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domingo, setembro 20, 2026

A REALIDADE DESMENTE MONTENEGRO

Montenegro tentou há dias fazer passar esta frase "Portugal está melhor, e os portugueses estão melhor", contudo os factos encarregam-se de o desmentir.
 
As nossa crianças não têm creches públicas (nem privadas) para os receber ( cerca 100 mil crianças aguardam vaga), as escolas não têm capacidades para receber os alunos e as turmas têm que ser aumentadas para disfarçar as falhas, os hospitais encerram serviços por falta de recursos humanos, os tempos de espera aumentam mesmo depois do fim do Verão, a habitação atingiu valores estratosféricos, os salários estão cada vez mais desvalorizados perante os preços da alimentação e dos combustíveis, os jovens cada vez mais abandonam o país à procura de um futuro melhor.
 
Medidas como o Volta, que até podiam ser consideradas inócuas, acabam por trazer ao de cima a miséria existente, com cenas tristes de gente a mergulhar em contentores de lixo para recolher garrafas e latas para receber 10 cêntimos por peça. 
 
Se o dr. Montenegro acha que os portugueses estão melhor apesar de tudo isto, então ele não vive neste país.  
 
  


 

quinta-feira, abril 22, 2021

BIBLIOTECA DE MAFRA E OS MINISTROS

Uma das salas mais emblemáticas do Palácio Nacional de Mafra é, sem qualquer dúvida, a sua Biblioteca, uma das mais bonitas do mundo, e também com um espólio único da época que tem à sua guarda.

É conhecida a escassez de meios, gritante mesmo, de meios humanos e financeiros em todos os museus, monumentos e palácios dependentes do Ministério da Cultura, e a Biblioteca de Mafra não é alheia a essa realidade.

As faltas de meios e alguma inércia dos responsáveis de toda a estrutura (M.C., DGPC e PNM), tem contribuído para que a situação não tenha melhorado nos últimos anos, apesar das necessidades duma Biblioteca com livros tão antigos e em grande quantidade.

Foi curioso registar que hoje foi realizada uma reunião do Conselho de Ministros dedicada à Cultura, em que se viam os participantes sentados em redor duma grande mesa, devidamente separados por placas de acrílico como mandam as regras da DGS. Os visitantes deste palácio têm à sua disposição durante a visita, um pequenos espaço à entrada da mesma “por razões de segurança”, que têm que ver com a não existência de barreiras de defesa dos livros (placas de acrílico possivelmente), e talvez também para não haver grandes variações de humidade relativa que calculo sejam prejudiciais, mas não em reuniões de gente tão ilustre.

 Enfim, isto não passa dum desabafo de quem gosta do nosso Património.  

 

Foto do site do Jornal de Mafra