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segunda-feira, março 16, 2026

A DISCUSSÃO DA LEI LABORAL E A DEMOCRACIA

As discussões relativas às leis laborais não estão a ser realizadas no âmbito da Concertação Social, porque o Governo não convoca a CGTP para as reuniões de trabalho, porque a central sindical disse que estas alterações merecem a sua rejeição. 

O Governo pretende negociar apenas com quem possa apoiar as suas medidas, por isso será de esperar que qualquer dia nem queira discutir as lei no Parlamento, mas sim apenas em reuniões com os que estejam dispostos a aprovar os seus diplomas.

Espero que isto seja apenas uma ironia, mas o que se verifica é que temos um governo que não parece admitir opiniões diferentes... 


 

quinta-feira, julho 18, 2019

RACISMO E HIPOCRISIA


Tornou-se moda acusar tudo e todos de serem racistas, e sempre que se emite uma opinião contrária, as baterias centram-se nessa pessoa como se fosse um alvo a abater ou desacreditar o mais depressa possível.

Falar em integração é perigoso, demonstrar que existem diferenças culturais entre povos causa burburinho, e o pelotão de puristas está sempre desejoso de criticar e humilhar quem não alinhe nas suas ideias.

Será que esta atitude que por vezes atinge a absoluta intolerância é mesmo genuína, ou terá ela mesma um carácter selectivo? Vejamos o que dizem muitos dos discípulos desta cruzada relativamente a quem pretende expulsar os ciganos de Itália, ou a quem até pretende expulsar cidadãos do seu próprio país só porque têm origens diferentes ou não admitem ser humilhadas por um político racista e bronco?

Pois é, perante gente deste calibre, mas que ocupa cargos políticos em países importantes, muitos são os que se calam ou apenas sussurram críticas, e em vez de os condenarem publicamente por racismo, adoçam as críticas e apenas falam de populismo.

Os humanos são todos diferentes, independentemente das suas origens, cor, ou credo, e é a intolerância e a falta de civismo que devemos condenar, seja um cidadão comum ou mesmo um político poderoso.



domingo, fevereiro 10, 2019

AS RASTAS E A APROPRIAÇÃO CULTURAL


Este mundo anda louco de todo, e parece que quanto mais se fala de globalização, de integração e de tolerância, mais “iluminados” aparecem a proferir os tais discursos que alguns chamam de “politicamente correctos”, mas que não passam de perigosos disparates que acicatam mais o racismo e a intolerância.

Por cá tivemos o caso Jamaica que foi explorado como acção racista por parte da polícia, mesmo havendo dúvidas de como teria começado o incidente. A polícia tem actuado com força desproporcionada em muitas ocasiões em que intervém, mas aqui foi tudo atirado para razões de intolerância de raça.

Agora fala-se no caso da ministra da Cultura da Suécia que foi acusada de apropriação cultural por usar rastas. A direita sueca ficou-se pela crítica de que naquele cargo não deveria ter usado rastas, pois representa a Suécia (?). Já um artista negro afirmou que uma mulher branca, principalmente numa posição de poder, “não deve usar um penteado afro-americano”, especialmente quando jovens negros, nos Estados Unidos, continuam a ser expulsos das escolas por usarem rastas.

Para mim as rastas são uma questão de gosto, como as tatuagens e os piercings, e eu estou à vontade, pois não gosto nem duns nem doutros. Se uma ministra deve usar ou não as rastas, creio que não é da conta de ninguém, pois também temos uma ministra da Cultura que usa um penteado desinteressante, e isso não interfere na sua acção política.

O que é mais estranho é o desconhecimento da origem das rastas, que é muito antiga e atravessa vários continentes, não sendo apropriação cultural coisa nenhuma, e esse argumento num mundo globalizado é um perfeito disparate e revela alguma intolerância, o que não devia ser a primeira intenção do tal artista.

Apetece perguntar a quem devia ser permitido, ou interdito, o uso de rastas?  

Leitura recomendada AQUI e AQUI



segunda-feira, setembro 20, 2010

QUEM SE METE COM O PS…

A frase de Jorge Coelho ficou na memória da maioria dos portugueses, e também no anedotário político nacional.

O assunto que vos trago hoje não tem nada a ver com o autor da frase, mas podia aplicar-se com inteira justiça ao boato (pelo menos por enquanto) que corre por aí, segundo o qual Manuel Maria Carrilho irá ser dispensado do cargo de embaixador de Portugal junto da Unesco.

A recente entrevista do antigo ministro da Cultura, ao Expresso, não terá caído muito bem lá para as bandas do Largo do Rato, e se a isso se juntar a recusa em votar num candidato egípcio para director-geral da Unesco, como indicado pelo executivo nacional, temos os ingredientes necessários para que o boato comece a ganhar algum peso.

Não se julgue que estou preocupado com o futuro de Carrilho, ou sequer com o modo como a notícia lhe terá chegado (via Lusa), porque ele tem uma carreira universitária onde tem o lugar garantido. Pena tenho dos que perdem o seu trabalho e poucas ou nenhumas hipóteses têm no mercado de trabalho actual, e esses são muitos.

O que me faz pensar é que se isto é verdade, temos um partido no poder que não convive bem com a crítica, nem sequer quando ela sai do seu próprio seio. Estes tiques de intolerância lembram-me outros tempos, bem negros por sinal.

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Foto - Restauro

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Humor ao Telemóvel