sábado, agosto 11, 2012

DA EDIÇÃO À FICCÇÃO


A política nacional é fértil em imaginação, atingindo mesmo as raias do ridículo com alguma frequência.

Quando surgem casos politicamente inexplicáveis, como a desistência de empreendimentos de grande monta, que envolvem capital e podem gerar emprego e desenvolvimento em determinadas zonas, surgem sempre factoides que podem ser tomados como diversão para distrair o público.

Um dos projectos que o governo decidiu deixar cair envolvia Alexandre Alves, conhecido como o “barão vermelho”(por ser comunista e benfiquista), e mesmo antes de existirem respostas por parte do governo, para além das trapalhadas que constavam no despacho que anunciou a decisão, logo surgiu Zita Seabra a “sugerir” que o PCP terá feito espionagem política nos anos 80.

Já estamos todos a imaginar microfones escondidos em ares condicionados, muito à James Bond, ligados a uma central de espionagem na RDA. Zita Seabra será talvez uma editora livreira, mas convenhamos que não percebe nada de policiais nem de tecnologia, porque se assim fosse teria uma noção do ridículo da sua “sugestão”, que contudo “não podia afirmar que tinha conhecimento”.

A política e alguns políticos justificam plenamente o facto de chamar a esta época do ano a silly season. 

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Humor e Espionagem
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Foto - Estudei Aqui
Liceu Pêro de Anaia - Beira
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4 comentários:

São disse...

Zita Seabra é daquelas pessoas que simplesmente não respeito.

Bons sonhos

Anónimo disse...

Na década de 80 microfones escondidos em ares condicionados? Quem é que lhe deu essas ideias? A dona está louca?
Bjos da Sílvia

Zé Marreta disse...

E não querem ver que o Alexandre Alves nos tempos da FNAC andava a vender aparelhos de ar condicionado com microfones escondidos no interior! Sendo assim, isto ganha contornos de conspiração.
Essa Zeta é um zero ressabiado.

Saudações!

maceta disse...

a mulher foi pontapeada e agora anda numa de vingança de escada... coitada, pouco se lhe aproveita.

cumpts