Temos constatado cada vez mais, que há quem queira fazer um ajuste de contas com o passado, usando para isso critérios do presente, ainda que isso vá contra tudo o que se aprende nos compêndios e na vida.
terça-feira, novembro 13, 2018
JULGAR A HISTÓRIA
Temos constatado cada vez mais, que há quem queira fazer um ajuste de contas com o passado, usando para isso critérios do presente, ainda que isso vá contra tudo o que se aprende nos compêndios e na vida.
sexta-feira, dezembro 02, 2011
MENTIRAS, OMISSÕES E HIPOCRISIA
Alguns portugueses bem se podem queixar da qualidade dos governantes que temos. A grande maioria não votou sequer em quem detém o poder, outros votaram neles mas foram iludidos pelo que eles diziam quando ainda estavam na oposição.
Podia aqui recordar mentiras para todos os gostos, invocando as palavras dos actuais membros do governo, tanto do PSD como do CDS, mas isso agora é irrelevante. As omissões na política são uma constante e são geralmente invocadas mais tarde para justificar a quebra de promessas, atirando-se sempre culpas para quem os antecedeu. A hipocrisia é o resultado final das duas premissas anteriores.
O que se passa com os cortes dos subsídios de Natal e de férias dos funcionários públicos e dos pensionistas, é o exemplo perfeito dos três pecadilhos de que vos falei anteriormente.
O que era uma tolice nas palavras de Passos Coelho na oposição, passou a ser inevitável agora que é 1º ministro. Os cortes no sector privado estavam fora de questão até à aprovação do Orçamento de Estado para 2012, mas logo depois já não haviam garantias nenhumas.
Se o PSD e o CDS saem mal na fotografia, com mentiras e omissões, a hipocrisia também salpica o PS, que veio cantar vitória com alterações minimalistas aos cortes. O pior estava para vir e surgiu também depois da votação do OE, quando alguns deputados do PS “descobriram” que estes cortes dos subsídios eram inconstitucionais, coisa que era mais do que conhecida de todos.
A política não pode ser feita com mentiras, omissões e tanta hipocrisia. Os cidadãos que são ao mesmo tempo contribuintes e eleitores, merecem ser respeitados por quem se candidata a lugares públicos. Quem não sabe respeitar os lugares que ocupa não merece também ser respeitado, e é esse o risco que corre quem julga que os portugueses aceitam continuar a ser enganados para todo o sempre.


