segunda-feira, abril 09, 2012

PREOCUPAÇÕES SOCIAIS

O actual governo mostra ser um executivo completamente de direita, ultraliberal e completamente alheio às dificuldades dos mais desfavorecidos.

O saldo da Segurança Social, o menor dos últimos 30 anos, é apenas mais um resultado das políticas dum executivo para quem as finanças são mais importantes do que as pessoas.

Imagine-se só como estariam as contas da Segurança Social se o Estado em vez de enterrar diversos milhares de milhões no BPN, os tivesse investido no financiamento da Segurança Social. Se a Caixa Geral de Depósitos não tivesse emprestado dinheiro a diversos investidores para lançarem uma OPA sobre outro banco que agora tem acções que valem pouco mais de 10 cêntimos.

Também vale a pena equacionar a possibilidade de investir em políticas activas de emprego em vez de ficar como garante do financiamento da banca privada. Quanto se pouparia ao erário público se o argumento de emergência nacional fosse utilizado para renegociar as parcerias público privadas em vez do corte dos subsídios dos funcionários públicos e pensionistas, que têm reflexos imediatos na actividade económica e no arrecadar de impostos.

Não é necessário ser-se um grande economista para encontrar alternativas às políticas deste governo, e o exemplo do garoto que indicou uma forma prática para a Grécia sair do euro sem grandes convulsões, está aí para o demonstrar.

As preocupações sociais não se anunciam, demonstram-se quando é mais necessário, e os tempos são de necessidade.

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Imagem - A Fome

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Humor - Coelhos da Cartola

5 comentários:

Pedra do Sertão disse...

Problemas no Velho Mundo e no Novo também! Para onde vamos?

Anónimo disse...

A intenção de destruir a segurança social é tão evidente que só pasmo perante a indiferença dos tugas. Acordem porra!
Lol

AnarKa

A. João Soares disse...

Ao iniciar a leitura discordei da classificação do «governo» como sendo de direita. Nem de direita nem de esquerda. Simplesmente, não é governo. É um conjunto de incompetentes desligados uns dos outros que dizem e desdizem, «garantem que…», «asseguram que…» depois desdizem, porque andam à apalpadelas na escuridão, á procura da rolha, deixando agravar a situação, à espera que aconteça um milagre.

Ignoram o sofrimento do povo e apoiam bancos e ricaços com o dinheiro dos impostos. Precisavam de saber e praticar o diálogo do ministério da Economia, com a banca nacional, as confederações patronais e os sindicatos, para governarem o País, isto é os destinos dos cidadãos.

Eles não fazem a mínima ideia do qua são as funções de GOVERNAR e pensam apenas em se governar e aparecer nas TVs cada dia com seu discurso fantasioso.

Abraço
João

Anónimo disse...

Nós não temos Governo: temos um grupo às ordens do capital mais desenfreado.


LUIZ

Metalurgia das letras disse...

São um bando de parasitas cuja função e sugar o hospedeiro levando-os a um estado de letargia e comodismo social. Alguns no entanto podem levar ao colapso qualquer nação, pois não medem as consequências de suas ações parasitárias.