Mostrar mensagens com a etiqueta Ficção. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Ficção. Mostrar todas as mensagens

sábado, agosto 11, 2012

DA EDIÇÃO À FICCÇÃO


A política nacional é fértil em imaginação, atingindo mesmo as raias do ridículo com alguma frequência.

Quando surgem casos politicamente inexplicáveis, como a desistência de empreendimentos de grande monta, que envolvem capital e podem gerar emprego e desenvolvimento em determinadas zonas, surgem sempre factoides que podem ser tomados como diversão para distrair o público.

Um dos projectos que o governo decidiu deixar cair envolvia Alexandre Alves, conhecido como o “barão vermelho”(por ser comunista e benfiquista), e mesmo antes de existirem respostas por parte do governo, para além das trapalhadas que constavam no despacho que anunciou a decisão, logo surgiu Zita Seabra a “sugerir” que o PCP terá feito espionagem política nos anos 80.

Já estamos todos a imaginar microfones escondidos em ares condicionados, muito à James Bond, ligados a uma central de espionagem na RDA. Zita Seabra será talvez uma editora livreira, mas convenhamos que não percebe nada de policiais nem de tecnologia, porque se assim fosse teria uma noção do ridículo da sua “sugestão”, que contudo “não podia afirmar que tinha conhecimento”.

A política e alguns políticos justificam plenamente o facto de chamar a esta época do ano a silly season. 

««« - »»»
Humor e Espionagem
««« - »»»
Foto - Estudei Aqui
Liceu Pêro de Anaia - Beira
1.501

quarta-feira, junho 25, 2008

A REALIDADE E A FICÇÃO

Se nos inquéritos internacionais Portugal aparece como o país onde os cidadãos são os mais preocupados com o futuro, é porque há razões objectivas para que este sentimento se manifeste. Claro que há outros dados que baralham as coisas, intencionalmente ou não, e que saem em simultâneo, certamente por coincidência, se é que alguém acredita nelas.

Face aos outros 26 parceiros da União Europeia nós somos os que temos piores perspectivas sobre o futuro individual e do agregado familiar nos próximos 12 meses. A confiança dos portugueses degrada-se, e as preocupações com o emprego são cada vez maiores. Para consumo interno temos os dados do IEFP que dão conta da diminuição do número de desempregados registados, e portanto dir-se-ia que “não há crise”.

Os portugueses são mesmo cépticos, a dar crédito às notícias cá do burgo, porque no Luxemburgo contribuem para o melhor nível de vida da União, mas cá dentro, só conseguem chegar a um patamar 25% abaixo da média europeia. Deve ser dos ares de cá da terra.

Sosseguem compatriotas, porque o pessimismo não nos deixa ver o que de bom se tem feito nos últimos anos. Talvez não saibam mas o número de ricos em Portugal cresceu em plena crise económica, e nunca se venderam tantos aviões particulares, carros de luxo, barcos e iates, bem como obras de arte como nos últimos tempos. Se alguém não sabia ainda o significado do liberalismo económico que nos têm estado a enfiar pelos olhos dentro, meditem um pouco sobre o que vos acabei de dizer, e vão ver que é fácil, mesmo muito fácil de entender.

««« - »»»
Fotos Coloridas
red 1 by coralicious

tiger lily trio. by xxandrea

««« - »»»
Humor do Dia
Gatis Shluka
Gatis Shluka