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domingo, dezembro 08, 2013

DECISÕES POLÍTICAS ECONOMICAMENTE DESASTROSAS



Portugal atravessa uma profunda crise económica que tem desencadeado decisões políticas, que segundo o governo, pretendem resolver os problemas económicos actuais.

As dificuldades económicas não são um exclusivo português do século XXI, mas sim uma quase constante da vida nacional através da História.

No século XV, durante o reinado de D. João I, Portugal debatia-se com dificuldades económicas e recorreu a desvalorizações constantes da moeda. Em 1415 decidiu-se a tomada de Ceuta, com o intuito de dominar as rotas do ouro africano e das especiarias asiáticas, na presunção de que assim se revitalizaria a economia nacional.

De algum modo sugeria-se que todos os grupos sociais tirariam proveito desta empresa, desde logo a burguesia que obteria vantagens comerciais, a nobreza pois aumentaria os seu títulos e senhorios, o clero pela luta contra os mouros, e o povo por promover novas oportunidades de emprego.

As coisas não se sucederam deste modo, pelo contrário, e a empresa revelou-se ruinosa no que dizia respeito ao comércio, que alterou simplesmente as suas rotas, e a manutenção da praça militar cedo se mostrou insustentável.

O erro de cálculo ainda hoje é desvalorizado pela nossa História, afirmando-se que terá sido este o primeiro passo para as descobertas marítimas que se sucederam, mas o insucesso económico da conquista (conseguida) de Ceuta foi uma realidade de que poucos falam.


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Fotografia


domingo, julho 14, 2013

CAPA NEGRA, ROSA NEGRA



Capa negra, rosa negra
Rosa negra sem roseira
Abre-te nem nos meus ombros
Como o vento na bandeira.

Abre-te bem nos meus ombros
Vira costas à saudade
Capa negra, rosa negra
Bandeira da liberdade.

Eu sou livre como as aves
E passo a vida a cantar
Coração que nasceu livre
Não se pode acorrentar.

Este fado tem a letra de Manuel Alegre, a música é de António Portugal e de Adriano Correia de Oliveira, e é interpretada por Adriano Correia de Oliveira.


quarta-feira, outubro 07, 2009

AMÁLIA

Temos um Museu do Traje, onde se guarda e expõe alguns dos vestidos usados pela diva do fado, e também temos o Panteão Nacional onde repousa para todo o sempre a nossa grande fadista, e os dois equipamentos culturais são da responsabilidade do Ministério da Cultura.

Não pretendo dar nenhuma novidade aos meus leitores, mas sim deixar aqui uma estranheza que me assola, já que as duas exposições sobre Amália Rodrigues, dez anos passados sobre a sua morte, acontecem no Museu da Electricidade e no Museu Berardo.

Talvez não tenha ainda sido muito claro, mas é curioso que a conservação e o depósito seja da responsabilidade do Ministério da Cultura e as exposições (duas) acontecem em instituições que não são da responsabilidade do MC, mesmo que isso não queira dizer que não têm contributos dos cofres do Estado (nós).

Fico agradado com estas exposições, como qualquer português, mas esta margem do Tejo desperta uns certos interesses que se vão tornando tão evidentes que começa a ser difícil ignorar tantas curiosidades e coincidências.