarcações, privados bem se sabe, amealharam os dinheiros vindos de Bruxelas. Tudo continuou de velas enfunadas até que os dinheiros da Europa começaram a diminuir, mas não se podia parar a maré. 

Com a diminuição da contribuição europeia, vieram os grandes projectos e grandes empréstimos fitos no exterior, e lá surgiram mais estradas, estádios de futebol e uma Expo que foi o orgulho nacional, só que ninguém dizia que o país estava a ficar mais endividado. 

Quando começaram a surgir umas luzinhas de alarme, começou a dizer-se que era preciso privatizar em força, e mais uma vez se começaram a entregar fatias das grandes empresas do Estado a privados, porque havia compromissos a pagar. Tudo o que era lucrativo começou a ser alienado, mas não se disse que as receitas dessas empresas estavam a ser retiradas ao Estado e que isso iria implicar a subida dos impostos a curto prazo. 

O bodo continuou com as PPP, onde o Estado garantia o lucro dos privados por 30, 40 ou mais anos e ainda ficava como avalista dos empréstimos internacionais. No caso das Scut a vergonha ainda foi maior, porque havia uma comparticipação europeia destinada a beneficiar a comunidade e afinal passaram a ser pagas pelos utilizadores e o Estado ainda ficou obrigado a garantir rendas chorudas aos concessionários. 

Tudo isto aconteceu sem que os comentadores ligados ao poder e os partidos que passaram pelos diversos governos viessem dizer que o Estado se estava a endividar e a entregar tudo o que era lucrativo para benefício de privados. Agora dizem todos que foi o Estado que se endividou e que gasta mais do pode, sem nunca aludir quem teve responsabilidades ou quem beneficiou durante todos estes anos em que o endividamento foi aumentando. 

Finalizo dizendo que, a menos que os juros da nossa dívida passem para taxas perto de 1%, Portugal nunca terá capacidade para pagar a sua dívida actual, porque seria preciso haver um crescimento muito alto para se conseguirem pagar os juros e amortizar a dívida. Os comentadores e políticos da área governamental sabem isso, mas não o dizem porque é uma verdade inconveniente. 


quinta-feira, maio 28, 2009

EXPLORAÇÃO HIPÓCRITA

A minha memória já não é tão fiável como acontecia há uns anos mas mesmo assim ainda não é má de todo. Enquanto lia as notícias aqui nesta máquina, os olhos saltaram para um título, por sinal gralhado, que dizia: “CIP surpreendida com perda do poder de compra do salário mínimo”.

O senhor Francisco Van Zeller, o presidente da CIP, afirmou ter ficado surpreendido com as conclusões do cálculo da TSF sobre o poder de compra do actual salário mínimo, e acrescenta que as empresas não ficaram a ganhar com o facto.

É aqui que a memória deu jeito, já que há uns meses atrás, este mesmo senhor veio dizer que os 450 euros do ordenado mínimo eram uma má notícia para os empresários e que isso ia prejudicar a competitividade das empresas nacionais. O argumento dado pelo governo na altura era precisamente o da depreciação do salário mínimo, meus caros.

Com patrões deste calibre, e falo apenas da falta de memória e de jeito para os números, o país não vai para a frente, e nesse sector específico não somos competitivos, porque as únicas soluções que sistematicamente apresentam são, a contracção dos salários e a diminuição dos impostos.

Para que conste, o próprio Eurostat demonstra nos seus dados que o salário mínimo nacional é o segundo mais baixo da zona euro, e que apesar de estar à frente da Eslováquia, há que ter em linha de conta que ficamos a perder no que diz respeito ao poder de compra, já que os preços cá são superiores.



««« - »»»
No Jardim do Guardião
dreams by BlackRifle

harmony by kosminakakis

««« - »»»
Caricaturas
Nelson Santos

Nelson Santos