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terça-feira, setembro 25, 2018

DE EXCEPÇÃO EM EXCEPÇÃO…


Em Portugal sempre existiu, e existe, o nacional porreirismo, que se traduz no “jeito”, na “cunha”, e na “excepção”, que parecendo actos inofensivos são na verdade comportamentos que acabam por se tornar banais e prejudiciais para todos.

Não se julgue que estou a falar dos grandes assuntos que descambam em corrupção, favorecimento ilícito, ou outro qualquer crime, daqueles que enchem páginas dos jornais, mas sim de coisas que vemos todos os dias, e às quais nem prestamos grande atenção.

Quando queremos resolver algum assunto, falamos com um amigo que nos ajuda a ultrapassar as dificuldades, ou o tempo de espera. Se queremos encontrar um emprego para uma amigo ou familiar, há sempre alguém bem colocado, ou com bons contactos, que contactamos. Se temos alguma pressa estacionamos mal ou quebramos uma ou duas regras de trânsito. Quanto aos horários queremos sempre que as lojas ou serviços abram a horas, mas quanto ao fecho queremos sempre mais um bocadinho, e se o pedido não for aceite, lá vem a ameaça de queixa ou reclamação.

Estes comportamentos tão habituais dizem muito sobre o rigor com que encaramos as regras, sejam elas as leis sejam apenas as do bom senso. É difícil mudar comportamentos, mas talvez tudo pudesse melhorar um bocadinho…


O retrato

segunda-feira, dezembro 27, 2010

FAÇA-NOS UM FAVOR, DEMITA-SE

José Sócrates teve um mandato inteiro, com maioria absoluta, para fazer o que devia ser feito pelo bem do país, e falhou rotundamente. Não tem a desculpa que tenta fazer passar da crise internacional, que ela foi igual para todos os países, só que em alguns estavam dirigentes mais competentes e por isso a saída da crise foi mais rápida.

Não me apetece enunciar o número de vezes que nos foi dito, pelo seu (des)governo, que a crise já tinha passado, ou que não seria necessário aumentar os impostos, nem tomar mais medidas restritivas. Estamos fartos de promessas e de fracassos governativos, sem que se apresente para um futuro próximo, melhores dias.

Há 3 semanas consecutivas que vemos aumentarem os juros da dívida, e quase todos os dias ouvimos dizer que o pedido de ajuda financeira está para breve, e que já devia ter sido pedido.

Não gosto do FMI nem da União Europeia, mas só o facto de toda a alta finança e os economistas da nossa praça estarem contra a entrada dessa gente, dá-me a impressão que todos eles temem alguma coisa, que só alguém mais poderoso que eles lhes pode impor. Há outras soluções como as da Islândia, ou a nacionalização de sectores chave da economia, mas ironicamente será o mercado a decidir o futuro de José Sócrates.

O melhor presente que Sócrates podia dar ao país, e a si próprio, era apresentar agora a sua demissão. Pior do que está, não fica! 

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Foto - Mafra
Tecto Mafra by Palaciano
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Humor Repescado