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quinta-feira, abril 22, 2021

BIBLIOTECA DE MAFRA E OS MINISTROS

Uma das salas mais emblemáticas do Palácio Nacional de Mafra é, sem qualquer dúvida, a sua Biblioteca, uma das mais bonitas do mundo, e também com um espólio único da época que tem à sua guarda.

É conhecida a escassez de meios, gritante mesmo, de meios humanos e financeiros em todos os museus, monumentos e palácios dependentes do Ministério da Cultura, e a Biblioteca de Mafra não é alheia a essa realidade.

As faltas de meios e alguma inércia dos responsáveis de toda a estrutura (M.C., DGPC e PNM), tem contribuído para que a situação não tenha melhorado nos últimos anos, apesar das necessidades duma Biblioteca com livros tão antigos e em grande quantidade.

Foi curioso registar que hoje foi realizada uma reunião do Conselho de Ministros dedicada à Cultura, em que se viam os participantes sentados em redor duma grande mesa, devidamente separados por placas de acrílico como mandam as regras da DGS. Os visitantes deste palácio têm à sua disposição durante a visita, um pequenos espaço à entrada da mesma “por razões de segurança”, que têm que ver com a não existência de barreiras de defesa dos livros (placas de acrílico possivelmente), e talvez também para não haver grandes variações de humidade relativa que calculo sejam prejudiciais, mas não em reuniões de gente tão ilustre.

 Enfim, isto não passa dum desabafo de quem gosta do nosso Património.  

 

Foto do site do Jornal de Mafra

 

domingo, julho 02, 2017

ORÇAMENTO E BORLAS



A partir de hoje, dia 01 de julho, as entradas nos museus, palácios e monumentos dependentes da DGPC, serão grátis aos domingos e feriados, até às 14 horas, para todos os residentes em território nacional.

Esta medida é popular, e pelos vistos não discriminatória, já que os estrangeiros não residentes e os emigrantes portugueses, residentes no estrangeiro, pagam igualmente as entradas. Pois é!

Para além das dificuldades criadas para as bilheteiras, que na dúvida são aconselhados a dar bilhetes gratuitos, por algumas direcções, para se evitarem reclamações, temos um outro pequeno problema, até agora não discutido, que é o impacto nas receitas da medida em causa.

Não há dinheiro para a contratação de pessoal de vigilância suficiente para garantir a segurança dos equipamentos, não há dinheiro para as grandes intervenções já anunciadas (como o restauro dos carrilhões de Mafra), nem para fazer a manutenção preventiva em muitos locais, mas abdica-se de verbas, o que é estranho.

As subidas de escalão e a revisão das carreiras específicas dos museus, não avança, porque não há verbas, mas que interessa isso.

Talvez seja de se equacionar um aumento do preço das entradas nos equipamentos culturais dependentes da DGPC, mas nada está ainda em discussão, e como se sabe os novos roteiros internacionais vão para o prelo no mês de Setembro, e nelas constarão os preços praticados nessa altura, a menos que sejam já conhecidos novos preços para o ano seguinte, e o mesmo acontece com as agências de viagens, que vão vender os pacotes para o próximo ano com os valores conhecidos antes do final do ano (bastante antes).

Pode ser uma medida muito popular, esta das gratuitidades, mas era muito útil que os políticos conhecessem as regras do mercado turístico, antes de meterem a foice em seara alheia…