Mostrar mensagens com a etiqueta Coimbra. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Coimbra. Mostrar todas as mensagens

sábado, março 25, 2017

BIBLIOTECAS

As conversas são como as cerejas, e ao falar de bibliotecas antigas e monumentais eis que surgem uns quantos nomes, e outras tantas descrições, bem como as inevitáveis comparações, que esbarram sempre com os gostos de cada um, e a autenticidade do que hoje se vê e o que elas eram quando foram criadas. São todas belas, mas umas são nossas...

Biblioteca de Mafra

Biblioteca Joanina (Coimbra)

Biblioteca de Codrington (Oxford) 

Esta é a biblioteca do Trinity College Dublin (Irlanda)

domingo, julho 14, 2013

CAPA NEGRA, ROSA NEGRA



Capa negra, rosa negra
Rosa negra sem roseira
Abre-te nem nos meus ombros
Como o vento na bandeira.

Abre-te bem nos meus ombros
Vira costas à saudade
Capa negra, rosa negra
Bandeira da liberdade.

Eu sou livre como as aves
E passo a vida a cantar
Coração que nasceu livre
Não se pode acorrentar.

Este fado tem a letra de Manuel Alegre, a música é de António Portugal e de Adriano Correia de Oliveira, e é interpretada por Adriano Correia de Oliveira.


domingo, junho 23, 2013

COIMBRA


Para As Raparigas de Coimbra

1

Ó choupo magro e velhinho,
Corcundinha, todo aos nós:
És tal qual meu avôzinho,
Falta-te apenas a voz.

2

Minha capa vos acoite
Que é p'ra vos agazalhar:
Se por fóra é cor da noite,
Por dentro é cor do luar...

3

Ó sinos de Santa Clara,
Por quem dobraes, quem morreu?
Ah, foi-se a mais linda cara
Que houve debaixo do céu!

4

A sereia é muito arisca,
Pescador, que estás ao sol:
Não cae, tolinho, a essa isca...
Só pondo uma flor no anzol!

5

A lua é a hostia branquinha,
Onde está Nosso Senhor:
É d'uma certa farinha
Que não apanha bolor!

6

Vou a encher a bilha e trago-a
Vazia como a levei!
Mondego, qu'é da tua agoa?
Qu'é dos prantos que eu chorei?

7

A cabra da velha Torre,
Meu amor, chama por mim:
Quando um estudante morre,
Os sinos chamam, assim.

8

- E só porque o mundo zomba
Que poes luto? Importa lá!
Antes te vistas de pomba...
- Pombas pretas tambem ha!

9

Therezinhas! Ursulinas!
Tardes de novena, adeus!
Os corações ás batinas
Que diriam? sabe-o Deus...

10

Teu coração é uma igreja:
N'uma eça dorme, alli,
Manoel, bemdito seja,
Que morreu d'amor por ti.

11

Manoel no Pio repoiza:
Todos os dias, lá vou
Ver se quer alguma coiza,
Perguntar como passou.

12

Agora, são tudo amores
A roda de mim, no Caes,
E, mal se apanham doutores,
Partem e não voltam mais...

13

Aos olhos da minha fronte
Vinde os cantaros encher:
Não ha, assim, segunda fonte
Com duas bicas a correr!

14

Nossa Senhora faz meia
Com linha feita de luz:
O novello é a lua-cheia,
As meias são p'ra Jezus.

15

Meu violão é um cortiço,
Tem por abelhas os sons
Que fabricam, valha-me isso,
Fadinhos de mel, tão bons...

16

Ó fogueiras, ó cantigas,
Saudades! recordações!
Bailae, bailae, raparigas!
Batei, batei, corações!


António Nobre, in 'Só'

sexta-feira, junho 11, 2010

PASSEIO

Vou a Coimbra de passeio e talvez para recordar alguns bons momentos do passado. Hoje a música até pode ser outra, mas para mim continuo a lembrar-me desta, que acarreta boas lembranças.

Discover the playlist Coimbra with José Joaquim Cavalheiro


««« - »»»
Realidade e Pouco Humor
É disto que se fala

Isto esconde-se

As desigualdades têm este (mau) aspecto.